domingo, 27 de março de 2016

Conspiração e Poder, dirigido por James Vanderbilt (Truth)

Trailer: 
Fala do filme: “Hey, I never got to ask you. Why did you get into journalism?” “Curiosity.” “That’s it?” “That’s everything. Why did you get into it?” “You.” (“Eu nunca te perguntei. Por que você entrou para o jornalismo?” “Curiosidade.” “Só isso?” “Só isso. Por que você entrou?” “Você.”). (De novo, eu juro que eu escolho essas frases antes de assistir ao trailer, e fico muito chateada de ver que geralmente usaram a frase que eu mais gostei nele.)
Vale a pena: Mais um filme que eu não conhecia muito sobre, não procurei muito antes de ir assistir, mas que acabou me surpreendendo bastante de uma maneira positiva. O filme vale a pena por trazer uma história interessante sobre como funciona o jornalismo, algo que parece agradar o público em um ano em que um filme como Spotlight recebe o Oscar de melhor filme, e acho ele ainda mais interessante por mostrar como muitas vezes as coisas não funcionam. Pra quem gosta de um filme com fundo político, mas que tem um desenvolvimento equilibrado (ele se dá tempo para desenvolver os personagens, mas sem ficar chato), o filme pode ser um prato cheio. Para os fãs do jornalismo mais investigativo, ele parece ser uma aula. E para quem só gosta de um filme bem feito, com atuações bem na medida certa, com um roteiro interessante, também vale a pena.
Não vale a pena: Acho que a falta de interesse pelo tema ou a divergência política podem ser as duas coisas que mais podem afastar as pessoas do filme. Então, em primeiro lugar, para quem não gostou do Spotlight, nem adianta tentar muito esse, que eles têm um estilo parecido. E se você for um grande fã do George W. Bush e tiver um problema ideológico com ouvir alguma coisa negativa sobre ele, também é mais fácil passar longe (acho isso difícil no Brasil, mas considerando a recepção complicada que o filme teve nos Estados Unidos, acho justo comentar). Ah, e ele também não vale a pena para quem está procurando um filme muito dinâmico, com um monte de cenas de ação, mas eu também nem imagino como uma pessoa que queira um filme assim iria parar nessa sessão.
Gostei? De novo fui surpreendida e gostei.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Cate Blanchett está no filme para mostrar novamente como ser super-heroína: não basta ser jornalista, esposa, mãe, tem que estar sempre com todos os cabelos no lugar e a maquiagem aplicada perfeitamente.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Está em algumas salas de cinema, no geral na Paulista.


Do que se trata o filme: O enredo se baseia na equipe do jornal televisivo 60 Minutos, quando eles se deparam com uma fonte que afirma que o ex-presidente (na época, no seu período de reeleição) George W. Bush havia tido privilégios durante o seu período no exército durante a Guerra do Vietnã. Mas com conflitos políticos tão latentes, a vida deles claramente não ia ser fácil com esse escândalo.

Dupla monstruosa de atores interpretando dupla monstruosa de jornalistas

sábado, 26 de março de 2016

Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, dirigido por Zack Snyder (Batman vs. Superman: Dawn of Justice)

Trailer: 
Fala do filme: “I was raised on the farm. I know how to wrangle a pig.” “You want to know the oldest lie in America, Senator? It’s that power can be innocent.” (“Eu cresci na fazenda. Eu sei como lidar com porcos.” “Você quer saber qual a mentira mais antiga da América, Senadora? É que o poder pode ser inocente.”).
Vale a pena: Sou uma grande fã da DC para quadrinhos, assim como uma grande fã do Batman e das suas adaptações para as telonas (de verdade, eu acho que consigo ver um charme em todas elas). Assim, dá para entender o quão feliz e empolgada eu fiquei em saber que ia ter um novo filme, e ainda mais um que tratasse da dicotomia entre os dois principais super-heróis da DC: o fato de o Batman estar na beira da legalidade e desconfiança, e a questão do Superhomem estar tecnicamente acima da humanidade, ao invés de em uma relação de igualdade com ela. Para mim, o filme vale a pena exatamente por trazer essas questões, que são extremamente importantes para os personagens, e ainda conseguir equilibrar isso com ótimas cenas de luta e flashbacks simplesmente incríveis. Além disso, desde que soube que finalmente a Mulher Maravilha estaria nas telonas, tive um misto de animação com medo de pensar em como eles retratariam a personagem, e tenho que dizer que, apesar de não ser dito nada sobre sua origem, ela foi mostrada como uma heroína forte e sofisticada, o que me deixou bastante feliz. Acho que a construção dos personagens, no geral, ficou muito boa, inclusive para o super-vilão Lex Luthor. Ele vale a pena também por já introduzir toda uma gama de filmes da DC que ainda estão por vir de uma forma que eu achei razoavelmente natural, e também por trazer toda a discussão do filme para um nível mais filosófico que pode atrair mesmo quem não gosta tanto de heróis.
Não vale a pena: Apesar de muitas críticas terem sido feitas ao filme, eu acho que os seus pontos negativos, para mim, foram bem específicos. Em primeiro lugar, apesar da maioria daqueles personagens já estarem no imaginário popular, achei que as vezes faltou um pouco de contextualização. Além disso, o modo que a personagem da Lois Lane é trabalhado é bem pouco convincente, e praticamente não dá para acreditar que uma jornalista tão inteligente seria tão burra. Por fim, acho que quando o filme mais erra é quando ele tenta ser épico demais: algumas falas que acabaram ficando um pouco forçadas, uma trilha sonora que para mim é um erro do começo ao final (e que fica insuportável na cena de batalha), e alguns cortes de câmera que forçam um pouco a barra tornam alguns momentos do filme excessivamente clichês.
Gostei? Sim!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Não me parece esperto tomar um banho de banheira com a sua janela aberta no meio de Nova Iorque. Fico imaginando o que a Lois tinha na cabeça para fazer isso.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? No cinema, e eu recomendo ir assistir em uma sala Imax que para esse filme vale a pena.


Do que se trata o filme: Você conhece o Batman? Sim?! E o Superman? Também?! Então imagine só que eles começam uma rixa por causa do status de todo-poderoso do Superman, e que o Lex Luthor e toda a sociedade americana se envolvem na briga. Daí para frente, as coisas ficam interessantes.

Turn around, bright eyes.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Zootopia: Essa Cidade é o Bixo, dirigido por Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush (Zootopia)

Trailer: 
Fala do filme: “Todo mundo vem para Zootopia pensando que vai conseguir ser o que quiser. Mas eles não conseguem. Você só pode ser o que você é. Raposa esperta. Coelha boba. E isso é cimento fresco.”
Vale a pena: Sim, eu e minha companhia éramos as pessoas mais velhas da sessão desacompanhadas de crianças. Como eu não ligo nem um pouco para isso, mas sim para boas animações, posso dizer que é uma boa animação da Disney, e que para mim valeu a pena exatamente por eu não ter um grande grau de expectativa para vê-la. Me explico: como grande fã da Pixar, tenho tanta expectativa cada vez que eles vão lançar um filme que da última vez não consegui assistir ao Bom Dinossauro porque não gostei do trailer. Como eu sabia pouco sobre Zootopia, eu tive a chance de ir me apaixonando pelos personagens fofos em um enredo espertinho e que brinca com estereótipos aos poucos. Além disso, tenho que dizer que é um filme que vale a pena para adultos pelo menos pelas suas referências geniais tanto a fatos do cotidiano quanto de filmes clássicos (de verdade, eu ri muito com a cena do Poderoso Chefão).
Não vale a pena: Para quem não tem muita paciência com animações, ainda mais se elas forem mais infantilizadas, não adianta ir ver porque ele é um filme focado, sim, nas crianças, e ele também é uma animação mainstream, que foca muito mais em ter um senso de realidade no 3D do que em ser artístico, como muitas das animações mais populares na minha faixa etária hoje. Para quem não costuma gostar da Disney, não vale a pena, porque é um filme bem dentro dos seus moldes clássicos.
Gostei? Sim, e mais do que isso, fui surpreendida.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Se houve um trabalho genial dentro desse filme foi o de quem fez as placas de anúncio que estão nas ruas de Zootopia. Sério. Zuber.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está nos cinemas


Do que se trata o filme: Judy Hopps é uma coelhinha fofa do interior que tem um sonho de se tornar policial. Após muito tempo realmente lutando por isso, ela finalmente consegue e vai parar em Zootopia, onde predadores e presas andam lado a lado, para realizar seu sonho, mas a vida na cidade grande acaba sendo bem mais complexa do que ela imaginou.

Não consegui escolher só um personagem fofo, então escolhi todos

domingo, 13 de março de 2016

Um homem entre gigantes, dirigido por Peter Landesman (Concussion)

Trailer: 
Fala do filme: “Did you think NFL would thank you?” “Yes.” “What the hell for?” “Knowing.” (“Você realmente achou que a NFL iria te agradecer?” “Sim.” “Por o quê?” “Conhecimento.”)
Vale a pena: Eu sou uma pessoa completamente desinteressada em esportes, então sair da minha cama quentinha para assistir a um filme com o tema relacionado ao futebol americano não seria a minha primeira opção. No entanto, como eu já havia assistido ao trailer, fiquei interessada pelo roteiro e fui. O filme cumpre, quase que exatamente, aquilo que é proposto: ele conta uma história interessante e real, de um homem que acredita em seu trabalho e se dispõe a fazer tudo o possível para defende-lo. Assim, acho que ele vale a pena pela realidade e importância do assunto que discute, que leva a discussão de quantas outras coisas importantes nós não sabemos porque envolvem algum negócio que não quer que saibamos da verdade. Além disso, acho que o que é mais legal nele é trazer facetas muito humanas aos fatos, mostrando bem como são as reações do doutor e explicando, por exemplo, como muitos dos sentimentos deles estão ligados à sua tradição africana. E bom, eu gosto, sim, do Will Smith, e fico feliz de vê-lo fazendo papéis sérios e impactantes.
Não vale a pena: Falta de interesse pelo trailer com certeza gerará uma pessoa decepcionada com o filme. O desenvolvimento, por estar atrelado a todo esse lado mais emocional que mencionei, também é um pouco mais lento, então não é o melhor filme do mundo para ver com sono. Por fim, uma questão mais particular minha, é que não gostei muito das transições de cenas do filme, que muitas vezes eram um pouco abruptas demais e deixavam com uma sensação de capítulo de livro acabando, sabe? Quem se incomoda com esse tipo de detalhe provavelmente também perceberá.
Gostei? Olha, para eu me manter acordada durante todo o filme no dia depois da minha formatura, é porque eu gostei.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Como assim, uma moça que trabalha dentro de um necrotério só usa uns lacinhos de tecido para amarrar o cabelo? Isso parece muito estrando e pouco higiênico para mim
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está nos cinemas


Do que se trata o filme: Um médico legista nigeriano que trabalha nos Estados Unidos se depara com uma situação complexa: descobre que jogadores de futebol americano tendem a desenvolver um problema de saúde por causa do jogo. O filme conta os meandros do desenvolvimento do estudo do médico com a interferência da NFL.


Will Smith tendo uma idéia.

terça-feira, 8 de março de 2016

A Bruxa, dirigido por Robert Eggers (The VVitch: A New-England Folktale)

Trailer: 
Fala do filme: “Do you want to taste the butter?” (“Você gostaria de provar a manteiga?”)
Vale a pena: Se teve uma coisa que eu puxei da minha mãe foi a vontade e ansiedade para assistir filmes de terror. Eu não sei quando a mania começou, mas em algum lugar entre A Vila e O Iluminado, eu me apaixonei. Assim, quando eu vi esse filme, e todas as críticas maravilhosamente assustadoras relacionadas a ele, eu fiquei extremamente animada. O filme vale a pena por conseguir juntar elementos estéticos interessantes a um misticismo bem diferente da maioria dos filmes de terror convencionais, mais voltado para o terreno clássico religioso. Além disso, acho que ele envolve bem com a sua camada de suspense, e tem algumas atuações bem incríveis, além de ter a façanha de ter conseguido me fazer entender o inglês mais antigo falado (algo que Macbeth, por exemplo, não fez).
Não vale a pena: Aí, para mim, a coisa fica mais complicada. Esse filme é, para mim, um caso clássico em que o marketing do filme acaba colocando as expectativas das pessoas em um patamar muito alto, e elas acabam se decepcionando. Não que o filme seja ruim, bem longe disso, mas ele não chega perto de ser tão assustador quanto foi anunciado. Para um filme de terror mais estereotipado, ele tem um desenvolvimento de cenas mais lentos, uma pegada um pouco mais dark e menos assustadora.
Gostei? Eu gostei, mas com as expectativas mais baixas eu provavelmente teria me surpreendido mais.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade, esse é detalhe dos bastidores, que li em algum lugar pela internet: na época que estavam gravando o filme, queriam que o Black Phillip tivesse uma participação mais ativa no filme, mas devido a dificuldades de treinamento, eles não conseguiram.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, mas ele está passando em muito poucas sessões.


Do que se trata o filme: Uma família é expulsa do plantation que vive por conta de conflitos religiosos entre o pai e o resto das pessoas, e acaba vivendo mais afastada, perto de um bosque. Só que nesse bosque vive uma bruxa.

Mas que terra abençoada, essa do lado do bosque.