segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Macbeth: Ambição e Guerra, dirigido por Justin Kurzel (Macbeth)


Trailer: 
Fala do filme: Macbeth: “If we should fail...”
Lady Macbeth: “We’ll not fail”
(Macbeth: Se nós falharmos...”
Lady Macbeth: Nós não iremos falhar.”)
Vale a pena: Fãs de Shakespeare, uni-vos: seja para ovacionar ou simplesmente criticar o filme, todo fã do dramaturgo deve vê-lo para enxergar uma outra possibilidade para um dos textos mais famosos do autor. Aos fãs de batalhas épicas, mas que não têm medo de um desenvolvimento mais lento (afinal, é inspirado em uma obra elisabetana), o filme é um deleite visual, que você consegue até enxergar que foi sobrepensado para causar um furor. Enfim, aos que simplesmente gostam de um filme com uma bela fotografia: o uso de câmeras lentas e efeitos visuais é simplesmente maravilhoso demais. Assim como as maquiagens de batalhas de guerra. E o sotaque completamente incompreensível e a ótima atuação do Michael Fassbender.
Não vale a pena: Para aqueles que gostam de um bom e velho filme de ação, no qual tudo ocorre ao mesmo tempo, esse definitivamente não é o filme. Apesar de sua capa de efeitos visuais, ainda se trata de uma adaptação de uma obra de mais de 400 anos, e a linguagem me parece bastante fiel. Ou seja, para qualquer pessoa que não goste de Shakespeare, não esteja interessada nos efeitos especiais ou simplesmente não goste de filmes com uma linguagem no mínimo rebuscada, ele não valerá a pena.
Gostei? Esse foi um dos casos em que a experiência atrapalhou muito, uma vez que o cinema no qual eu estava recebeu o filme da distribuidora SEM LEGENDAS. Pois é. É impossível entender aquele sotaque facilmente, a não ser que você seja plenamente fluente em inglês.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade esse é um fato facilmente visível para quem leu o Macbeth: na história original, eram apenas três bruxas. Eu realmente não entendi a adição de uma bruxa.

Do que se trata o filme: Um general do exército escocês tem uma visão de quatro bruxas que dizem que ele pode se tornar o próximo rei da Escócia. Seguindo os seus conselhos, ele conta com a ajuda de sua esposa ambiciosa para tentar tornar da visão uma realidade, e tem que lidar com as consequências de seu destino.


Só de olhar pra essa névoa eu lembro do frio que passei na Escócia em pleno verão.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Pegando Fogo, dirigido por John Wells (Burnt)

Trailer: 
Fala do filme: "You are the ogre!." ("Você é o ogro!")
Vale a pena: Para as pessoas que no mínimo se interessaram pela série Chef's Table do Netflix, o filme é uma escolha bem certeira. Além disso, para pessoas que gostam de biografias de pessoas de temperamento forte que precisam recomeçar suas vidas e carreiras, o filme também é uma boa (assim como as infinitas cinebiografias do Steve Jobs). É um filme ótimo para ver boa atuação de chef maluco, comidas que parecem maravilhosamente boas (e inclusive há uma food stylist para o filme), com toques de humor. É um filme divertido, desde que a pessoa tenha um mínimo de interesse em cozinha.
Não vale a pena: O principal motivo que eu vejo para alguém não ver o filme é a questão de falta de interesse pelo tema de cozinha, ou no caso de pessoas vegetarianas e nojentas como eu, a quantidade de carne crua que você terá que ver ao longo do filme. Para os mais perfeccionistas, também haverá uma pequena irritação porque o filme tem algum erros de continuidade (algo que é escrito de um modo no papel e depois aparece de outro, uma cicatriz que some, uma tatuagem da Siena Miller que desaparece e reaparece). Falo novamente que não é um filme que muda vidas, mas cujo desenvolvimento é interessante. Não vale a pena para quem procura um filme com um final surpreendente (afinal, como é baseado em uma história real, basta buscar o fim no google). 
Gostei? Gostei sim. Bradley Cooper como chef maluco já é uma mistura suficientemente boa para mim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu adoro pugs. E percebi que tem uma cena em que um pug passa pela calçada atrás da cena principal.
Do que se trata o filme: Um chef literalmente causou em seu antigo emprego, em um restaurante de 2 estrelas do guia Michelin, se envolvendo com drogas e atrapalhando bastante a vida de todas as pessoas ao seu redor. Depois de um tempo se desintoxicando nos Estados Unidos, ele volta para a Europa, no caso, Londres, para tentar abrir um restaurante e ter sua terceira estrela Michelin.


Na cozinha com Bradley Cooper

domingo, 13 de dezembro de 2015

O Clã dirigido por Pablo Trapero (El Clan)

Trailer: 
Fala do filme: "Eu não vou permitir que nada aconteça com a nossa família, Alex."
Vale a pena: Para pessoas que têm algum interesse na história das ditaduras da América Latina, o filme é um prato cheio na medida em que explica muito bem o contexto social que se viveu na Argentina, assim como o legado que a ditadura deixou ao país (que aliás, é bem semelhante ao brasileiro). O filme apresenta um pressuposto simples: uma família que comete crimes em conjunto, o que já foi explorado um milhão de vezes no cinema. O que vale a pena ver e perceber é como isso se encaixou no contexto, com atuações realmente boas, uma trilha sonora sensacional e aquele toque especial por se tratar de uma história real tão absurda que parece saída do cinema. É impressionante ver como há a naturalização de coisas (que não vou dar spoilers) completamente absurdas na trama do filme.
Não vale a pena: O filme, apesar de conter os crimes, não tem o desenvolvimento mais rápido do mundo, o que pode fazer com que o espectador desatento que vá ver o filme em uma sessão de cinema que passe mais blockbusters acabe decepcionado. Não vale a pena para quem está esperando muitas cenas de ação, algo envolvendo uma rede de gângsters ou algo assim, porque os crimes cometidos são mais simples. 
Gostei? Completamente.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: É impressionante: basta aparecer que o filme é produzido pela El Deseo (produtora do Almodóvar) para ele ter algum tipo de patrocínio do governo da Espanha.
Do que se trata o filme: Trata-se da história de uma família argentina que seria como outra qualquer, se não fosse pelo fato de que o pai da família realiza uma série de sequestros com o envolvimento de alguns de seus filhos. A história da família se mistura com a história da própria Argentina na medida em que a ditadura vai findando.
Atuação completamente assombrosa de Guillermo Francella