quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O dia depois de amanhã de Roland Emmerich (The day after tomorrow)



Trailer: 
Fala do filme: "I just wish I could have seen him grow up, you know?"
"The important thing is that he will grow up."
Vale a pena: Novamente, estou falando de um tipo de filme que é extremamente estereotipado. É um clássico filme hollywoodiano, onde tudo sempre vai acontecer do modo que os personagens principais pensam, e todas as forças vão agir a seu favor. Dito isso, afirmo que esse é um filme para aqueles que não querem uma trama super complicada, mas a certeza de um filme no qual as coisas vão dar certo, e tudo regado a muitos efeitos especiais. Mas, por exemplo, pra quem é fã de efeitos especiais, eu acho que ele vale particularmente a pena, que eu me impressionei bastante com muitas das cenas de mudanças climáticas, por mais incorretas que elas estivessem.
Não vale a pena: Para quem espera muita coisa além de um filme típico de Hollywood. Quem busca um filme que mude a sua vida, que seja cheio de complicações e questionamentos em sua trama pode ir buscar algum outro tipo de filme para ver. E para os que acham que vão encontrar uma solução para os problemas ecológicos do mundo com esse filme, eu nem comento, que acho que todos sabem que ele não tem um ponto de razão científica, certo?
Gostei? Sim. Não é meu tipo preferido de filme, mas eu gostei dele dentro da proposta que ele se põe a cumprir.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Bom, não é exatamente um detalhe, e eu sei que mais pessoas repararam. Mas como um filme com efeitos especiais tão bons é capaz de fazer lobos que a primeira vista são tão toscos? Depois eles até ficam melhores, mas isso passa uma primeira impressão ruim.

Do que se trata o filme:
Quando ocorrem mudanças climáticas extremas e repentinas no mundo, um climatologista e seu filho estão separados por uma longa distância dentro dos Estados Unidos. O filme trata tanto das histórias individuais quanto da desesperada busca de um pai por seu filho em meio a uma situação de tragédia.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Ditador de Larry Charles (The Dictator)

Trailer:
Fala do filme: "You're HIV Aladeen."
Vale a pena: Eu admito que não sou exatamente uma fã de Sacha Baron Cohen, como visto em Borat e Bruno, mas eu achei o seu humor escrachado muito interessante nesse filme. Ele vale a pena para quem quer ver um filme com críticas bem profundas e bem humoradas, mas que não tenha nojo de algumas cenas um pouco mais pesadas. Não adianta ir achando que é um filmezinho levezinho, que não é. Também vale a pena para quem gostou dos outros filmes do ator, pois eles são tão típicos quanto. Mas também vale a pena pelas atuações boas e pelas participações especiais.
Não vale a pena: Para quem tem horror a piadas de humor negro ou a atuações mais exageradas. Não é um filme de humor politicamente correto em nenhum de seus pontos. Não adianta tentar ir para ver se gosta desse tipo de filme, porque é um dos filmes que ou se gosta, ou se desgosta. E árabes e judeus do mundo, não levem as piadas tão a sério ;).
Gostei? Muito, para falar a verdade.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Reparem nos créditos o nome de quem fez a trilha sonora do filme. (que a propósito, é muito boa)

Do que se trata o filme:
É a história de Aladeen, o grande ditador de Wadyia, uma cidade árabe que não quer se abrir para o comércio de petróleo com o exterior. Quando ele vai discursar na ONU, há um problema e ele se torna anônimo, e aí se iniciam seus problemas.



O amante da rainha de Nikolaj Arcel (En Kongelig Affaere)

Trailer: 
Fala do filme: "Se o rei quiser entrar em seus aposentos na primeira noite, você será um sucesso."
Vale a pena: Para quem quer ver um bom filme histórico (mas que não me comprometo com a veracidade histórica dele), com uma trama cheia de reviravoltas e que você mal consegue desprender os olhos da tela. É um dos indicados ao Oscar por filme estrangeiro, e dessa vez eu concordo bastante com as indicações que eu assisti, são filmes bem Oscarianos, apesar de não serem produzidos nos EUA. As atuações do filme também são algo a ser levado em consideração, pois é um elenco inteiramente desconhecido para mim, mas que fez um trabalho fora do comum de tão bom, principalmente o Rei e a sua risada-para-todos-os-efeitos.
Não vale a pena: Para quem odeia filmes em línguas estrangeiras e incompreensíveis, ele é uma tortura, porque apesar da semelhança com o inglês, não dá para entender quase nada sem legendas (o filme é dinamarquês). Além disso, ele é um filme de desenvolvimento um pouco mais lento, com várias explicações históricas que são necessárias, mas que travam um pouco o desenvolvimento. Mas esse é um filme que eu acho que quebra esteriótipos, nesse sentido.
Gostei? Adorei!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Há toda a discussão entre os com peruca e os sem peruca na corte. Reparem como o médico sem peruca sempre prende o cabelo com uma fita, de um modo muito caprichado.

Do que se trata o filme:
Ele trata de uma ciranda político-histórica na corte dinamarquesa dos anos 1700 e algo, quando um rei considerado louco se casa com sua pretendente inglesa bem dotada e com ideais iluministas. A história se complica mais ainda quando o rei encontra em um médico apoio para melhorar a sua chamada "loucura", e esse leva ainda mais idéias revolucionárias para a corte.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Por que choram os homens de Sally Potter (The man who cried)

Trailer: 
Fala do filme: "Suzie, you have to learn to fit in."
Vale a pena: Dado que em várias cenas do filme há o adorável Johnny Depp em um cavalo branco, eu diria que vale a pena para todas as mulheres entre os 13 e 70 anos. Mas brincadeiras a parte, temos aqui no mínimo um filme que dá ao espectador uma visão diferente sobre a II Guerra Mundial, dado que a ação se dá na França. Além disso, o filme vale bastante a pena por ter um elenco de bastante peso, de Christina Ricci, Cate Blanchett, Johnny Depp e John Turturro. A trama também pode não ser exatamente a mais criativa, dado que existem muitos filmes sobre o tema, mas esse ao menos não peca nem na sua duração (95 min) nem por falta de sensibilidade. E como eu adoro filmes curtos, acho que isso é sempre algo que vale a pena.
Não vale a pena: O primeiro comentário que eu me sinto obrigada a fazer é que para quem não gosta ou não entende nada sobre óperas (como eu), em algumas partes vai haver a sensação de que se perdeu algo por desconhecimento das referências culturais, e a trilha também se torna um pouco irritante, no caso do desgosto pela ópera. Mas não tenho certeza se isso, sozinho, faria o filme não valer a pena. Há, nesse filme, duas coisas mais importantes que podem fazê-lo não valer a pena. A primeira é o fato de o filme desenvolver muito superficialmente todas as idéias que ele se propõe a discutir. Eu senti que eles falam um pouco sobre tudo (guerra, ópera, ciganos, judeus, adoção de crianças, problemas de linguagem) e acabam não falando muito sobre nada. Além disso, eu acho que o filme não vale a pena por se propor a se passar em diversos países e fazer uma mistura estranha de línguas. Eu não acho que filmes americanos na Itália têm que ser falados em italiano. Mas quando o uso da outra língua ultrapassa algumas expressões, e a língua principal muda muito ao longo do filme, e várias referências se misturam, eu acho que fica confuso e irritante.
Gostei? Olha, não é que eu tenha passado o tempo inteiro inquieta porque o filme é ruim, mas não é dos meus preferidos.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Como a orelha da Christina Ricci é estranha.

Do que se trata o filme:
É a história de uma jovem judia que por conta da situação se separa do seu pai e é adotada por uma família em Londres. Mais velha, descobre que possui o dom do canto e se muda para Paris e encontra emprego em uma ópera, mas ainda é muito ligada à imagem do pai que nunca mais encontrou e aos seus costumes antigos. E ah, tudo isso enquanto está se iniciando a II Guerra Mundial.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Scoop: O Grande Furo de Woody Allen (Scoop)

Trailer: 
Fala do filme: "What are you thinking about?"
"Do you really want to know?"
"Yes."
It's how ironic life is, and tragic."
Vale a pena: Bom, em primeiro lugar, eu sou sempre, sempre suspeita pra falar algo sobre o Woody Allen, porque eu acho muito, muito raro algo dele que seja ruim. Mas tem algumas coisas nesse filme em particular que eu adoro: as atuações da Scarlett Johansson, que eu não sou grande fã, mas que acho incrível nesse filme, e do Hugh Jackman, que faz um papel bem diferente daqueles pelos quais ele é conhecido, então vale a pena para quem quer ver algo bem diferente. Acho também impecável o trabalho que foi feita com a trilha sonora do filme, que na temática de mágica e enganação, algumas vezes consegue sozinha enganar o espectador quanto às conclusões do filme. E pra não ficar para sempre falando de todas as coisas maravilhosas que o filme tem, encerro essa parte falando sobre os lindos cenários britânicos que foram encontrados para as filmagens, que o tornam muito agradável aos olhos.
Não vale a pena: Apesar de ser um dos meus trabalhos preferidos do Woody (só para os íntimos), tenho duas grandes críticas a fazer. A primeira é a de que, para quem não conhece nada sobre o Woody Allen e quer ter uma noção básica de como são os filmes do diretor, essa é uma péssima escolha para o início, já que ele é um filme bem fora dos seus padrões. Além disso, o que realmente critico no filme é o personagem vivido pelo próprio Woody: acho que, apesar de engraçado e essencial pro enredo, tem muitas das suas sacadas extremamente forçadas. Eu sinto que como era necessário um mágico para a história, Woody decidiu colocar o seu papel clássico nele (e como o próprio admite ter interesse em mágicas, talvez por muito interesse próprio), o que enfraqueceu tanto seu papel clássico quanto o de mágico. Então, acho que não vale a pena para quem espera uma super atuação do diretor.
Gostei? Já vi 10 vezes e continuo gostando.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu não tenho muita certeza do que eu estou falando, mas a partir de uma pesquisa bem básica no Google, achei que a maioria dos britânicos não liga para a emergência   pelo número 911, que até é aceito no sistema, mas simplesmente por ser mais utilizado em outros países. O que então um jovem aristocrata britânico estaria fazendo ligando para o número americano? (Sim, ele disca 911 no telefone)

Do que se trata o filme:
Sondra é uma jovem jornalista americana em busca de experiências em Londres, onde está com uma família amiga da sua. No entanto, ela é surpreendida quando em um show de mágica recebe uma visita espiritual que lhe dá uma dica sobre quem seria o Assassino do Tarô, buscado pela polícia inglesa. O filme trata de sua investigação, com ares de comédia e muitas reviravoltas.