domingo, 29 de maio de 2016

Alice através do espelho, dirigido por James Bobin (Alice trough the looking glass)

Trailer: 
Fala do filme: “The only way to achieve the impossible is to believe that is possible” (“O único modo de alcançar o impossível é acreditando que ele é possível.” Não resisti: essa frase é tão Disney, que é impossível não amá-la).
Vale a pena: Para quem assistiu ao primeiro filme e gostou, esse filme certamente será interessante, na medida em que ele segue a mesma fórmula de efeitos especiais e visual incrível, com o roteiro do filme ficando completamente em segundo plano em relação a como ele é passado para a tela. O filme realmente tem os efeitos gráficos maravilhosos, e imagino como algumas dessas cenas foram difíceis de gravar na tela verde. A maquiagem do filme é incrível, com os tons mudando de acordo com a personalidade do personagem (principalmente com o Chapeleiro), e os figurinos usados são bastante detalhados e parecem combinar perfeitamente com essa personalidade. O roteiro é interessante na medida em que ele explora o passado dos personagens, explicando um pouco de como eles se tornaram o que são no primeiro filme, o que é legal nas telas, mas pode incomodar bastante os fãs dos livros, e ele traz a questão de a Alice fazer coisas que não são consideradas socialmente como femininas, o que nem chega a ser uma preocupação neles.
Não vale a pena: Péssimo momento para assistir a um filme com o Johnny Depp: o crush de todas as garotas que passaram pela adolescência nos anos 2000 está envolvido em um processo de divórcio bastante pesado, e sua futura-ex-esposa conseguiu um mandato de afastamento dela por conta de agressões. Logo, ver a esse filme agora levante em mim mesma a questão: será que é legal estar assistindo a um filme que pôs dinheiro no bolso de um agressor? Como meu ingresso já estava comprado, já não havia muito o que fazer, mas para os próximos filmes com ele, pelo menos, pensarei um pouco mais antes de comprar. Além dessa questão, o filme não tem uma grande profundidade de roteiro, sendo quase um De volta para o futuro com visual diferente, e tem ainda a questão de usar estereótipos muito antiquados, que eu particularmente não gosto: a princesa afetada, a princesa má que não se sente amada, o homem quase escravo de uma namorada cruel...
Gostei? Ele entretém, mas não é minha primeira opção nesses dias.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Percebe-se que o departamento de arte teve bastante trabalho apenas de olhar para a mão do Chapeleiro, cheia de anéis, dedais, e outros itens de costura.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, todos os cinemas.


Do que se trata o filme: Após passar por sua primeira experiência no País das Maravilhas, Alice se encontra novamente em uma situação em que precisa de maturidade, e retorna a este lugar. Lá, ela descobre que seu mais importante amigo, o Chapeleiro, precisa de ajuda, e começa uma missão de encontrar o Tempo para ajuda-lo.

"Oh, mas que espelho sujo!" pensou Alice.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Jogo do dinheiro, dirigido por Jodie Foster (Money Monster)

Trailer: 
Fala do filme: “Dig as deep as you can and ask yourself, what is a life worth to you? What is my life worth?” “I guess that answers that question, huh? That’s really impressive, Lee. Talk about market influence, even you don’t believe your own bullshit.” (“Vá o mais profundo que você consegue e se pergunte, quanto vale uma vida para você? Quanto vale a minha vida?” “Acho que isso responde à sua pergunta, certo? Isso é impressionante, Lee. Fale sobre influência de mercado, nem você acredita na sua própria besteira.”).
Vale a pena: Apesar de os dois filmes não terem grandes semelhanças, acho que quem gostou do A grande aposta vai acabar gostando desse filme também. Ele vale a pena por ser um filme que consegue manter a tensão por um longo período de tempo, te levando a pensar por uma boa parte dele no que vai acontecer com o protagonista e tentando decidir se você mesmo quer ou não que tudo dê certo para ele. Ele também vale a pena por incluir um elenco estrelado, mas que estranhamente quase não contracenou nas filmagens, pois tanto o Clooney quanto a Roberts têm agendas complicadas, então foi difícil de ter encontros nas filmagens. O que eu gosto no filme é que, apesar de ele ter uma base de roteiro previsível e que já foi usada diversas vezes no cinema, ele o une ao elemento da especulação financeira, dando um viés novo e interessante ao espectador para o filme. Tecnicamente, ele não tem nada de errado, mas também não traz nada de inovador ou extremamente ousado nesses campos de fotografia, arte, etc.
Não vale a pena: Bom, ele é um filme com um certo grau de tensão, então eu certamente não recomendaria para quem quer ficar tranquilo e assistir a uma coisa light. Ele também, como já disse, não tem nada de muito inovador nem no roteiro nem tecnicamente, então não é para quem quer ter uma grande surpresa quanto ao que vai acontecer. O que eu achei um pouco estranho no filme é que tem algumas horas em que a atuação do Clooney é extremamente convincente, trazendo você para um lugar bem próximo ao personagem, e tem outros momentos em que eu não me sentia convencida de que aquele continuava sendo o mesmo cara.
Gostei? Gostei, mas ele me deixou bem pensativa.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Durante a maior parte do filme, há um mostrador em que está disponível o índice da bolsa de valores de Nova Iorque, e é impressionante que ela só cai um ao longo do filme, quando com uma crise delas, ela deveria ter uma queda bem mais agressiva.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim.


Do que se trata o filme: Lee é um homem bastante peculiar que apresenta um programa com dicas de investimentos para pessoas comuns. Só que quando uma das empresas que ele sugere tem um problema e suas ações caem, um homem que perdeu muito dinheiro com essa queda entra no estúdio e quer matar todo mundo.

Cuidado: George Clooney transtornado.

domingo, 22 de maio de 2016

Os Anarquistas, dirigido por Elie Wajeman (Les Anarchistes)

Trailer: 
Fala do filme: “Foi nesse momento que eu entendi que é importante ser feliz. Importante não, é essencial ser feliz.” (Peço desculpas, mas não falo francês e não levei meu bloquinho de notas para anotar exatamente a fala, mas juro que é esse o sentido geral da fala.)
Vale a pena: Depois de uma longa série de filmes ruins e/ou blockbusters, finalmente consegui me organizar para ir a um cinema no circuito Augusta/Paulista para ver um mais independente. O filme vale a pena para quem quer sair um pouquinho do lugar-comum de Hollywood, mas sem perder a qualidade das produções de lá. Me explico: o roteiro não é incomum, com o dilema moral de um homem que vive dividido, mas o filme é claramente diferente do que estamos acostumados por ter um tom mais introspectivo, psicológico, com longas falas e quase nenhuma trilha sonora. Mas ao mesmo tempo, ele é uma boa produção, com boa fotografia, direção e atuações, o que nem sempre acontece com esse tipo de filme. Assim, ele vale a pena tanto para um público mais acostumado com o independente quanto para um não muito acostumado, mas curioso. O mais interessante nele é que o modo que as coisas evoluem te levam a acompanhar a história muito de perto, torcendo fortemente pelo protagonista, e fazendo com que as 1:40hr passem em um piscar de olhos.
Não vale a pena: O filme não vale a pena para quem não tem interesse em um desenrolar mais lento, e que depende muito mais das falas do que da ação. Além disso, eu ainda acho muito chato que esses filmes só circulem entre os cinemas da Augusta e Paulista, então ele não vale a pena para quem não mora na região e que não queira se locomover muito para chegar lá. Eu estranhei bastante a escolha de trilha sonora quase zero durante todo o filme, e acho que isso é um ponto negativo, pois exatamente por ele ter esses momentos introspectivos, acaba parecendo que falta algo na composição da cena.
Gostei? Gostei bastante.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na fila para pegar emprego na fábrica, só tem ‘X’ antes do Jean assinar, o que é estranho, pois os anarquistas pareciam bem instruídos, e tinham vários deles trabalhando lá.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está em 3 cinemas.

Do que se trata o filme: Jean é um policial em Paris em 1899, e ele é chamado pelo seu chefe para se infiltrar em um grupo de anarquistas. Só que ele entra num dilema moral quando começa a conhecer e se interessar mais pelo grupo que ele deveria apenas vigiar.

Hello, it's me. Ops, não é essa Adele.

X-men: Apocalipse, dirigido por Bryan Singer (X-men: Apocalypse)

Trailer:
Fala do filme: “I've been called many things over many lifetimes: Ra, Krishna, Yahweh. I was there to spark and fan the flame of man's awakening, to spin the wheel of civilization..” )“Eu fui chamado de muitas coisas durante várias vidas: Ra, Krishna, Javé. Eu estive aqui para inflar a chama do despertar do homem, para girar a toda da civilização.”).
Vale a pena: Quando eu comecei a pensar sobre mais um filme dos X men, eu comentei com alguns amigos que eu achava que essa era uma série que preciava urgentemente de um reboot: como foi a primeira a trazer público para assistir a filmes de super heróis, eles acabaram fazendo umas doideiras com a continuidade, tendo partes que se passam no passado, outras no futuro, outras no meio do caminho, e tudo ficava um pouco confuso demais para acompanhar. Então, imaginem a minha alegria ao ver que esse filme realmente faz uma faxina na casa e deixa tudo mais claro para os futuros filmes. Além de valer a pena por isso, o filme é interessante: tem boas atuações para os mocinhos, traz elementos clássicos como o poder de fênix da Jean, um novo mocinho como Ciclope que parece ter muito mais da bondade dele nos quadrinhos, uma Tempestade que faz jus à Hale Berry. Apesar de eu ter achado o filme um pouco longo, ele segue a fórmula já conhecida pelos outros filmes dos X men, que consegue trazer um grande público ao cinema, e é divertido. Para essa diversão, tenho que admitir que continuo adorando o modo que usam o Mercúrio para pausas cômicas (e acho o Evan Peters ótimo, graças a American Horror Story).
Não vale a pena: A primeira coisa negativa sobre esse filme, para mim, é o mesmo mal que acometeu Batman vs. Superman: a trilha sonora é bem ruim, tentando forçar que todos os momentos do filme sejam épicos, quando nem todos são, e a fotografia do filme é bem simples, sem fugir do padrão comum de Hollywood. Além disso, se você vai para o filme esperando, finalmente, ver um vilão muito bom, muito mauzão, que vai surpreender (como foi anunciado na cena pós-créditos de X-men: Dias de um passado esquecido), pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu achei o Apocalipse bem forçado, soltando uma frase pronta depois da outra, e sem expressão por causa de maquiagem em excesso. Também acho que o filme não vale a pena para quem não assistiu aos outros X-men, porque a história depende um pouco do que aconteceu nos outros, o que pode torna-lo confuso. Ah, e para quem está com o universo cinematográfico da Marvel na cabeça: esse não é o mesmo universo, nas telas do cinema (o que é uma pena).
Gostei? Eu gostei, mas continuo esperando cada vez mais de filmes de heróis.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Mercúrio fazendo um moonwalk: check. Aparição clássica de Stan Lee: check. Referência a Star Wars: check.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está nos cinemas.


Do que se trata o filme: Com a chegada do mutante que diz ter dado origem a todos os mutantes, o Apocalipse, e seus planos de destruir todos aqueles que são fracos e idolatram falsos ídolos, muitos mutantes se juntam para combatê-lo.

Um mutante, dois mutantes, três mutantes...

domingo, 15 de maio de 2016

O maior amor do mundo, dirigido por Garry Marshall (Mother's day)

Trailer: 
Fala do filme: “Happy mother’s day, everyone.” (“Feliz dia das mães, todo mundo.”) (sim, eu acho que essa é uma fala significativa para esse filme).
Vale a pena: Os fãs de comédias românticas ou de pessoas que gostam muito desses filmes comemorativos de feriados já podem se animar: esse é mais um filme que segue o mesmo formato de outros filmes desse diretor (como Noite de Ano Novo), com várias histórias sobre o mesmo assunto que se tangenciam em algum momento. O filme segue a estrutura clássica desse tipo de filme, sem grandes surpresas nem técnicas, nem de roteiro, de modo que, para quem já tem propensão a gostar deles, o filme pode ser uma boa pedida. Ele também vale a pena por conta de seu elenco estrelado, com Julia Roberts, Kate Hudson e Jennifer Aniston fazendo um bom papel, apesar de não estarem representando nenhum tipo de personagem inovador. O que eu achei mais interessante no filme é que, ao tratar de questões de maternidade, ele traz vieses interessantes: o da família divorciada, o de uma mãe de um casal inter-racial, o de mães lésbicas, trata de adoção, e da ausência da mãe.
Não vale a pena: Eu já não sou muito fã de comédias românticas, então ao perceber que esse filme seria mais do mesmo, eu já acho que, para quem também não tem esse apreço, não vale a pena assistir ao filme. Além disso, acho que ele acabou tratando de maneira muito simplista algumas questões que não deveriam ser tão práticas: o pai que sente a ausência de sua falecida esposa, ao ser confrontado pela sua filha adolescente, logo sai de seu estado de letargia e passa a superar a situação, por exemplo, algo que não aconteceria com toda essa facilidade na vida real. Por fim, acho que ele não vale a pena para quem quer evitar assistir filmes que reproduzam certos estereótipos e preconceitos, como o do texano preconceituoso, a indiana exagerada, a lésbica que quando criança queria se vestir que nem homem.
Gostei? Pra eu gostar de uma comédia romântica, ela precisa se esforçar um pouco mais do que essa se esforçou.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Aqui, acho que tem duas:na hora que tem o acidente que alguém (não vou dar spoilers) quebra a perna, notem o menino negro dançando. Além disso, quando a indiana sai do Uber, ela pede para seu filho pagar, mas o Uber é pago apenas pelo aplicativo, com cartão de crédito.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está nos cinemas.


Do que se trata o filme: O filme trata do assunto maternidade, comemorando o dia das mães, trazendo vários tipos de mães através de várias conjunturas familiares: um casal divorciado, um casal lésbico, um casal inter-racial, um homem que perdeu sua esposa (e mãe de seus filhos). Através desses casais e suas relações, ele fala da relação entre mães e filhos.

Admito que me incomoda que na capa de um filme sobre mães esteja: um homem.

domingo, 1 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil, dirigido por Anthony e Joe Russo (Captain America: Civil War)

Trailer: 
Fala do filme: “Captain, while a great many people see you as a hero, there are some that prefer the word vigilante. You’ve operated with unlimited power and no supervision. That’s something we can no longer tolerate.” (“Capitão, enquanto muita gente te enxerga como um herói, há quem prefira a palavra vigilante. Você operou com poder ilimitado e sem supervisão. Isso é algo que não podemos mais tolerar.”
Vale a pena: Eu adoro quadrinhos, e adoro filmes relacionados a esse universo, mas não estava animada com esse filme que nem com os outros, por não ser grande fã nem do Homem de Ferro nem do Capitão América. Tenho que dizer que, apesar disso, eu adorei o filme, achei que a Marvel está construindo um universo cinematográfico excelente, e que eles conseguiram adaptar a história para as telas de maneira extremamente interessante, sem o maniqueísmo de bem vs. mal. O filme vale a pena, claro, para todos os que são fãs de filmes de super-heróis, ainda mais para quem gosta dos dois principais. Mas ele também vale para quem gosta de outros heróis, e quem tem interesse de conhecer um pouco mais deles, porque o desenvolvimento das histórias fora do enredo principal contam bastante sobre isso (como com o drama da Feiticeira Escarlate). Ele tem um roteiro interessante, com pelo menos quase todos os personagens tendo um alto grau de complexidade, um ritmo bom, que consegue ultrapassar a fronteira da pancadaria. Acho engraçado ver como esse filme e o Batman vs. Superman se aproximam no sentido de discutir um pouco qual o papel do super-herói na sociedade, e quais são as limitações que seu poder deve ter (ainda que eles façam isso de maneira completamente diferente). Ah, e ele vale a pena pelos toques bem colocados de humor, e também por trazer uma gama muito grande de heróis conseguindo equilibrar bem o quanto focar na história de cada um deles.
Não vale a pena: Primeiramente, todos aqueles que detestam filmes de herói, e que não gostam de longas cenas de ação não devem assistir, afinal, ele é um longo filme sobre isso.  Ele não é interessante também para quem gosta muito dos quadrinhos, porque apesar de eu não ter lido, eu tenho uma boa noção do que acontece, e aparentemente foi uma adaptação bastante criativa. Mas acho que essas duas são as duas maiores restrições do filme, fora isso ele deve agradar bem ao público.
Gostei? Sim. Apesar de eu preferir o universo da DC, no geral, tenho que admitir que a Marvel está fazendo um belíssimo trabalho com seu universo cinematográfico.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Mesmo depois de todos os acontecimentos do War Machine, ainda se chega no fim do filme com ele utilizando uma camiseta com a bandeira estadunidense, mostrando todo o seu patriotismo.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Sim, está nos cinemas. Recomendo assistir em IMAX.


Do que se trata o filme: Quando mais uma vez os Vingadores acabam causando um pequeno estrago em um conflito, os governos decidem que eles devem ter seu poder reduzido, tendo que obedecer a um Conselho que decide quando e onde eles devem agir. Isso gera uma rixa dentro dos Vingadores, com o Homem de Ferro dizendo que eles devem aceitar essa condição de bom grado, e o Capitão América achando isso problemático na medida em que a ideologia de quem os controla pode mudar ao longo do tempo.

Olha que lindo esse poster!