terça-feira, 17 de julho de 2012

9 1/2 semanas de amor de Adrian Lyne (9 1/2 weeks)

Trailer:  (ok, eu tenho que pedir desculpas mais uma vez pela ausência de legendas, mas eu juro que é bem difícil achar trailer legendado de filmes antes de 1990)
Fala do filme: "Eu te comprei um presente."
"E por que você não me entrega?"
"Eu gosto de ver você se mover."
Vale a pena: Está aqui um exemplo de filme extremamente bem sucedido que contém algumas cenas bem fortes de sexo, tendo sofrido uma forte censura na sua época de lançamento. Vale a pena para quem topar ver umas cenas meio "softporn" em troca de um filme que tem bom elenco, boa direção e um bom roteiro. A química de atuação entre Kim Basinger e Mickey Rourke já é algo que vale a pena por si só, e apesar de o filme não ser extremamente agitado, com um roteiro lotado de reviravoltas, ele é bom o suficiente para manter a atenção de quem está assistindo. E também tem uma das cenas mais imitadas do cinema, do strip-tease ao som de "You can leave your hat on", que mostra a bela fotografia.
Não vale a pena: Para quem se choca com cenas altamente explícitas, afinal, é um filme com cenas bem pesadinhas. Além disso, ele é um daqueles filmes que tenta simular a realidade nova-iorquina do fim dos anos 1980, ou seja, é um filme meio realista, e por tratar do dia-a-dia de um casal, mesmo com as suas especificidades, ele acaba sendo um filme mais parado. Não é um filme que muda vidas, mas é um bom filme.
Gostei? Gostei.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Tudo bem que muito mais gente repara nisso, mas a cena inicial, da multidão em Manhattan, é uma cena típica do cinema, tendo sido utilizada muitas vezes antes e muitas vezes depois. Mas nessa cena fica bem claro o modo peculiar de se vestir que existia nos anos 1980.

Do que se trata o filme:
Ele é basicamente a história de um casal que se conhece em Manhattan, e a evolução do seu sensual relacionamento. A mulher tem um jeito meio garota, que encanta o rapaz, e está envolvida em um grande projeto no seu trabalho, no qual não consegue mais se concentrar após conhecer o rapaz. E o rapaz, por sua vez, é por vezes um grande dominador e por vezes um anjo, o que leva a garota ao delírio, e trabalha na bolsa, o que garante certo conforto para ela. A partir desse relacionamento, o filme se desenvolve.


domingo, 15 de julho de 2012

Na estrada de Walter Salles (On the road)

Trailer: 
Fala do filme: "They danced down the streets like dingledodies, and I shambled after as I've been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones that never ywan or say a commomplace thing, but burn, burn, burn..."
Vale a pena: Acho que a exigência mínima para gostar do filme é não conhecer direito o livro e muito menos o contexto histórico no qual ele foi escrito e o alvoroço que ele gerou. Então, o filme deve valer a pena para quem quer só ver um filme um pouco pesado sobre uma juventude transviada alienada, ou quem quer só algumas cenas de sexo e uso de drogas jogadas misturadas com algumas atuações competentes. Ah, sim, e com certeza, muitos takes bonitos das estradas americanas, a fotografia é realmente muito bonita.
Não vale a pena: Para qualquer pessoa que tenha um conhecimento mínimo sobre o livro, e entende sobre a geração beatnick o suficiente para entender que não foi algo assim que a inspirou. Não vale a pena para pessoas que se chocam com cenas fortes de sexo e abuso de drogas, além de pessoas como eu que não conseguem suportar a Kristen Stwart (apesar que ela está melhor nesse filme.) Não vale a pena para as pessoas que criaram expectativas pelo trailer, que é aquele típico filme no qual o trailer é muito melhor que o filme (o que explica a quantidade de gente que foi saindo da sala ao longo do filme).
Gostei? Não. Eu gosto do livro, e fiquei realmente decepcionada com o filme que levou de nada a lugar algum, só colocou algumas cenas do filme em progressão sem se dar ao trabalho de explicar nada sobre o que estava acontecendo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Progressão das unhas roídas pintadas de vermelho da Stwart ao longo do filme. Elas começam ótimas, e vão piorando.

Do que se trata o filme: (O FILME, NÃO O LIVRO)
O filme trata da história dos dois amigos Sal Paradise, um nova-iorquino, e Dean Moriaty, um jovem cidadão de qualquer lugar, e de sua amizade, principalmente enquanto eles viajam atravessando a América. Nessas viagens, eles acabam agregando mais diversos personagens (interessantes), como Marylou, jovem esposa de Dean, Carlo Marx, amigo também escritor de Sal, e Ed Dunkel. A maioria das cenas é gravada na estrada, com algumas pausas maiores em Denver e Nova Iorque.



sábado, 14 de julho de 2012

O náufrago de Robert Zemeckis (Cast Away)

Trailer: (novamente peço desculpas, mas dos filmes mais antigos é difícil achar legendado)
Fala do filme: "We live and we die by time. And we must not commit the sin of losing our track on time."
Vale a pena: Acredito que esse seja o típico filme que vale a pena simplesmente por ser um clássico e por causa das infinitas referências feitas a ele na cultura pop atual. Mas além disso, ele vale a pena por ser um filme com uma atuação muito boa do Tom Hanks, com a edição visual muito bem feita e tecnicamente bem produzido. O enredo, do homem náufrago, também é um tema que, ainda que bastante aflitivo para mim, é o típico que atrai a todos os gostos, desde o mais prático preocupado apenas com a sobrevivência do herói, até o mais sentimental, preocupado se ele reencontrará o amor de sua vida. Apesar de, novamente, não ser um filme de muita ação, ele agrada um público muito maior do que, por exemplo, Quando Paris alucina, do qual falei recentemente.
Não vale a pena: Bom, como eu acabei de dizer, não é um filme com ação extrema, e tudo mais, mas mesmo assim não é um filme parado. Ele pode desagradar quem tem muita aflição de acidentes de avião (reconheço que detestaria tê-lo visto em um avião), além de quem tem total desinteresse nesse tipo de roteiro. Não vale a pena também para quem não tem paciência para filmes longos, já que ele ultrapassa as 2 horas.
Gostei? A primeira vez que eu vi, eu era muito pequena e ainda não tinha a habilidade  de avaliar um filme. Mas revendo ele, hoje, eu percebo que é um filme que me agrada.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Em uma das últimas cenas do filme, quando ele está dirigindo o carro, a música que está tocando é "Return to sender", do Elvis, uma música sobre carteiros. Achei um detalhe elegante.

Do que se trata o filme:
Chuck é um excelente funcionário de FedEx, enviado a diversos países para explicar bem o funcionamento da instituição. No entanto, quando as coisas parecem estar perfeitas com sua noiva, ele sobre um acidente de avião ao qual sobrevive, mas acaba como um náufrago em uma ilha desconhecida. O filme trata principalmente da sua sobrevivência na ilha, motivada principalmente pela saudade de sua amada.

(é uma imagem clichê, mas é a principal lembrança que todos têm do filme)


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Quando Paris alucina de Richard Quine (Paris when it sizzles)

Trailer: 
Fala do filme: "Kiss... fade out... The end."
Vale a pena: Em primeiro lugar, vale a pena só por ser um tipo de filme diferente do que estamos acostumados a ver no cinema, é uma real comédia romântica, ou seja, um filme com comédia e com romance, como quase tudo que a Audrey Hepburn fez. Além disso, por ser um filme que fala sobre o cinema, também vale a pena para entender um pouquinho sobre como é feito um filme. Claro, não é um manual sobre como fazer um filme, mas eles brincam bastante com a idéia de explicar um pouco sobre fade ins e fade outs, além de como fazer um "bom roteiro". Por fim, vale a pena também por ter a Audrey Hepburn fazendo um papel um pouco diferente do seu usual, como uma "prostituta com um bom coração".
Não vale a pena: É um filme bem antigo, então claramente não vale a pena para quem gosta de filmes com ação extrema, pois mesmo tratando da história de um roubo no filme dentro do filme, não é o tipo de roubo super-elaborado que se vê hoje em dia. É um filme parado, muito mais focado nas palavras do que nas ações, mesmo que ele seja bastante agitado para a época, então tem que ter um pouco mais de paciência. Para quem busca um filme com um certo grau de imprevisibilidade, também não é recomendado.
Gostei? Sim, eu adoro a Audrey e adoro essas comédias românticas antigas, então ia ser difícil não gostar.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Primeira cena, reparem no tamanho da orelha do Noel Coward, que faz o produtor Mayerheim. Eu me assustei. E além disso, não é bem um detalhe difícil de reparar, mas eu achei fofo o fato de haver várias referências no roteiro a outros filmes da Audrey, como My Fair Lady e Breakfast at Tyffany's.

Do que se trata o filme:
Richard Benson é um roteirista de cinema que se vê frente a um prazo curto, e contrata a jovem Gabrielle para ajudá-lo a escrever o roteiro. O filme se dá no desenvolvimento do roteiro de "A garota que roubou a torre Eiffel", na qual uma garota é seduzida por um ladrão para despistar um inspetor que está atrás dele. E, obviamente, mostra também como vai crescendo o relacionamento dos protagonistas por trás do roteiro.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

O espetacular homem-aranha de Marc Webber (The amazing spider-man)

Trailer: 
Fala do filme: "We all have secrets. The ones we keep, and the ones that are kept from us."
Vale a pena: Bom, esse é o momento certo para falar que eu não li os quadrinhos do homem-aranha, então  eu não pretendo aqui avaliar em comparação com a ordem de fatos nos quadrinhos (apesar que mesmo sem ter lido, pareceu melhor do que os Homem-aranha de algum tempo atrás com o Tobey.) Assim, é um filme que vale a pena para quem gosta dos filmes da Marvel de super-heróis, já que ele tem aquela boa combinação de bom humor, cenas de ação e uma edição sensacional. Achei a escolha de personagem principal muito boa (Sr. Garfield-Wardo-de-a-rede-social), e o próprio enredo do filme é bem mais rico que do anterior, colocando mais profundidade nos papéis. Realmente rolam mais de duas horas de bom entretenimento.
Não vale a pena: Para quem é mais do estilo Woody Allen, que curte os filmes mais naturalistas e cabeça, vão ser literalmente duas horas de encheção de saco, dado que é obviamente um filme altamente fantasioso. Eu honestamente ainda não falei com a assessoria de quadrinhos para saber se vale a pena para os grandes fãs, mas eu imagino que deve haver alguns erros, o que é normal com esse tipo de adaptação. Também não deve valer para quem tem o mesmo problema que eu e não consegue ver filmes em 3D (vi sem ser em 3D).
Gostei? Gostei!
Detalhe(s) que provavelmente só eu reparei: Adicionei o "s" no fim porque esse é o caso de haver mais de um detalhe: em primeiro lugar, é engraçado reparar no cenário da ação, obviamente Nova York, e dá para ver que era época de liquidação. Em segundo lugar, tem um momento no filme em que a Gwen fala para o Peter algo como "meu homem-inseto", o que é errado para pessoas inteligentes como eles, que deveriam saber que aranhas não são consideradas insetos. Por fim, temos não um detalhe, mas uma dica: tem cena no final dos créditos.

Do que se trata o filme:
Bom, se alguém não sabe, o homem-aranha é um super-herói que é picado por uma aranha e acaba adquirindo algumas de suas habilidades, como o super-equilíbrio. Nesse filme, é tratado tanto a transformação de Peter em Homem-Aranha, explorando a sua relação com seus tios e principalmente com os seus ausentes pais. Além disso, mostra o seu primeiro grande inimigo, um homem-réptil nojento, que também se envolve na história com os pais, e sua namoradinha Gwen, cujo pai é chefe da polícia de Nova York e lidera um grupo que o caça.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

O mágico de Oz de Victor Fleming, King Vidor e Richard Torpe (The wizard of Oz)

Trailer:  (eu sei que não é exatamente do filme, mas foi o mais próximo que achei, e sem legendas)
Fala do filme: (Eu sei que é clichê, mas...) "Totó, acho que não estamos mais no Texas."
Vale a pena: O filme vale a pena principalmente por ser uma parte elementar da cultura de hoje em dia, dado que há inúmeras referências a ele em diversos livros, filmes e séries, além de ser inegável o seu valor histórico para o cinema. Além disso, as pessoas que gostam dos musicais mais antigos, ou seja, que têm paciência para os filmes mais parados, com musiquinhas antigas, com certeza amam esse filme. Porque ele tem bastante cantoria, e aquele charme dos efeitos especiais antiquados.
Não vale a pena: Para quem não tem nenhuma paciência para o tipo de filme, ou nenhum interesse sobre o modo no qual o cinema se desenvolveu para chegar ao que é hoje. Além disso, não é um filme do tipo que funciona para ver em um grande número de pessoas, dado que a maioria das pessoas (pelo menos da minha faixa etária) não tem paciência para esse tipo de filme. Também não vale a pena para quem quer ver um filme "life changing", porque obviamente não é esse o objetivo de um musical dos anos 1930.
Gostei? Gostei muito mais pelo seu valor histórico do que pelo filme, mesmo. Eu adoro o charme dos efeitos especiais, mas a história em si é meio insossa. É claro que é um filme feito só para entreter, mas não é meu tipo preferido de filme.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Esse detalhe não tinha exatamente como reparar, já que eu descobri só quando eu fui fazer a pesquisa sobre o filme, mas: enquanto cada munchkin só ganhou $50 por semana para fazer o filme, o dono do Totó ganhava $125.

Do que se trata o filme:
O filme conta a história da jovem Dorothy, uma menina que em uma fuga para tentar salvar seu cachorrinho Totó, acaba se distraindo com um homem que conhece no caminho e é pega por um furacão que a leva para o mágico mundo de Oz, habitado por seres incríveis como fadas e bruxas. Lá, ela é indicada a procurar o mágico de Oz para tentar retornar para sua casa, e no caminho encontra um espantalho sem cérebro, um homem de lata sem coração e um leão sem coragem que o ajudam em sua busca.


domingo, 1 de julho de 2012

Para Roma com amor de Woody Allen (To Rome with love)

Trailer: 
Fala do filme: "Você sabe, você se casou com um cara muito inteligente. Tenho 150, 160 de QI."
"Querido, isso em Euros. Em dólar é um pouco menos."
Vale a pena: Para quem gosta dos filmes mais antigos do Woody Allen é um prato cheio, já que é o filme típico do diretor. Algumas histórias entrelaçadas, com um elenco bem escolhido e o humor meio ácido. Muitas das falas gigantescas típicas do diretor, com a câmera dinâmica e as longas cenas. Também se assemelha bastante aos outros filmes feitos no circuito europeu (Londres com Matchpoint, Espanha com Vicky Cristina Barcelona e França com Meia-noite em Paris) na medida em que é um filme um pouco mais leve, como tudo que ele tem feito ultimamente (e o póximo filme dele já está confirmado para Manhattan). Vale a pena pelas musiquinhas típicas de seus filmes. E vale muito a pena para quem só quer ver um bom filme, mesmo que não conheça nada do Allen. E o elenco, aaaah, o elenco.
Não vale a pena: Bom, eu sempre digo que não vale a pena ver filme de um determinado diretor se você sabe que não gosta dele, mas até a minha mãe, que não gosta do Allen desde Melinda e Melinda gostou do filme. Mas de qualquer modo, não vale a pena para quem está impaciente, quem não gosta de filmes que não tenham ação, e etc.
Gostei? Eu sei que estou falando isso pela segunda semana seguinte, mas eu sou suspeita para falar de Woody Allen. Eu admito que dentre os dele, não é meu favorito, e nem chega perto de Meia-noite em Paris, mas ainda é um filme bem melhor que a maioria.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu não tinha reparado nos últimos filmes, mas senti falta do Charles H. Joffe como produtor. Fui procurar, e descobri que ele morreu, e fiquei triste.

Do que se trata o filme:
O filme se divide em quatro histórias:
1) Uma turista americana conhece Michelângelo em Roma, e eles se apaixonam perdidamente e eles ficam noivos. A história se passa quando os pais dela (Woody <3) vão conhecer os pais do rapaz na Itália. Trata da história de um senhor aposentado frustrado e com desejos de voltar para a indústria da música, onde ele trabalhava.
2) Um homem, cidadão-comum italiano, um dia acorda sendo famoso, e tem que aprender a lidar com as frustrações disso. É uma bonita crítica do Allen tanto à sociedade reality-show quanto à mídia.
3) Um jovem estudante de arquitetura (Jesse Eisenberg) conhece um grande arquiteto (Alec Baldwin), que lhe dá conselhos quando uma amiga de sua namorada, que de acordo com ela "exala sexualidade" (Ellen Page) chega à Roma para passar um tempo com eles.
4) Um casal jovem do interior vai tentar a vida em Roma, com um emprego dado pelos tios do moço. Só que as coisas ficam complicadas quando ela se perde por Roma, e ele é abordado por uma prostituta (Penelope Cruz).