domingo, 26 de janeiro de 2014

Frankenstein - Entre Anjos e Demônios de Stuart Beattie (I, Frankenstein)

Trailer: 
Fala do filme: "Eu sou um príncipe demônio e você deve se ajoelhar perante a mim." (sim, lembra o Loki)
Vale a pena: Eu devo admitir que o melhor do filme é que ele é rápido. Ok, brincadeiras a parte, eu acho que deve valer a pena para quem gosta de filmes não intencionalmente trash, daqueles que tentam ser sérios mas não conseguem. Para os fãs dessas adaptações modernas de histórias antigas, também pode ser uma boa.
Não vale a pena: Ok, o filme começa bacana, com um Frankenstein mais sombrio, e vivendo na atualidade, e a premissa parece boa. Mas aí aparecem demônios (bem mal feitos, diga-se de passagem). Depois aparece uma ordem dos Gárgulas (sim, igual as gárgulas do Corcunda de Notre Dame). E aí sabemos que existe uma guerra secreta entre os dois, e não dá mais pra engolir um momento do filme, entre o roteiro hollywoodiano aos efeitos especiais mal feitos. Achei que não vale a pena para quase ninguém.
Gostei? Não. A parte que mais gostei foi quando acabou.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O símbolo da Ordem dos Gárgulas parece muito com o símbolo da Epsilon, do GTA V. Mas quando parei pra ver direito, não é tão parecido assim.

Do que se trata o filme: Como já comecei a dizer acima, é a história de um Frankenstein moderno que se encontra no meio da guerra entre os Gárgulas e os Demônios, e tem que lidar com a sua questão de ser um ser único e como ele se encaixará nesse conflito.


Alabama Monroe de Felix van Groeningen (The Broken Circle Breakdown)


Trailer: 
Fala do filme: "I always knew. That it was too good to be true. That it couldn't last. That life is not like that, life is not generous. You mustn't love someone. You mustn't become attached to someone. Life begrudges you that. It takes everything away from you and it laughs in your face. It betrays you."
Vale a pena: O primeiro ponto importante é que a pessoa esteja preparada para ver um filme que tira uma lágrima mesmo da pessoa mais insensível, e que muito provavelmente ela vai chorar. É um filme com cenas pesadíssimas, e com diversas discussões importantes sobre religião, o sentido da vida e relacionamentos. Ele se passa de forma não contínua, com flashes do passado, presente e futuro, e tem uma sensibilidade geral que deixa todo o assunto mais interessante e mais bonito. As atuações também são, na minha opinião, impecáveis.
Não vale a pena: É um filme muito triste. Pessoas muito sensíveis podem ter um desconforto que pode ser exagerado. Também é um filme muito humano, bem parado, quem prefere os filmes de ação vai ficar entediado. É um filme que só deve ser visto por aqueles preparados para ficar com ele na cabeça por alguns dias, para digeri-lo melhor, é preciso estar disposto a entrar em uma pequena crise.
Gostei? Muito. Não chorava tanto desde Amor.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade não é difícil reparar nisso, mas acho incrível a forma que as músicas casam com o filme. Ele é inspirado por um musical homônimo (mas pelo que eu consegui entender, não tão triste), e achei a forma na qual as músicas são colocadas no filme orgânica, natural, o que tende a não acontecer muito em musicais. E o momento em que elas aparecem também é sempre bem encaixado.

Do que se trata o filme: Eu gostei de definir o filme como a história de um casal, contada de forma não linear. Desde quando eles se apaixonam até o fim do romance, com um fator de crise no meio (que na verdade é no começo do filme), quando sua filha apresenta um problema de saúde. Ficamos sabendo de todas as dificuldades, dúvidas e loucuras do casal, aos poucos.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese (The Wolf of Wall Street)

Trailer:
Fala do filme: "Let me tell you something. There's no nobility in poverty. I've been a poor man and I've been a rich man. And I choose rich every fucking time." (Palmas para o filme com mais "fuck"s da história do cinema).
Vale a pena: Quem já assistiu filmes com a combinação di Caprio e Scorsese sabe que tende a dar muito certo. Apesar da temática de bolsa de valores, não é complicado entender o texto caso você não saiba nada sobre mercado de ações, ele dá umas explicações simplificadas que permitem o entendimento do filme. A história é longa e pesada, mas conta com excelentes atuações, fotografia interessante e momentos de gargalhadas e outros de partir o coração. E fico feliz de ver a minha primeira sala completamente lotada do ano (e adiantamento da estréia, porque para mim se tem sessão ás 16:50hr não é pré-estréia, e a estréia era só dia 24/01).
Não vale a pena: Não adianta nem tentar ver o filme se você não aguenta quase 3 horas sentado em uma sala de cinema, e vi muitos desistentes durante a sessão. É um filme com grande retratação de drogas e bastante sexualizado para um grande indicado ao Oscar, então acho que também pode ser chocante para os que preferem passar longe desses temas.
Gostei? Leonardo di Caprio sempre é amor. Gostei, sim, do filme, mas não é o meu preferido da dobradinha Scorsese di Caprio.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Erro de tradução: eleven seconds é traduzido como quinze segundos.

Do que se trata o filme: Trata da maior parte da vida de um rapaz que se torna corretor na bolsa de valores dos EUA e acaba se tornando dono de um gigante banco de investimento com algumas questões legais um pouco furadas. Trata de diversas questões, desde o surgimento do impulso da ambição até as questões pessoais de sua vida (como os casamentos, filhos e etc). Mostra a construção e desconstrução da riqueza e do caráter, e como a riqueza pode comprar ou não a moralidade.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ninf()maníaca - Volume 1 de Lars von Trier (Nymph()maniac - Volume 1)

Trailer: 
Fala do filme: "Perhabs the only difference between me and other people is that I've always demanded more from the sunset, more spectacular colors when the sun hits the horizon. Perhabs that's my only sin."
Vale a pena: Acredito que fãs do diretor ou do elenco não ficarão nada decepcionados. Acho que esse é o principal público do filme (que estava com sessão lotada em plena segunda feira), mas também vale para quem quer ver um filme completamente ousado (tanto em forma como em conteúdo). E vale pelas atuações, e pelo trabalho lindo de fotografia. Tem momentos de se rir e de se emocionar.
Não vale a pena: É um dos filmes mais explícitos que já vi na vida, então não adianta, não serve para pessoas com pudores (mesmo, eu nunca desaconselho filmes, acho que as pessoas têm que tentar, mas esse envergonha de verdade os mais cheios de pudor, e a classificação etária tem que ser levada a sério. Não é tão complicado como em outros filmes do diretor, mas mesmo assim choca). Assim, acho que realmente essa é a principal limitação de público do filme, além da falta de interesse pelo diretor ou pelo assunto.
Gostei? Sim. Mas honestamente, não gostei da divisão em dois volumes, dado que limita muito o andamento do filme. Mesmo que dividido em capítulos, com um novo capítulo devendo ser o começo do segundo volume, eu preferia que fosse um filme muito longo do que dois separados. E acho completamente desrespeitoso lançar a versão com cortes no cinema, acho que compromete o sentido autoral do cinema como arte.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade tive a sorte ou azar de me deparar com essa notícia: http://www.berlinale.de/en/presse/pressemitteilungen/alle/Alle-Detail_20821.html . Amigos em Berlim, invejo-os completamente. E peço que prestem atenção na Uma Thurman, que eu adorei no papel.

Do que se trata o filme: Da história de uma ninfomaníaca que é encontrada na rua após um acidente por um homem e começa a explicar a sua história. Dividida em capítulos e bastante didática nos paralelos realizados com pesca, literatura e outros, vai se formando a personalidade daquela mulher, que busca explicar porque se considera uma pecadora.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Inch'Allah de Anäis Barbeau-Lavalette (Inch'Allah)

Trailer: 
Fala do filme: Não vou reproduzir a fala aqui, porque o filme perderia todo o sentido. Mas a última fala, de mãe e filho, é de dar nó na garganta.
Vale a pena: Eu considerei um filme excelente, mas para valer a pena a pessoa tem que estar completamente pesada para sair com a sensação de impotência e desgosto do cinema. É uma história forte por sua verossimilidade (bem ao contrário de Um drink no inferno, o outro filme postado hoje), e realizado de um modo mais palpável a quem não está acostumado ao cinema alternativo. Vale muito a pena pela ausência de filmes sobre a Palestina que chegam ao Brasil (este mesmo é de 2012 e só chegou aqui agora) e pela importância e atualidade da questão. 
Não vale a pena: Bom, acho que já ficou bastante claro que é um filme bastante forte, e que os mais sensíveis podem se sentir realmente desconfortáveis. Algo que me incomodou um pouco é a falta de acessibilidade para ver o filme, que está passando em uma ou duas salas. E também pode ser um pouco maçante para quem não tem nenhuma envolvimento com a causa palestina.
Gostei? Demais.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Minha família tem descendência árabe, e percebi que reconheço algumas palavras. Na música cantada no meio do filme, reconheci "cachorro" (calbi) e pássaro (asfur).

Do que se trata o filme: É a história de uma médica canadense que faz trabalho voluntário na Palestina e mora em Israel. Trata de vários conflitos de sua vida, como a amizade com uma mulher que ela atende e com uma soldado israelense que mora em seu prédio. Mostra bem o conflito dos dois mundos, assim como as semelhanças entre os dois lados, e tenta de certa forma explicar o porquê da panela de pressão atual na região.


Um drink no inferno de Robert Rodriguez (From dusk till dawn)

Trailer: 
Fala do filme: Pandemonium: Venha ser meu escravo.
Seth Gecko: Não, obrigado, eu já fui casado.
Vale a pena: Não adianta nem tentar ver se não for fã de filmes trash. É clássico do cinema trash, e pode acabar enganando nos primeiros 40 minutos quem realmente espera a história verossímil de irmãos ladrões. Vale a pena, então, para quem quer ver o George Clooney menos coxinha, em um papel completamente sem noção. Também é bem bacana para ver um Tarantino mais novo e atuando mais de 10 minutos em cena.
Não vale a pena: Para quem começa achando que era um filme de ação. Essa pessoa vai ter uma surpresa bastante engraçada, e pode facilmente desistir do filme. Não pode levar a sinopse muito a sério.
Gostei? Sim. Admito que vi esperando algo diferente, por nunca ter lido nada sobre o filme, mas valeu a pena.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Créditos para Tarantino, o roteirista.

Do que se trata o filme: Essa vai ser a sinopse mais curta de todas, porque eu não quero explicar o que acontece, senão o filme perde completamente a graça. Ele trata da história de dois irmãos ladrões que após um roubo seguem para o México para começar uma nova vida. Não farei comentários sobre como eles chegam lá nem de que nova vida é essa.