domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ela de Spike Jonze (Her)

Trailer: 
Fala do filme: "Você acha que eu estou louco?"
"Eu acho que todo mundo que se apaixona é louco. O amor é uma forma de insanidade socialmente aceitável."
Vale a pena: Esse é um filme que dividiu muito as opiniões entre as pessoas que viram o filme comigo. Então pensando pelo meu lado, por quem gostou do filme, ele é interessantíssimo pela discussão sobre relacionamentos e tecnologia que se pode ter em uma geração Google Glass. Ele trata dos mais variados assuntos dentro do campo, da inteligência artificial consciente até a solidão das multidões. Eu gostei muito das atuações, desde as secundárias até as principais, do Joaquim Phoenix e da Scarlett Johansson. E, por fim, eu gostei muito dos pequenos detalhes do filme, como os casais no fundo, pessoas andando na rua (e que combinam muito com a personalidade do protagonista do filme).
Não vale a pena: De acordo com a minha irmã, é um filme "que leva de nada a lugar nenhum". E ele realmente é um filme que trata muito mais de uma discussão do que de algo mais fixo, não é um filme do qual você vai sair com algo fixo na cabeça. Ele é bem fluído, e trata de um assunto que atualmente é de ficção científica, e tem bastante gente que não gosta de um assunto assim tratado com naturalidade, o que ela não gostou.
Gostei? Gostei bastante.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Esse é um filme no qual todos os homens usam calças extremamente altas. Achei um detalhe visualmente engraçado, já que estamos acostumados a ver em filmes apenas homens com calças elegantemente baixas.

Do que se trata o filme: Um homem sofre com o seu divórcio, e na situação de tristeza compra um software de inteligência artificial capaz de ter consciência, no sentido que ele tem uma visão própria de mundo e é capaz de evoluir o pensamento. E, obviamente, das consequências do relacionamento, discutindo as noções atuais da realidade de relacionamentos.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma Aventura Lego de Phil Lord e Chris Miller (The Lego Movie)

Trailer: 
Fala do filme: "Tudo é incrível." e "UUUUUUUH eu sou um fantasma UUUUUUUUH!" E hoje eu vou justificar minhas escolhas: a primeira será explicada devidamente na parte do detalhe, e a segunda é porque acho que ela mostra muito bem o clima fofinho e inocente do filme.
Vale a pena: Eu sou uma pessoa completamente apaixonada por animações, a ponto de ter saído de casa para ver O Lorax no cinema. Isso dito, digo ainda que acho que as animações realmente infantis estão no meio de uma baita crise criativa, com alguns filmes bons no meio de muitos ruins. E esse vale a pena, eu achei ele realmente legal e inspirado, e eu levaria uma criança para vê-lo tranquilamente, e ao mesmo tempo sei que a minha mãe acharia engraçado e bonitinho. Ele vale a pena porque a Lego soube ser engraçada sem precisar de estereótipos de gênero (meninas-princesas e meninos-carros), e fez uma crítica muito boa ao olhar de muitos adultos sobre o mundo infantil. E ainda tem vários personagens legais, como o Batman, Lanterna Verde, Gandalf e Dumbledore (imagino o que eles devem ter pagado para utilizar esses nomes).
Não vale a pena: Apesar das críticas pontuais feitas ao universo dos adultos, ele continua sendo um filme infantil, ou seja, não adianta ir achando que vai assistir a algo que vai completamente revolucionar a sua vida. E, é claro, não serve para quem acha insuportável a idéia de 1:30hr em uma sala cheia de crianças.
Gostei? Bom, é Lego e é animação. Eu não sei como poderia dar errado.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Dando uma olhada rápida nos créditos do filme, percebo que a música principal é feat The Lonely Island, que também acho bobo e engraçado.

Do que se trata o filme: Lego! É a história de um rapaz Lego que vive em uma cidade Lego e que não se sente especial em nada que faz. Mas aí ele se vê envolvido em uma profecia antiga que indica que ele é a única pessoa que pode salvar a cidade do Presidente Negócios, e passa então a lutar para descobrir o que há de especial dentro de si.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O segredo de seus olhos de Juan José Campanella (El secreto de sus ojos)

Trailer: 
Fala do filme: "O que você quer? Que eu passe o resto da vida como aposentado, que passe para lhe dar uma mão ou para oferecer um café? Eu quero escrever, o que tem de mal?"
Vale a pena: Tem o selo de Ricardo Darín como ator, o que já é o suficiente para atrair a minha atenção. Mas após a minha decepção com Trapaça, decidi que queria ver um filme que eu tivesse em casa e que houvesse pouca discussão: que fosse um filme considerado bom. E é. Não só pelas atuações e direções, mas porque conta uma história humana e emocionante. Ele vale a pena por causa do roteiro, que emociona de forma pouco usual, e é claro, porque teve atores e diretor à altura para interpretá-lo. E por fim, prova que filmes com orçamentos mais baixos podem ser bem melhores que os hollywoodianos.
Não vale a pena: Acho que o maior problema com esse filme é pegar alguém desavisado, achando que vai ser um policial cheio de ação, quando na verdade é um filme mais parado, mais lento. Logo, ele não vale para quem curte o típico filme de Hollywood, Os Mercenários da vida. Para aqueles que detestam espanhol (eu sei que tem gente que se irrita em ouvir determinadas línguas) também não vale (mesmo que eu ache ótimo ver filmes bons em línguas além de inglês).
Gostei? Gostei muito, e ele completamente acabou com a minha frustração com Trapaça.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Olá, burocracia! A quantidade de papelada burocrática que se vê no filme é de assustar mesmo uma brasileira já acostumada com burocracias.

Do que se trata o filme: Um ex-servidor argentino está aposentado e decide escrever sobre um crime que o chocou muito durante a sua carreira: o estupro e assassinato de uma jovem. Misturando momentos do presente e passado para contar a narrativa, o filme foca nas relações humanas entre os personagens nesse momento em que se revive o crime.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Trapaça de David O. Russel (American Hustle)

Trailer: 
Fala do filme: "Life's ridiculous. And you know I'd never say anything bad about your father in front of you, but your father is a sick son-of-a-bitch."
"Daddy's a sick son-of-a-bitch?"
"Don't repeat that... but yes!"
Vale a pena: É um filme bastante típico de Hollywood, que funciona para um entretenimento leve e sem compromissos. Não tem grandes complicações nem grandes emoções, gera algumas risadas e tem atuações muito boas. A adaptação histórica é bem legal, com aparição do lendário Studio 54, esmaltes coloridos, ternos de veludo, decotes profundos, cabelos ridículos e quadros de família pendurados nas paredes das casas.
Não vale a pena: Eu achei um roteiro bem fraquinho. Uma história como várias outras que já foram contadas inúmeras vezes, e sem grandes emoções, nem de tristeza nem de alegria. E honestamente, ele é classificado como uma comédia, mas em muitos poucos momentos eu vi alguém rindo. É um filme com o roteiro bem morno, mas que se torna um pouco mais interessante por conta da adaptação e atuações (e direção). E é mais um daqueles filmes longos e cansativos.
Gostei? Achei bem médio. Acho que minhas expectativas estavam muito altas, já que raramente comédias são nomeadas a grandes premiações. Achei que parece um Lobo de Wall Street ao contrário e bem mais chatinho.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Houve uma comoção em determinados pontos da sala quando se fala da cidade Albuquerque, New Mexico. O que prova que Breaking Bad realmente colocou a cidade no mapa.

Do que se trata o filme: É uma história sobre vários rolos. Quando um casal de trapaceiros é pego pelo FBI, eles precisam ajudar um agente para conseguirem se livrar das acusações. Só que o rolo acaba sendo muito maior que isso, e eles se envolvem em uma operação que envolve um fictício Sheik, para atrair outros trapaceiros. E é baseado em uma operação real do FBI.

E esse é o Bradley Cooper de bobs, o que é absolutamente bizarro.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A grande beleza de Paolo Sorrentino (La Grande Belleza)

Trailer: 
Fala do filme: "Você está enganada. A família é uma coisa bonita."
"Mas eu não fui feita para coisas bonitas". 
Vale a pena: Para os que detestam arte contemporânea, o filme é um prato cheio. Mas brincadeiras a parte, ele é um típico filme longo e muito mais palavras que ações, ou seja, um filme mais artístico, daqueles que muito poucas pessoas têm paciência de ver. Mas para aqueles dispostos, ele é um filme muito interessante, com belas atuações, fotografia sensacional e uma história que já foi contada muitas vezes (um escritor em bloqueio de inspiração, buscando-na) de um jeito bastante bonito e moderno. Vale a pena, no mínimo, para sair do circuito americano. 
Não vale a pena: Como disse ali em cima, esse filme acaba sendo restrito a um público acostumado a esse tipo de filme, o que eu acho ruim. E além disso, eu e minha companhia no cinema concordamos que em muitos momentos, o filme se demora demais, e percebe-se muitas pessoas na sala olhando o horário no celular.
Gostei? Gostei, mas como eu conheço pouco do cinema italiano eu sinto que perdi algumas das referências
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Angelina Jolie diva musa aparece em uma pontinha do filme. Acho que vi pessoas onde elas não existiam. Então tive que pensar em outra coisa, comecei a pesquisar sobre o filme e descobri que originalmente ele tinha 190 minutos. E isso me assustou.

Do que se trata o filme: A história de Jep, um escritor italiano que reside na alta sociedade de Roma, e que não consegue mais encontrar inspiração para escrever. A narrativa segue de seu aniversário de 54 anos, e mostra um pouco da frugalidade de sua vida e da busca por tal inspiração.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Menina Que Roubava Livros de Brian Percival (The Book Thief)

Trailer: 
Fala do filme: "I'm haunted by humans."
Vale a pena: É um adaptação de um livro bonito, que se transformou em um filme igualmente bonito. É uma abordagem pouco usual da 2ª Guerra Mundial, o que é bastante raro em filmes sobre o assunto. Ele mantém a beleza original do livro, o tom geral dele, com as suas ressalvas, é claro. É um filme que é ora feliz, ora triste, e que segue essa linha de filmes que tentam explicar a história de uma vida, de uma pessoa. No mínimo interessante, com boas atuações, boa adaptação histórica e uma fotografia sensacional.
Não vale a pena: Pode-se dizer que, no geral, é uma história triste, e uma história que exige calma para ser entendida em todos os detalhes, então não vale a pena para quem gosta apenas da parte de ação dos filmes. Alguns fãs do livro também podem não gostar tanto, mas temos que tentar lembrar que é uma adaptação, é claro. E vou dizer, essa mania de fazer filmes que se passam na Europa com todo mundo falando inglês é uma mania irritante de Hollywood (eu sei, eu sei, americanos não gostam de ver filmes com legendas).
Gostei? Sim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Como o uniforme escolar vai mudando ao longo dos anos é uma maneira bem interessante de perceber como o pensamento nazista vai tomando conta da Alemanha. E a cena da biblioteca, pela primeira vez, é muito legal para todos os leitores por aí.

Do que se trata o filme: O filme conta a história de Liesel, a menina que roubava livros. O filme se inicia quando sua mãe a entrega para uma família, quando o nazismo se instaura na Alemanha, e se passa na nova vida de Liesel, com novos pai e mãe. A adaptação começa complicada, e ao mesmo tempo em que ela passa a de fato acontecer, vemos o nazismo realmente tomando conta da Alemanha, e as consequências disso no país. O primeiro conflito grande é quando a família passa a abrigar Max, filho judeu de um grande amigo de seu novo pai. E a partir disso temos uma visão do nazismo de quem estava dentro da Alemanha nazista, mas não envolvida com o partido.