domingo, 16 de março de 2014

Philomena de Stephen Frears (Philomena)

Trailer: 
Fala do filme:  "But I don't wanna hate people. I don't wanna be like you. Look at you!"
"I'm angry."
"Must be exhausting."
Vale a pena: Em primeiro lugar, acho que o que vale a pena é o fato de ser um bom roteiro, baseado em uma boa história verídica, e que por ser baseado nessa história verídica retrata realmente humanos, e não simplesmente seres muito semelhantes a humanos que Hollywood insiste em nos enfiar goela abaixo. E a maior parte das coisas que me chocou no filme foi a prórpia humanidade dos personagens. Além disso, é um filme com atuações muito boas, e com uma trilha sonora que encaixa completamente com as cenas. Ou seja, é uma história boa em um filme bem feito.
Não vale a pena: Novamente, venho eu com o problema de o filme ser um pouco parado. Não diria que é um filme muito parado, mas também não posso mentir que ele é um filme com muita ação, dado que ele se constrói mais com palavras. Além disso, há o problema de distribuição, que torna o filme pouco acessível para quem quer vê-lo em cinemas.
Gostei? Gostei.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade, isso foi algo que eu fui atrás para descobrir, mas que eu acho legal compartilhar. Há vários filmes caseiros que são apresentados no filme, e fui procurar e descobri que alguns deles são reais.

Do que se trata o filme: Philomena é uma jovem abandonada pelos pais em uma espécie de convento/escola. Só que ao fugir das regras enquanto jovem, ela engravida, e há um esquema de trabalho forçado que as freiras fazem as mães fazerem para pagar as despesas do parto e da criança. E a história começa quando Philomena, já idosa, decide tentar descobrir o que aconteceu com seu filho, que durante esse período de trabalho forçado foi entregue a um casal de americanos.


terça-feira, 4 de março de 2014

Um Final de Semana em Hyde Park de Roger Michell (Hyde Park on Hudson)

Trailer: 
Fala do filme: "And no more promises were made, so none could be broken".
Vale a pena: Amigos historiadores, eu sei que filmes não tem acurácia histórica, eu sei que existe intervenção humana em tudo aquilo que é publicado, mas eu acho que o ponto alto do filme é mostrar, mesmo que mais ou menos, o que acontecia no período histórico retratado. E a fotografia do filme é muito bonita, além de as atuações serem bastante legais.
Não vale a pena: É um filme bastante monótono, parece que é um filme britânico que se passa em solo americano (brincadeira, gente, eu gosto de muitos filmes britânicos). Mas de verdade, é um filme em que cada minuto parece que demora uma hora para passar. Eu pesquei muito durante o filme. E tenho que admitir que o filme me deixou um pouco irritada no final, e obviamente só quem viu o filme vai entender o motivo.
Gostei? Para uma tarde preguiçosa de feriado, sim. Mas não sei se sairia para vê-lo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O Rei George é uma dessas figuras que ao longo do tempo ficou pop, principalmente depois de O Discurso do Rei.

Do que se trata o filme: É a história do Roosevelt durante o fim de semana em que o Rei George e a Rainha Elizabeth II vão aos EUA para pedir apoio à Inglaterra na II Guerra Mundial. Entre problemas com sua mãe, mulher e amante (que é quem narra a história) e o medo de George de como será tratado nos EUA, o filme é absolutamente voltado à história.


12 Anos de Escravidão de Steve McQueen (12 Years a Slave)

Trailer: 
Fala do filme: "Mas eu não quero sobreviver. Eu quero viver."
Vale a pena: De novo, um filme bastante polêmico, daquele que gera inclusive artigos apaixonados ou irritados (e digo que pessoalmente o único que achei interessante foi o que compara, através do filme, a escravidão no Brasil com os EUA, e que achei completamente babacas todos os que li criticando. Acho necessário que um filme tenha críticas, mas todas que achei não tinham fundamentos.). Eu acho que o filme aborda, através do relato de Solomon, uma visão muito diferente sobre a escravidão: a daquele que se viu livre, e depois não mais, o que aparentemente acontecia muito quando as leis ainda não eram muito claras. Acho que a direção do filme é boa, a fotografia é interessante, e que as atuações são algumas sensacionais (Lupita), e outras um pouco mornas.
Não vale a pena: Esse é daqueles que têm que dar aviso antes para aqueles que não conseguem assistir cenas de tortura, ou que têm que se preparar emocionalmente para isso. A temática é claramente a escravidão, e não vai fugir desse assunto, então não funciona para os que não gostam do assunto. E, desculpem-me: para mim, falar que o filme é "mais do mesmo" é não ter argumento.
Gostei? Gostei muitíssimo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu admito que não reparei em nada demais, já que estava completamente absorta pelo filme. Mas para não deixar sem uma curiosidade, digo que pesquisando, descobri que o Fassbender pedia para a maquiadora passar álcool em seu bigode para garantir que as pessoas reagissem a ele como reagiriam a um homem que bebeu muito.

Do que se trata o filme: Como já está sendo bem divulgado, o filme trata da história de Solomon, um homem livre que é enganado e vendido como escravo, e o drama da nova perda de liberdade. Acho que falar mais do que isso, como sinopse, é desnecessário.


Clube de Compras Dallas de Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club)

Trailer: 
Fala do filme: Dessa vez, eu peço desculpas, mas vou fazer diferente. Ao invés de colocar uma fala do filme, irei colocar o discurso de agradecimento de Jared Leto ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que eu acho que traduz muito bem o espírito do filme.
“Incredible. Ellen, I love you. To my fellow nominees, I’m so proud to share this journey with you. I’m in awe and have so much respect for you all. To the Academy, thank you.
In 1971, Bossier City, Louisiana, there was a teenage girl who was pregnant with her second child. She was a high school dropout and a single mom, but somehow she managed to make a better life for herself and her children. She encouraged her kids to be creative, to work hard and to do something special.
That girl is my mother and she’s here tonight. And I just want to say, I love you, Mom. Thank you for teaching me to dream.
To my brother, Shannon, the best big brother in the world, you’re a true artist. Thank you so much for sharing this insane and amazing adventure that is 30 Seconds to Mars, and for being my best friend. I love you. Thank you.
To all the dreamers out there around the world watching this tonight in places like the Ukraine and Venezuela, I want to say we are here and as you struggle to… to make your dreams happen, to live the impossible… We’re thinking of you tonight.
And this is, is incredibly special as well because there’s so many people that helped me get here. And I just want to say thank you to Focus Features, to Mick Sullivan, to Jim Toth, to Jason Weinberg, to Emma Ludbrook, to Kelly Adams, to the entire Dallas Buyers Club team. Matthew, I love. Jean-Marc.
And this is for the 36 million people who have lost the battle to AIDS and to those of you out there who have ever felt injustice because of who you are or who you love. Tonight I stand here in front of the world with you and for you. Thank you so much and goodnight."
Vale a pena: Um excelente roteiro, com atuações sensacionais e direção muito boa. É uma abordagem que eu achei inovadora sobre os pacientes com AIDS no início da epidemia, e uma história que merece ser exposta e contada. É uma obra que trata tanto dos aspectos técnicos da síndrome quanto do auto-conhecimento que se encontra na iminência da morte. Ele trata sobre a coragem de tentar melhorar a vida dos outros. E achei os Oscares vencidos completamente justos: além do ridículo emagrecimento que Matthew e Jared tiveram, as atuações são impecáveis.
Não vale a pena: É um filme que pode desagradar por causar desconforto e uma sensação de impotência quanto às grandes autoridades sanitárias. Não é uma historinha boba, e nem somente uma história de superação pessoal, como estão divulgando em muitos lugares. E já aviso que não é um bom filme para levar aquela sua avó preconceituosa.
Gostei? Sim, senhor, senhor capitão.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Toda vez que eu amo uma trilha sonora, eu vou checar o nome do responsável e não dá outra: Danny Elfman. E esse é mais um filme pro seu extenso currículo. E notem também a quantidade de bandeiras nos Confederados que aparecem no início do filme.

Do que se trata o filme: É a história de um típico redneck que se descobre soropositivo por manter relações sexuais sem preservativos. Da negação à aceitação, além do problema com seus antigos amigos, o filme acaba se focando na guerra pessoal que ele cria com a indústria farmacêutica dos EUA ao descobrir que nem sempre as melhores opções são aquelas que são aprovadas para a população.