domingo, 29 de abril de 2012

Sete dias com Marilyn de Simon Curtis (My week with Marilyn)

Trailer: 
Fala do filme: "People always see Marilyn Monroe. As soon as they realize I'm not her, they run."
Vale a pena: Para qualquer um que goste de uma boa atuação, porque Michelle Williams arrasa no papel. No entanto, pela idade média das pessoas da minha sala, não vale muito a pena para idades abaixo de 60 anos. Okay, estou brincando, mas realmente, estava a sessão pós-INSS. Mas mesmo assim, é um filme bonito, com uma história verídica, boa atuação e uma fotografia linda.
Não vale a pena: Para quem não sabe direito quem é a Marilyn Monroe, não vale muito a pena, porque apesar de ser uma boa história ela tem como pressuposto que você já saiba algo sobre ela. É também um filme um pouco parado, afinal, são sete dias em mais de uma hora e meia de filme.
Gostei? Sim, eu achei sensacional, mas tem que ser levado em conta que eu li duas biografias sobre a senhora Monroe.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: A customização do filme é tão elegante que até a maquiagem  é de época. O preenchimento da sobrancelha da Marilyn é diferente do jeito que se faz hoje. E sim, eu reparei nisso.

Do que se trata o filme:
Do "making-off" do filme O príncipe encantado, do diretor Lawrence Olivier, que levou a recém-casada Marilyn  à Inglaterra pela primeira vez. E lá, ela conhece Colin, um jovem ingressante na produção de cinema, e eles se apaixonam. Mas sejamos honestos, era Marilyn Monroe, não, rapaz?


quarta-feira, 25 de abril de 2012

American Pie: o reencontro de Jon Hurwitz e Hayden Scholssberg (American Reunion)

Trailer:
Fala do filme: "I'm your dick!"
Vale a pena: Para quem gosta dos três primeiros American Pie, é um prato cheio. O tipo de humor continua o mesmo, os atores continuam os mesmos, e o principal: os personagens continuam o mesmo. E com isso quero dizer que eles podem ter casado, ou não, mas eles continuam com aquelas mesmas características principais (sim, o Stifler é ainda mais sem noção). Além disso, é ótimo para matar as saudades do pai do Jim e da mãe do Stifler. Para quem nunca viu os originais, também dá para ver sem grandes problemas, mas a graça certamente não será a mesma.
Não vale a pena: Para quem fica chocado com imagens sexualmente bem explícitas, e piadas sujas. Não adianta, o filme se baseia nesse tipo de humor, se você não gosta, não há nada que vá salvar o filme.
Gostei? Ahn, vejamos? É claro que sim!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Tá, de novo isso não é um detalhe, mas é impressionante como as duas mulheres mais interessantes do filme aparecem em muitos filmes de humor desde o início da série. A atriz que interpreta a Michelle (Alyson Hannigan) fez o "Uma comédia nada romântica", e depois migrou para How I met your mother, e a boa e velha mãe do Stifler (Jennifer Coolidge) aparece em "Uma comédia nada romântica", "A nova Cinderela"(que eu considero um filme de humor) e "Deu a louca em Hollywood".

Do que se trata o filme:
Depois de treze anos de formados, há uma reunião da turma de nossos queridos Jim, Michelle, Kevin, Oz, Finch e Stifler. Com novos problemas como a falta de apetite do casal principal, o trabalho chato de Stifler, o mistério sobre a vida de Finch, a morte da mãe do Jim e outras coisas mais (destaque para Kara, a menina que Jim cuidava, e seus amigos), eles mostram os problemas daquelas mesmas pessoas anos depois.  Destaque para participações de: mãe do Stifler, pai do Jim e Sherminator.

Detalhe da tortinha acabando, no poster, que achei fofo!

domingo, 22 de abril de 2012

O diário de um jornalista bêbado de Bruce Robinson (The rum diary)

Trailer: 
Fala do filme: "I tend to avoid alcohol.... When I can."
Vale a pena: Para quem é muito fã de Johnny Depp, porque ele está atuando tão bem quanto sempre nesse filme. Ele também é legal para quem gosta de filmes críticos com uma dose pequena de comédia, que é exatamente o que acontece.
Não vale a pena: Para quem tem aquele soninho com filmes mais parados. Ele é um filme de ritmo bem lento, e apesar da dose de comédia é algo mais dramático o tom do filme. É uma boa história e com boas atuações, mas que não funciona para quem não se interessa pelo tipo de filme de leve crítica social.
Gostei? Mais do que gostei. Mas eu amo o Johnny Depp, e adoro filmes "sobre republiquetas de bananas".
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Semelhança ridícula entre Depp e o Michael Rispoli (Sala), quando o segundo está de chapéu e óculos.

Do que se trata o filme:
Cansado de sua vida nova-iorquina, o jornalista interpretado por Johnny Depp decide tentar a vida em Porto Rico. Só que o país está em uma grande disputa interna entre os locais, que querem o fim da influência estadunidense, e os estadunidenses, que querem explorar as suas belezas naturais. Somado a isso, ele faz amizade com o bêbado Sala, e é confrontado por Sanderson a fazer um trabalho sujo para ele. E ele tem que lidar também com o fato de estar apaixonado pela noiva de Sanderson.





terça-feira, 17 de abril de 2012

O despertar de uma paixão, de John Curran (The painted veil)

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ne1KZYO3jp8
Fala do filme: "Me desculpe se eu não sou a garota perfeita que você desejava. Sou comum. E nunca fingi ser outra coisa."
Vale a pena: Para corações amolecidos e apaixonados. É uma boa história, mas eu tenho que admitir que o filme tende a ser um pouco monótono, o trailer é muito mais ativo do que o filme no geral. É uma história de amor bonita, que se passa em um lugar bonito, atuado por pessoas boas e bonitas (Naomi Watts e Edward Norton). Não é o meu gênero, mas não dá para ser ruim.
Não vale a pena: Quem não gosta de romance+drama nem deve perder tempo, não passa dos primeiros vinte minutos do filme. Além disso, não é nem a mais linda história de amor nem o mais bonita nem mais interessante, ela é tão realista que cansa um pouco. Não assista esperando grandes lágrimas nem grandes aventuras.
Gostei? Não muito. Eu tenho tendência a não falar que não gosto dos filmes, mas esse é realmente neutro.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: A mão roxa que ele encontra perto do rio já foi forçação de barra para mim.

Do que se trata o filme:
O filme se inicia com o casal se conhecendo, e dá a entender que a garota só se casa para se livrar da família. Logo, ela obviamente tem um caso extra-conjugal, e os problemas começam a aparecer quando o seu marido lhe dá duas opções: o divórcio taxando-na de adúltera, ou que ela viaje com ele ao interior da China, em um vilarejo onde ocorre um surto de cólera (ele é bacteriologista). A partir dessa decisão, o casal tem uma segunda chance de se conhecer.

Pelo poster do filme, dá para perceber que tinha muita coisa para dar certo. Mas ficou sem graça.

domingo, 15 de abril de 2012

O príncipe do deserto de Jean-Jacques Annaud (Black Gold)

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=zX_92W9Hzpo
Fala do filme: "Ser um homem árabe é como ser o garçom do banquete do mundo."
Vale a pena: Bom para pessoas que se interessam pelo mundo árabe, porque ainda que falado em inglês, é um filme financiado por árabes. Além disso, é bom para qualquer pessoa que goste de filmes épicos, do tipo Imortais, 500, e etc, porque é basicamente um desses filmes transportados para o universo árabe (inclusive a Freida Pinto imigrou de Imortais para esse). Tem toda a história do surgimento do herói que surge da vingança do ente querido.
Não vale a pena: Estômagos fracos, fiquem longe, ou fechem os olhos nas cenas de sangue de camelo. É bastante violento, então para qualquer pessoa que não curta violência excessiva também é melhor evitar.
Gostei? Gostei! Adoro épicos violentos, e adoro adoro adoro árabes (e a Freida Pinto).
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Trancinhas nos cavalos. Em todos os cavalos.

Do que se trata o filme:
Com a vinda de exploradores de petróleo para uma região árabe chamada Faixa Amarela, na qual prevalecia um antigo pacto entre uma tribo tradicionalista e uma nem tanto. Nesse pacto, os filhos da tribo tradicionalista passaram a morar com o rei da outra região, e um deles se casa com sua filha. Mas quando começa a se formar uma guerra, esse jovem se vê totalmente dividido entre os valores tradicionais e a chegada do capitalismo.

Reparem que, para publicidade, apesar de a maioria do elenco ter nomes árabes, só os conhecidos no Ocidente aparecem no cartaz.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Xanadu, de Robert Greendwald (Xanadu)

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=WNcUv1q2JAs (desculpa, mas não consegui encontrar legendado).
Fala do filme: "I'm a muse!"
Vale a pena: Para quem gosta de musicais dos anos 1980. Honestamente, é um tipo muito específico de filme que eu particularmente chamo de musical chatinho, e que só quem gosta, gosta. Não é o tipo de filme que agrada muitos públicos.
Não vale a pena: Para todos os outros. As músicas são bem enjoadinhas, sabe? As atuações são razoáveis, e a homenagem ao Gene Kelly é bem legal, assim como a última parte do filme. Mas tirando isso, quem não gosta de musicais vai odiar, e mesmo quem gosta de musicais como Hair e Chicago tende a perder um pouco a paciência.
Gostei? Honestamente, eu vi o filme para dar uma pausa nos estudos. Ele serviu para o motivo, é bem calmo, mas não posso dizer que eu realmente gostei dele.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O que é aquela luz verde ao redor das musas no início do filme?

Do que se trata o filme:
É a história de um pintor frustrado com o seu trabalho e que quer viver da arte que conhece, ao mesmo tempo, uma musa e um ex-cantor bastante rico. Influenciados pela musa, eles decidem criar uma boate juntos, Xanadu. E eu realmente não posso falar mais do que isso porque senão eu já chego ao final do filme.


PS: Só pra sentir um pouco a tensão, vou deixar de brinde uma foto da Olivia Newton John hoje, pós muitas plásticas.

PS2: Eu esqueci de avisar, mas se vocês clicarem nas fotos, elas ficam maiores!

domingo, 8 de abril de 2012

Espelho, espelho meu de Tarsem Singh (Mirror Mirror)

Fala do filme: "This is my story, not hers."
Vale a pena: Uma releitura do clássico, é bom para os moderninhos que não gostam muito dos contos-de-fadas. Com uma Branca de Neve nova e mais independente, uma Julia Roberts estonteante no papel e o jovem  e belo ator Armie Hammer (por mim conhecido como gêmeo Winklevoss de A Rede Social) no papel do príncipe atrapalhado, é realmente uma leitura espirituosa, boa para os que gostam de uma boa comédia. Além disso, a Besta anima os fãs de efeitos especiais.
Não vale a pena: Para quem gosta muito da Branca de Neve original, e gosta daquela imagem meio submissa de heroína de contos-de-fada, já que essa é definitivamente diferente. Quem procura um grande enredo, cheio de drama, também não é uma boa, afinal, é um filme infantil (ou seja, eu adoro).
Gostei? Gostei. Soube levar com bom humor o filme infantil, com algumas ironias divertidas para os adultos, e boas atuações.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Unhas do pé, novamente. Mas dessa vez, da rainha, que as tem pintadas de dourado.

Do que se trata o filme:
Branca de Neve é filha de um rei que perdeu sua esposa no parto, e depois se casa com a mulher mais bonita do reino, que também é uma bruxa (mas ele não sabe). Só que quando Branca começa a crescer e se tornar mais bonita que sua madrasta, essa começa a se preocupar. Além disso, há o fato de o reino estar falido para suprir as necessidades da rainha, o que Branca deseja mudar assim que descobre. Há também o príncipe que chega ao reino e os anões-gigantes muito fofos.


sábado, 7 de abril de 2012

Jogos Vorazes de Gary Ross (The Hunger Games)

Fala do filme: "And may the odds be in your favor."
Vale a pena: Do gênero fantasia-crítica, é ótimo para quem quer ver um filme de qualidade, com ótimas referências, mas sem a pretensão de ser cult e sério. É legal exatamente por isso, por ser ao mesmo tempo envolvente, com cenas de ação, e ter uma boa idéia por trás.
Não vale a pena: Para quem quer excelentes atuações (porque apesar de ter boas atuações, elas não são a maioria). Também não é toda a teoria do caos revolucionária que alguns esperam. Houve uma crítica dizendo que era o novo sucesso após Crepúsculo e Harry Potter, mas eu diria que não é nem tão ruim quanto Crepúsculo nem tão bom quanto Harry Potter.
Gostei? Sim, ainda mais quando eu descobri que o Cinna é o Lenny Kravitz.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Dedos do pé do Haymitch. Sério, as unhas do pé dele são pontudas, é perturbador.

Do que se trata o filme:
Há a Capital, um Estado centralizador e opulento, que realiza os tais Jogos Vorazes entre os Distritos que tentaram se rebelar contra ela no passado. Esses jogos consistem em mandar dois jovens de cada Distrito para lutarem entre si até que só reste um, em locais de sobrevivência difícil. Só que quando Katniss se voluntaria para ir aos Jogos, tomando o lugar de sua irmã, tudo muda, por conta da esperteza da garota. É uma boa metáfora de revolução e manipulação.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

A dançarina e o ladrão de Fernando Treuba (El baile de la Victoria)

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=0e1C42_T80U
Fala do filme: "(...)"
Vale a pena: Ricardo Darín sempre vale a pena. De verdade, considero ele um dos melhores atores latinos da atualidade, e ele realiza seu papel com maestria. Além disso, o enredo é bastante envolvente, tratando um pouco da história do Chile com histórias pessoais bastante líricas.
Não vale a pena: Para quem não gosta de espanhol, o que eu sei que acontece, às vezes, ainda que não entenda porque. Para quem não gosta de dramas complexos e talvez  pouco realistas, também não é uma boa. O fato de não ser no esquema hollywoodiano também irrita as pessoas que esperam uma cena de ação a cada quinze minutos.
Gostei? Sim, bastante. Mas ter o Darín contribui.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Bom, na verdade todo mundo que viu reparou, mas dá pra pensar quão surrealista é a cena de um homem comendo melancia na luz do luar com um cavalo?

Do que se trata o filme:
É sobre a história cruzada de três pessoas: um gângster antigo e famoso, um pequeno ladrão e uma dançarina emudecida pela morte de seus pais durante a ditadura chilena. Quando sai a lei de anistia chilena, o pequeno ladrão conhece a bailarina, e tenta convencer o antigo gângster de dar um golpe recomendado por um amigo de cadeia. Trata mais da história do pequeno ladrão, que tenta mostrar o talento da dançarina para o mundo ao mesmo tempo que tenta ficar famoso pelo golpe.

PS: A partir de uma dica do Bruno, eu vou começar a incluir no fim de cada postagem uma imagem do filme  descrito, para dar uma noção do que eu estou falando.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Lorax: em busca da trúfula perdida de Chris Renauld e Kyle Balda (The Lorax)

Fala do filme: [cantando] "Não importa o que aconteça/ Desde que a semente cresça/ Deixa crescer!" (nesse ritmo aqui http://www.youtube.com/watch?v=7m7WJbPOjV4&feature=related)
Vale a pena: Fãs de animação, fiquem animados! Essa é uma excelente animação bastante detalhista com uma história fofa e com um tema de preservação ambiental bastante natural. Aos fofos, também é ótimo, com destaques para os ursinhos e a avó do garoto.
Não vale a pena: Para quem não tem paciência para filmes de criança, porque apesar da leva de filmes de animação mais para adultos (como Shrek), esse é claramente feito mais para os filhos do que para os pais. Pessoas que não gostam de musiquinhas em filmes também vão perder a paciência muito rápido.
Gostei? Sim, mas nesse caso não é muito válido porque eu sou apaixonada por animações.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Devo essa à minha irmã, que reparou e me mostrou. Se todas as árvores morreram, como que tem vários cactus na casa de Umavezildo?

Do que se trata o filme:
É basicamente a história de um garoto apaixonado que vai atrás do que a garota de seus sonhos quer: uma trúfula (um tipo de árvore), algo impossível de encontrar em Thneedville, cidade onde tudo é feito de plástico. Assim, ele busca Umavezildo, o único homem que pode contar a história das árvores para ele. História essa com direito a peixes cantores e cataratas muito bem animadas, como uma boa animação deve ter. Envolve ao mesmo tempo a questão ambiental atual e as crianças como a esperança, algo já bastante utilizado em outras animações, mas que nesse filme dá muito certo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Watchmen de Zack Snyder (Watchmen)

Fala do filme: "What happened to the american dream?"
Vale a pena: Para quem curte HQs, histórias de super-heróis com tendências mais realistas, e quem curte filmes que tratam de assuntos da Guerra Fria, dado que essa seria uma sociedade alternativa ao fim da Guerra Fria como conhecemos. Por conta de bom trabalho de fotografia, ele também é bom para os com menos estômago, já que algumas cenas bem pesadas ficam apenas na insinuação.
Não vale a pena: Para estômagos muito fracos, pois continua com algumas cenas de violência. Também para quem não tem paciência para ficção ou para filmes sobre o fim da humanidade.
Gostei? Na verdade, não muito. Eu não li as HQs, e senti falta de muitos detalhes que dariam mais cor ao filme.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: A versão fantástica de Sound of Silence que toca no filme (http://www.youtube.com/watch?v=U4LgZuc0yxo&feature=related).

Do que se trata o filme:


O filme se passa em uma realidade alternativa, na qual havia heróis mascarados protegendo os EUA e a Guerra Fria estava quase levando ao conflito nuclear direto entre URSS e EUA. Nessa situação, um dos antigos heróis mascarados, o Comediante, é assassinado, levando Rorschach a avisar todos os seus colegas que alguém está atrás dele. Ao mesmo tempo, há o conflito entre os interesses de Jon (Dr. Manhattan), outro herói, e o governo dos EUA, que querem utilizar seus poderes em uma arma contra o inimigo, sendo que esse não tem mais esperanças na raça humana. Tratando também de muitos outros problemas tanto humanos (como a relação entre Jon e Espectral) quanto com superpoderes dos outros heróis (como as cenas de Rorschach na cadeia) e a sua luta pela vida contra o assassino solto, o filme tem um roteiro muito bom mas talvez não executado da melhor maneira possível.

PS: Conversei com uma amiga sobre o final da HQ, e percebi algo estranho. Seria impossível que o fim de ambas fosse o mesmo, já que soaria muito surreal para filmes. Logo, o formato de filme não suporta alguns detalhes da HQ, e é isso que leva ao fato de parecer haver falhas de roteiro, às vezes.

domingo, 1 de abril de 2012

A novela das 8 (Odilon Rocha)

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=FMBeVI7EaRY
Fala do filme: "Danciiiiin' Daaaaaays" (dito de forma glmurosa)
Vale a pena: Para ver um filme bastante original sobre a ditadura no Brasil. O filme é bastante claro quanto aos seus intuitos, de tentar mostrar a alienação e o ativismo político lado a lado na sociedade, e como ninguém está totalmente livre na ditadura. Tem algumas cenas um pouco chocantes. É totalmente livre da imagem da Globo, apesar do nome.
Não vale a pena: Se você estiver achando que é somente um filme sobre a relação da novela com a sociedade. Ela não é uma protagonista do filme, mas o cenário. Pessoas que apoiam a ditadura também não vão ficar muito felizes.
Gostei? Sim. Mas levei meus avós ao cinema, na inocência de ser algo levinho, o que não era. Quando perguntado se gostou do filme, meu avô respondeu: "Não, eu gosto de musicais" (sim, ele é muito fofo).
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade, são dois. O primeiro é a total ausência de apoio da Globo, que é óbvia, mas que me deixou feliz. Ainda é possível fazer um filme desvinculado da emissora. E o segundo são os pequenos detalhes temporais errados, como a cena em que eles gravam uma panorâmica do Rio e ela é atual, e não como deveria ser em 1978.

Do que se trata o filme:
É um mix de histórias cruzadas pelo tema da ditadura: a aparente doméstica de uma prostituta que se envolve em um crime com um coronel; um garoto que tem suas primeiras experiências homossexuais; um coronel que busca um grupo de comunistas; esse próprio grupo de comunistas; um padre que ajuda um homem após a morte de seu pai; e mais algumas pessoas, todas envolvidas de forma emocionante e tensa. A novela Dancin' Days mostra como a mídia influencia a vida do brasileiro comum.