domingo, 31 de janeiro de 2016

MIB: Homens de Preto e MIIB: Homens de Preto II, dirigidos por Barry Sonnenfeld (MIB e MIIB)

Homens de Preto
Trailer: 
Fala do filme: “A person is smart. People are dumb, panicky dangerous animals and you know it. Fifteen hundred years ago everybody knew the Earth was the center of the universe. Five hundred years ago, everybody knew the Earth was flat, and fifteen minutes ago, you knew that humans were alone on this planet. Imagine what you'll know tomorrow.” (“Uma pessoa é esperta. Pessoas são burras, que entram em pânico, animais perigosos e você sabe disso. Há mil e quinhentos anos, as pessoas sabiam que a terra é o centro do universo. Quinhentos anos atrás, todos sabiam que a terra é plana, e já quinze minutos, você sabia que humanos estavam sozinhos no universo. Imagina o que você saberá amanhã.”)
Vale a pena: Bom, de novo, estou assistindo a um filme que entra naqueles clássicos do imaginário popular e que, portanto, devem no mínimo ser vistos para entender algumas referências. É um filme divertido, e que entrou tanto no imaginário popular por conta dessa ideia louca de haver aliens infiltrados entre as pessoas. É um filme que vale a pena tanto pela nostalgia, para quem já assistiu, quanto para quem acha que nunca viu (que nem eu) e só quer passar uma tarde tranquila, assistindo a coisas leves. Eu particularmente gosto desse momento de Will Smith novinho, recém saído de “Um Maluco no Pedaço”, e o Tommy Lee Jones é sempre sensacional.
Não vale a pena: Óbvio que não é um filme que valha a pena para quem está pensando em assistir a um filme super engrandecedor, com um roteiro muito elaborado e personagens com muita profundidade emocional. É um filme de sessão da tarde, para dar umas risadas de bobeira.
Gostei? Sim, no mínimo pelo fato de eu não lembrar de ter assistido a esse filme antes.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Nesse caso, pensei em diversas coisas: como uma instituição com tecnologia para mini cds ainda utiliza aquele tamanho de fita no rádio? Além disso, aprendi com Jessica Jones que há mais de um necrotério em Manhattan, como será que todo mundo sabia em qual ir?
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, tem a trilogia no Netflix.

Do que se trata o filme: No nosso mundo, existem os Homens de Preto, que escondem a existência de aliens infiltrados, e mantém contato e boas relações com eles. A história começa quando um desses agentes começa a treinar um parceiro.

Homens de Preto II
Trailer:
Fala do filme: “How about we do the good cop, bad cop routine? You can interrogate the witness, and I growl. Grrrrr...” “Aww, naw wait, how about we do the good cop, dumb dog thing, and you just shut up?” (“Que tal se fizermos um esquema de guarda bom e guarda mau? Você pode interrogar a testemunha e eu rosno. Grrrr...” “Ah, espera, que tal a gente fazer o esquema de guarda bom e cachorro burro, e você simplesmente fica quieto?)
Vale a pena: De novo, venho eu com essa história de que é importante assistir a todos os clássicos da sessão da tarde para ter referências. Esse filme segue bastante o estilo do primeiro, então ele praticamente vale a pena para as mesmas pessoas. Eu assisti ao terceiro, em outra ocasião, e não gostei tanto exatamente pela falta dessa sensação de filme mais bobinho, mais tosco, sabe? E ah, acho necessário dizer que esse filme vale a pena para absolutamente qualquer pessoa que ama pugs, por motivos de: um agente é um pug usando um terninho.
Não vale a pena: De novo, acho que é exatamente a mesma coisa: não vale a pena para quem pretendia ver um filme complexo, com personagens profundos e um tema que faça você pensar muito.
Gostei? Sim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Coisa meio tosca, mas que acontece quando você não tem as referências certas, mas por causa desse filme que eu entendi a referência da mãe do Howard do The Big Bang Theory.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim.

Do que se trata o filme: Quando uma ameaça antiga volta à terra, é necessário chamar um ex-agente já neutralizado para ajudar. Acho que falar mais do que isso pode dar spoiler sobre o primeiro filme (ok acabei de ver o trailer e o próprio trailer dá o spoiler).

Tema do desafio: Maratona de uma série de filmes.
Nesse caso, como meu tempo anda muito escasso, o máximo que eu consegui assistir foram dois seguidos. Mas acho que ainda vale.

#desafiocinefilo2016 #semana5


Um motivo para ver o filme? Pugs de terninho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Carol, dirigido por Todd Haynes (Carol)

Trailer: 
Fala do filme: “Now what happened with Therese - I wanted. And I will not deny it, or say that I -.” (“Agora, o que aconteceu com Therese – eu quis. E eu não vou negar isso, ou dizer que eu-.”)
Vale a pena: Acho que o filme vale a pena para quem quer assistir a uma história de amor lésbico e as suas complicações em uma época em que ser lésbica era considerado um “desvio moral”. De novo, um filme que mostra como hoje temos uma realidade bem melhor do que aquela que tínhamos no passado. É uma bela história de amor, mas que acho que não tem grandes elementos de originalidade, mas sim uma atuação completamente extenuante da Cate Blanchett que faz com que o filme se torne, de cara, 100 vezes mais atrativo. É um filme que vale a pena por ser bem realizado e bem atuado, mas que não traz muitos elementos novos ao que já é conhecido pelo público, nem em questão de roteiro nem em questão de técnica.
Não vale a pena: Não vale a pena para nenhuma pessoa que for lesbofóbica, porque já existe muito ódio no mundo, não é necessário alimentá-lo. Se você tem algum problema com pessoas gays vá se tratar simplesmente vá assistir outro filme, que você não merece assistir esse. Além disso, acho que o filme não vale muito a pena para quem está esperando um filme com muitas reviravoltas e ação, porque o filme tem o desenvolvimento mais lento.
Gostei? Sim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Achei deveras irônico que, por causa da Cate Blanchett, eu tenha começado a pensar o quanto eu não reparo na unha de mulheres em filmes/séries, e tive que jurar reparar mais nisso (sério, o que será que eles fazem com as unhas para elas passarem batidas assim?). Me explicando: a equipe de arte fez um excelente trabalho em manter as unhas de Carol muito bem cuidadas e em um tom de vermelho que combinava com o seu batom. Por outro lado, é bem estranho que eu queira reparar na unhas das atrizes. Também achei engraçado a Sarah Paulson no papel de Abby, mesmo depois de tudo o que ela passou em American Horror Story por ser lésbica (desculpa, confundo ator com personagem SIM).
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, mas só está passando em alguns cinemas (e sua sessão estará cheia de senhores). 

Do que se trata o filme: Trata-se de um romance entre uma mulher que está se divorciando do marido e uma moça que ela conhece ao fazer compras em uma loja de departamento. Com os problemas relacionados ao divórcio, a relação delas é colocada em prova.

Essa mulher. Essa fotografia.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Joy: O Nome do Sucesso, dirigido por David O. Russel (Joy)

Trailer: 
Fala do filme: "Don't ever think that the world owes you anything, because it doesn't. The world doesn't owe you a thing.” (“Nunca pense que o mundo te deve alguma coisa, porque ele não deve. O mundo não te deve nada.”).
Vale a pena: O filme vai bastante em linha com os outros filmes que já vi do David O. Russel (Trapaça e O Lado Bom da Vida), então um bom indicativo de se o filme vale a pena para você é pensar se você gosta desses outros filmes. Além disso, ele é interessante por mostrar uma história baseada em fatos reais de uma mulher que passou por umas poucas e boas para conseguir ter sucesso na vida. O modo que os personagens interagem também é interessante, e é bem legal de assistir isso. O filme vale a pena para uma pessoa que queira ver uma história mais leve de sucesso, com muitos e muitos atores estrelados fazendo o que eles fazem bem, que é atuar, e com alguma inspiração na vida real.
Não vale a pena: Olha, acho que o que mais me incomodou nesse filme foi que o trailer (para mim) foi melhor que ele em si. O desenvolvimento acaba sendo meio lento, o que vai muito contra a ideia passada no trailer. Ele não vale a pena para quem vai pensando em um típico filme sobre empreendedores, mas dinâmico. Também acho que não vale a pena para quem gosta muito de trilhas sonoras, porque achei ela inteira meio óbvia e descasada.
Gostei? Não.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Pessoal da continuidade e da arte fazendo um bom trabalho: Joy praticamente não usa nada que não seja preto ou branco durante todo o filme.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, em muitos cinemas. 


Do que se trata o filme: Trata-se da história de uma mulher que resolveu desafiar o mundo entrando no mundo dos negócios através de uma invenção. O que o filme trata é desse processo, desde criar o “Esfregão Mágico” até as suas últimas consequências.

Minha mãe já estava ficando tensa porque estava dando 40 min de filme e nada de Bradley Cooper

Beasts Of No Nation, dirigido por Cary Fukunaga

Trailer:  
Fala do filme: "I saw terrible things... and I did terrible things. So if I'm talking to you, it will make me sad and it will make you too sad. In this life... I just want to be happy in this life. If I'm telling this to you... you will think that... I am some sort of beast... or devil. I am all of these things... but I also having mother... father... brother and sister once. They loved me.” (“Eu vi coisas terríveis... e fiz coisas terríveis. Então, se eu falar sobre isso, vai me fazer ficar triste, e vai fazer você ficar triste também. Nessa vida... Eu só quero ser feliz nessa vida. Se eu falar sobre isso... você vai pensar que... Eu sou algum tipo de besta... ou demônio. Eu sou todas essas coisas... Mas eu também tive uma mãe... pai... irmão e irmã... uma vez. Eles me amavam.”).
Vale a pena: Esse é aquele típico filme que você assiste sabendo que vai sair meio mal, com mais algumas rugas de preocupação na testa, e com uma noção muito melhor dos privilégios que tem. O filme vale a pena para qualquer pessoa que quer entender melhor como funcionou (e ainda funciona) a África pós-Imperialismos, e a sujeira que a Europa e América simplesmente tentaram jogar pra debaixo do tapete. Vale a pena para quem quer ver uma história extremamente triste, mas também rodeada de outras histórias extremamente tristes e um toque de realidade nessas histórias. É um daqueles filmes que mostram, escancaram como a maioria dos seus problemas é pequeno em relação ao que pessoas têm que passar no mundo simplesmente para sobreviver. Por fim, acho incrível mencionar que as atuações do filme são incríveis, mesmo para um cenário de tanta desgraça. Eu simplesmente não consigo entender o racismo os motivos de esse filme ter sido esnobado pelo Oscar.
Não vale a pena: Bom, para as pessoas que são mais sensíveis à desgraça, esse filme é bem complicado, pois tem muitas cenas de violência envolvendo crianças, drogas, estupro, morte, miséria, todas as coisas que podem ativar gatilhos em pessoas. Então, diria que o filme não vale a pena para qualquer pessoa que esteja buscando algo mais leve.
Gostei? Sim, achei incrível!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Para um vilarejo muito distante, o vilarejo inicial do menino tem muitas placas de sinalização. Além disso, não fui só eu que reparei, mas achei bem interessante que o filme não tenha sido feito pensando em um conflito em específico, o que indica as várias vezes que algo assim aconteceu.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, não só disponível como produzido pelo Netflix. 


Do que se trata o filme: Trata-se da história de um garoto que vivia em um vilarejo protegido em algum lugar na África, a partir do momento em que esse acordo de paz é rompido, sua mãe foge e seu pai morre, e para a sobrevivência ele acaba se tornando um menino-soldado de uma milícia contra o governo.

Uma foto bem representativa, para já afastar pessoas mais sensíveis

sábado, 23 de janeiro de 2016

Rocky: um lutador, dirigido por John G. Avildsen (Rocky) #desafiocinefilo #semana3

 Trailer: 
(não achei legendado)
Fala do filme: “Because that's the way guys are. They laugh when you talk dirty, they think you're cute, but after awhile, you get a reputation and that's it. You get no respect, y'understand? You get no respect! I gotta use a bad word: whore. Y'understand? Whore. See, you use dirty words and maybe you seem like a whore, y'understand.” (“Porque é assim que os garotos são. Eles riem quando você fala besteira, eles pensam que você é legal, mas depois de um tempo, você ganha uma reputação e é isso. Você não é respeitada. Você não é respeitada, entende? Você não é respeitada! Eu preciso usar uma palavra feia: puta. Entende? Puta. Bom, você usa palavrões e talvez você seja vista como uma puta, entende?”).
Nesse caso em específico, coloquei essa fala para mostrar como algumas coisas se perdem ao longo dos anos. Esse deveria ser uma parte do filme para mostrar como o Rocky é um cara legal e que se importa com as pessoas do seu bairro. Hoje ele só parece um babaca falando isso para uma menina de 12 anos.
Vale a pena: Puts, Rocky é um daqueles filmes que todo mundo te julga na roda de amigos quando você fala que não viu, e que você depois perde muitas referências em outros filmes por não ter visto, então isso por si só já me bastou para querer assistir. O filme vale a pena para todo mundo que se interessa por esses filmes que envolvem a adrenalina do esporte, porque mesmo eu que não me importo com isso, fiquei realmente torcendo pelo Rocky na sua luta final. Por fim, vale a pena para entender melhor o filme que está em cartaz, Creed, porque ele tem aquelas referências clássicas que os fãs amam e quem nunca viu simplesmente perde (o que eu fiz, porque assisti Creed primeiro).
Não vale a pena: Bom, ele é um filme que se pauta bastante na luta de um cara para conseguir alcançar um objetivo praticamente impossível, o que não é exatamente o enredo mais desafiador do mundo (ainda que divertido), então não vale a pena para quem está querendo um filme complexo. Além disso, se você assistiu Creed e não gostou nem um pouquinho, ele também não vale a pena.
Gostei? Achei bacana.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Como diabos aquele cara consegue passar aquele filme inteiro correndo de all star? Sério, aquele tênis não foi feito para correr.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Tem no Netflix, do Rocky I ao V, acho.
Tema da semana: Filme modinha.


Do que se trata o filme: Rocky é um lutador bem meia boca, que também trabalha para um mafioso para conseguir levar a vida. Tudo muda quando o campeão mundial Apollo Creed resolve lutar contra um desconhecido para ganhar uma graninha extra e decide lutar contra o Rocky.

Tararan-tararan

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

50%, dirigido por Jonathan Levine (50/50) + #desafiocinéfilo2016

Trailer:  
Fala do filme: "I don’t smoke. I don’t drink. I recycle!” (“Eu não fumo. Eu não bebo. Eu reciclo!”).
Vale a pena: Eu sou uma pessoa que particularmente gosta de filmes sobre desgraças pessoais, pessoas com doenças incuráveis, histórias fortes e envolventes e tudo mais. Esse não é um filme para pessoas com esse mesmo gosto que eu. Ele é um filme interessante exatamente pelo oposto: ele trata um assunto muito forte, o câncer, de uma maneira razoavelmente descomplicada e leve. Então, acho que ele é um bom filme para quem prefere essa visão mais alegre e positiva da vida. É muito interessante também para quem gosta de histórias de superação, pois muito da história foi baseado na experiência do próprio roteirista com câncer nos seus 20 e poucos anos. O que eu acho muito interessante é que ele traz, além de um elenco estrelado, uma boa reflexão sobre aspectos da vida com câncer que você raramente pensa: a solidão, a necessidade de um apoio psicológico, a necessidade de boas amizades.
Não vale a pena: Eu, com o meu elo masoquista de gostar de filmes um pouco mais dramáticos, com um pouco mais de sofrimento, achei que o filme trata as coisas de forma meio despretensiosa, então não recomendo para quem também tende mais para o drama. Além disso, mesmo eu achando que o filme trata tudo de forma leve, eu acho que ele pode ser um pouco pesado para quem tem/teve membros da família em tratamento de câncer recente, exatamente por poder trazer algumas lembranças à tona.
Gostei? Não muito.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Esse é o filme com a maior quantidade de gorros feios e arte bonita que eu já vi na minha vida. Até na cena do celular, o quadro que está atrás da terapeuta parece arte cara.

Do que se trata o filme: Um moço descobre, no auge de seus 20 e poucos anos, que ele tem um câncer raro e 50% de chances de sobreviver a ele. A partir daí, a história se desenvolve com as relações intrapessoais dele, na medida em que seu tratamento vai evoluindo.

+ #desafiocinéfilo2016: Entrei, finalmente, em um desafio cinéfilo para esse ano. É praticamente um filme por semana, com um tema específico pré-estabelecido. Conheci através de um outro grupo e o Gabriel dos Santos falou que eu podia divulgar aqui,é só procurar por Desafio Cinéfilo 2016 no Facebook. Escreverei toda semana sobre o tema da semana, com essa hastag. O dessa é:

2. Um filme com personagem doente.

Algo superdivertido e que eu adoraria fazer

domingo, 17 de janeiro de 2016

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o filme, dirigido por Steve Martino (The Peanuts Movie)

Trailer:  
Fala do filme: "Alguém sabe onde eu consigo encontrar um livro do Leão Destrói?”
Vale a pena: O filme vale a pena para todas as pessoas nostálgicas que continuavam esperando a vinda da “Grande Abóbora” ano após ano e que achavam legal chamar uma amiga Patrícia de Patty Pimentinha. É uma animação com a estética e as mesmas piadas e sacadas dos filmes originais do Snoopy, então ele realmente só vale a pena para quem já conhece alguma coisa e se interessa. Mas para quem se interessa, o filme é um prato cheio: muitas referências ao Barão Vermelho, as cenas clássicas do Charlie Brown e as suas intermináveis pipas e a inesquecível voz dos adultos da série. O filme vale a pena para qualquer pessoa que tem uma explosão de fofura de ver o trailer, o Snoopy ou o Woodstock.
Não vale a pena: A animação é bastante simples e realmente infantil, dado que é um filme do Snoopy, então se a pessoa for assistir ao filme pensando que será uma animação extremamente complexa e diferente, será uma boa decepção. Também não é uma boa para as pessoas que não gostam de animação e ponto final.
Gostei? Olha, dado que eu sou uma pessoa extremamente nostálgica, gostei sim!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: É possível descobrir o nome da Menina Ruiva. Na lista dos melhores alunos, o dela está plenamente visível. Se alguém ficou curioso, fale comigo que eu falo (não quero ser acusada de dar spoilers). Há também um detalhe ligado ao universo dos quadrinhos, que é o fato de nunca dar para ver atrás da casinha voadora do Snoopy, o que mostra a preocupação com os detalhes que tiveram.


Do que se trata o filme: No início de um novo ano escolar, nosso querido Amendoim conhece uma garota nova na cidade pela qual ele se apaixona. A partir de então, ele precisa superar a sua baixa autoestima para conseguir conversar com ela (e recebe uma boa ajuda do Snoopy e Woodstock nessa empreitada).


Uma amostra da fofura que te espera

sábado, 16 de janeiro de 2016

A grande aposta, dirigido por Adam McKay (The Big Short)

Trailer:  
Fala do filme: "I don’t get it! Why are they confessing?” “They’re not confessing.” “They’re bragging.” (“Eu não entendo! Por que eles estão confessando.” “Eles não estão confessando.” “Eles estão se gabando.”).
Vale a pena: Mais um filme que foi (agora oficialmente) para o Oscar e que trata de defeitos da sociedade estadunidense levando ela ao caos. Ou seja, um prato cheio para quem quer entender melhor a dinâmica dessa sociedade em um dos seus momentos mais críticos e que quase levou o mundo a um pequeno colapso: a crise de 2008. Como economista, tenho que dizer que admiro bastante o filme por explicar de uma maneira extremamente didática um tema que é de compreensão bastante difícil. O filme vale a pena para qualquer pessoa que não entenda muito sobre o assunto mas se interesse, e que goste de um humor um pouco fora da caixa (sério, explicar termos econômicos com ajuda de celebridades? Ge-ni-al). Além disso, preciso dizer que a atuação do Bale, para mim, foi matadora.
Não vale a pena: Economistas chatos de plantão, uni-vos. É claro que apesar de o filme explicar o que precisa ser explicado, há outros fatores da crise de 2008 que não estão lá, então se você for achando que o filme vai ser quase um documentário: ele não é. Além disso, para quem quer apenas um filme legalzinho e não esteja disposto a pensar um pouquinho, ele não valerá a pena, porque a pessoa não vai nem conseguir entende-lo.
Gostei? Sim!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Aqui tenho dois detalhes: 1) Por que todas as pessoas nesse filme precisam ter algum tipo de verruga entre o nariz e o olho? 2) Papete = símbolo do fim dos tempos.

Do que se trata o filme: Antes da tão famosa crise de 2008, algumas pessoas conseguiram perceber que existia uma bolha imobiliária acontecendo, e decidiram apostar nisso. O filme conta a história dessas pessoas, com um clima meio de documentário. É inspirado em um livro, que é inspirado em fatos reais.


Olha só que sorriso idiota

domingo, 10 de janeiro de 2016

Spotlight: Verdades Reveladas, dirigido por Tom McCarthy (Spotlight)

Trailer:  
Fala do filme: “It takes a village to raise a child and it takes a village to abuse them. That’s the truth of it.” (“É necessário um vilarejo para criar uma criança, e um vilarejo para abusar dela. Essa é a verdade.”).
Vale a pena: Acho bem possível que esse seja um dos filmes que passe na seleção final e vá para o Oscar de 2016, então para todos os que gostam de acompanhar essas premiações, ele já se torna interessante. Mas por que ele vai para o Oscar? Porque se trata de uma história pouco usual e muito bem contada, polêmica, real, e que ainda tem uma temática muito atual que são os escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja Católica. As atuações do filme são incríveis, e explorar a investigação jornalística por trás desse caso foi uma sacada excelente para o roteiro. Assim, ele traz boas doses de realidade, mostrando como foi conduzido o assunto na redação do jornal para chegar às conclusões sobre o caso, o que permitiu que o filme não se tornasse muito chato no sentido de ser muito descritivo e pouco prático. É um filme bem dosado. E, lógico, acho que vale a pena dizer que as atuações são monstruosas e fazem com que o filme de quase 2:30hr passe em um piscar de olhos.
Não vale a pena: Pessoas muito religiosas, e que não estão dispostas a ver graves acusações contra a Igreja Católica vão se sentir muito desconfortáveis com o filme. Além disso, acho que ele irá despertar muitos gatilhos em pessoas que sofreram algum tipo de investida pedófila, então eu não recomendo para ninguém que seja sensível ao tema assisti-lo.
Gostei? Sim. Acho necessário que sejam feitos filmes como esse.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O filme tem uma boa adaptação histórica, com diversas coisas engraçadas de 2001 que eu lembro, como grandes propagandas do Aol.


Do que se trata o filme: O filme acompanha o processo de investigação feito por uma equipe especial de um jornal de Boston, que se inicia com um caso isolado de pedofilia na Igreja Católica, e que acaba tomando proporções muito além das imaginadas.

Toda a equipe reunida para uma foto

sábado, 9 de janeiro de 2016

O Brinquedo Assassino, dirigido por Tom Holland (Child's Play)

Trailer:  (Desculpa, mas não achei legendado)
Fala do filme: Karen: "I said, “talk to me”, damn it.” (“Eu disse, “fale comigo”, droga.”).
Vale a pena: Eu sou uma pessoa da teoria de que tudo o que sobreviveu por tempo o suficiente para continuar sendo citado nos dias de hoje foi no mínimo interessante o suficiente para causar essa impressão. Dado isso, os bons fãs de terror dos anos 70/80 vão gostar do filme, no melhor estilo de coisas absurdas que acontecem repentinamente e ninguém sabe direito como lidar com isso (com um roteiro que podia ser evitado simplesmente se as pessoas tivessem uma boa mira ou tomassem as decisões mais espertas). Além disso, o filme cria uma boa atmosfera de mistério, de modo que eu, medrosa como sou, consegui ficar minimamente assustada com ele. Imagino como era assistir em 1988.
Não vale a pena: Para os fãs de terror mais atual, com altos exorcismos, cenas extremamente bem feitas, continuidade impecável, o filme vai parecer um pouco tosco, tanto por causa de complexidade de roteiro quanto por conta dos efeitos especiais. Por outro lado, para aquelas pessoas mais medrosas do que eu, e que têm medo até de atividade paranormal, não vale a pena ver o filme porque ele ainda assim é um pouco assustador.
Gostei? Sim. Assisti ao filme com a minha mãe em uma tarde chuvosa de verão, e ficamos pensando o quanto nós usamos referências que nem ao mesmo entendemos direito.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Dado o fato de que é um filme antigo, muita gente deve ter reparado, mas na cena em que o homem é eletrocutado, inicialmente há sangue saindo de seus olhos. Mas esse sangue desaparece;

Do que se trata o filme: A história é aquela que conhecemos: um assassino coloca um feitiço em um boneco e transfere sua alma para ele. A partir disso, o boneco começa a sua vingança.



domingo, 3 de janeiro de 2016

As Sufragistas, dirigido por Sarah Gavron (Suffragette)

Trailer:  
Fala do filme: "We don't want to be rule breakers, we want to be rulemakers.” (“Nós não queremos quebrar as leis, queremos fazê-las.”).
Vale a pena: Eu particularmente acho o filme bastante importante para todas as pessoas, porque ele causa uma reflexão sobre os privilégios que temos, as lutas que temos pela frente e sobre o que consideramos ou não uma luta válida. Além disso, ele mostra um recorte interessante, com a luta feminina pré guerras mundiais, bom para quem gosta de um bom filme baseado em fatos históricos. Ele vale a pena para feministas, para vermos um pouco desse momento na primeira onda, ainda que essa seja apenas uma pequena parcela da luta das mulheres mundo afora. Considerando alguns fatos, como a desigualdade salarial feminina, e a baixíssima representatividade feminina em Hollywood, o filme ainda se torna atraente por, apesar de tratar de algo histórico, ainda ter uma temática apelativa aos dias de hoje.
Não vale a pena: Qualquer pessoa que ache que lutas políticas e/ou sociais como o feminismo, luta contra o racismo, lgbtfobia e transfobia são mimimi de facebook não vai gostar do filme. Ainda assim, acho que essas pessoas deveriam vê-lo para tentar abrir um pouquinho suas cabecinhas. Também não adianta pensar que o filme é claramente feminista, porque mesmo historicamente o movimento é um pouco diferente do feminismo, então quem for com isso na cabeça pode se decepcionar (além disso, é necessário que levar em conta que ele é um filme histórico, que tem que se limitar a questões daquele tempo).
Gostei? Gostei sim. E mais importante que isso, ele conseguiu tanto me atingir quanto à minha mãe e minha irmã.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Apesar de ser um filme focado na questão feminina, ele é dedicado a dois homens.


Do que se trata o filme: O filme retrata a luta de algumas das mulheres envolvidas no movimento sufragista inglês. O foco principal é em uma lavadeira que começa a ter contato com a noção de que mulher é gente mulheres também deveriam ter direito a voto, e em suas colegas nessa luta.

Olha que beleza, esses posteres cheios de mulher.

O expresso do amanhã, dirigido por Bong Joon Ho (Snowpiercer)

Trailer:  
Fala do filme: “You've seen what people do without leadership. They devour one another.” (“Você viu o que as pessoas fazem sem liderança. Elas devoram umas às outras.”).
Vale a pena: A partir do momento que a pessoa se interessar pelo enredo do filme, ele começa a valer a pena, considerando que ele leva a história até suas últimas consequências e é executado muito bem. Admito que eu nunca assisti a nenhum dos outros filmes do diretor (Mother e O hospedeiro, por exemplo), então não estava acostumada com a estética, que é bem diferente e bonita. Ele vale a pena também para pessoas que não são muito fãs de quadrinhos, porque apesar de ser inspirado em uma HQ francesa, ele não tem a típica temática de herói vs. vilão, mas sim de uma luta de classes pós-apocalíptica levada ao extremo da humanidade dentro de um trem. Além disso, é interessante ver o Chris Evans em um papel bem, bem distante do seu Capitão América, e a Tilda Swinton em uma maquiagem tão brilhante que ela se torna irreconhecível.
Não vale a pena: O filme tem uma boa mistura de ação com qualidade de roteiro, de modo que quem pode se decepcionar é quem vai vê-lo pensando em apenas uma dessas perspectivas. Quem vai pensando apenas pensando na ação pode se confundir com o roteiro, que é mais complexo do que o comum, e quem vai pensando apenas no roteiro pode ficar um pouco confuso com as muitas cenas de lutas (ainda que elas sejam bem executadas e dê para ver bem quem está batendo e quem está apanhando).
Gostei? Sim, achei um filme excelente.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu não posso falar muito no assunto para não dar nenhum spoiler, mas de onde diabos vem aquele sotaque irlandês do Edgar?

Do que se trata o filme: A vida na terra acabou, após o congelamento de toda a sua superfície. As únicas pessoas restantes estão em um trem, que tem o seu próprio sistema de castas que foi definido na entrada: enquanto as pessoas no fundo levam uma vida miserável, as do começo vivem no luxo. Tudo promete mudar quando um grupo de pessoas do fundo decide tentar tomar o começo do trem.


Mas que belo grupo de desajustados.

Os oito odiados e Pulp Fiction: Tempos de Violência, dirigidos por Quentin Tarantino (The hateful eight e Pulp Fiction)

Fui assistir ao Noitão do Tarantino esse fim de semana, no Caixa Belas Artes. Aproveito então para escrever sobre os dois filmes que vi lá: o primeiro, em pré estreia no cinema, e o segundo consagrado e disponível no Netflix.

Trailer: '
Fala do filme: The Hangman: “You only need to hang mean bastards, but mean bastards you need to hang.” (“Você só precisa enforcar bastardos egoístas, mas você precisa enforcar bastardos egoístas.”).
Vale a pena: Como o Tarantino já tem sua gigantesca legião de fãs que sabe muito bem como são seus filmes, é óbvio que o filme é bom para esses fãs (afinal, ele não foge muito do molde de genialidade que ele já consagrou). Além disso, ele vale a pena para qualquer pessoa que goste de ver um filme bem dirigido, bem atuado, bem escrito, com bons efeitos especiais, profundidade e boa fotografia. Para as pessoas que, como eu, o Netflix sugere “Filmes com finais surpreendentes” acertadamente, esse é um filme que definitivamente vale a pena.
Não vale a pena: Aqui, tem alguns fatores que podem levar a pessoa a não gostar desse filme, e que também pode levar a pessoa a não gostar de nada do Tarantino: se a pessoa não gostar de muito sangue e explosões de membros na tela, linguagem completamente inadequada, humor relacionado a estereótipos raciais, ainda que dentro de um contexto. Além disso, para quem quer ver o filme só para ver ações e explosões, esse filme não é isso. Ele é muito mais.
Gostei? Ainda que não seja o meu favorito do Tarantino, eu gostei sim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade, isso não é difícil de reparar, mas mesmo assim acho interessante falar. Toda a trilha sonora do filme foi composta pelo Ennio Morricone, que fez muitas das trilhas sonoras de filmes de Velho Oeste originais.

Do que se trata o filme: Um caçador de recompensas está atravessando a estrada no meio de uma nevasca (com sua recompensa junto a si), e acaba cruzando com dois homens, um caçador de recompensas negro e um sulista branco, logo após a Guerra de Secessão estadunidense, e ambos têm que seguir o caminho juntos. A história de complica quando eles entram em uma estalagem para esperar a nevasca e encontrar outras pessoas lá hospedadas.


Trailer: 
Fala do filme: Há uma passagem que eu memorizei, que parece oportuna para esta situação: Ezequiel 25:17. "O caminho do justo está cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos perversos. Bendito é aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, pastoreia os fracos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o protetor de seus irmãos e o salvador dos filhos perdidos. E Eu atacarei com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: meu nome é o Senhor quando minha vingança cair sobre ti!". (que não é uma passagem real da bíblia)
Vale a pena: De novo, considerando que eu estava em um evento relacionado ao Tarantino e que tinham 4 salas lotadas em plena madrugada de primeiro de janeiro para isso, pode-se dizer que o estilo do diretor vale a pena para bastante pessoas. Para quem procura um filme com falas que já estão a muito tempo no imaginário popular, e que se tornou um clássico em muito pouco tempo, aqui está ele. Eu revi esse filme após muito tempo sem vê-lo, e posso dizer que ele vale a pena pelo enredo, pela direção, pelas atuações, e talvez até simplesmente para você entender referências, como o que é um “Big Kahuna Burger” ou uma carteira escrito “Bad Motherfucker” (e se você nunca topou com nenhuma dessas coisas, eu apenas lamento).
Não vale a pena: De novo: ele tem linguagem imprópria, cenas de violência, de abuso de drogas, sangue. Mas continua não valendo a pena para quem procura um filme de ação do tipo pancadaria.
Gostei? Adorei, de verdade, rever esse filme.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Nesses muitos anos sem assistir ao filme, acabe ouvindo uma vez ou duas a lenda urbana de que todos os relógios em tela estão marcando 4:20. Dessa vez posso dizer que reparei, e que não é verdade.

Do que se trata o filme: Bom, são praticamente alguns esquetes relacionadas a uma rede de gângsters. Eu acho que nesse filme em específico, se eu tentar explicar muito sobre o enredo, é capaz de eu dar algum spoiler por achar que já é domínio público, então vou deixar no suspense (afinal, se você nunca viu esse filme, deveria, independentemente da minha breve descrição).



Tarantino. Apenas.