domingo, 16 de março de 2014

Philomena de Stephen Frears (Philomena)

Trailer: 
Fala do filme:  "But I don't wanna hate people. I don't wanna be like you. Look at you!"
"I'm angry."
"Must be exhausting."
Vale a pena: Em primeiro lugar, acho que o que vale a pena é o fato de ser um bom roteiro, baseado em uma boa história verídica, e que por ser baseado nessa história verídica retrata realmente humanos, e não simplesmente seres muito semelhantes a humanos que Hollywood insiste em nos enfiar goela abaixo. E a maior parte das coisas que me chocou no filme foi a prórpia humanidade dos personagens. Além disso, é um filme com atuações muito boas, e com uma trilha sonora que encaixa completamente com as cenas. Ou seja, é uma história boa em um filme bem feito.
Não vale a pena: Novamente, venho eu com o problema de o filme ser um pouco parado. Não diria que é um filme muito parado, mas também não posso mentir que ele é um filme com muita ação, dado que ele se constrói mais com palavras. Além disso, há o problema de distribuição, que torna o filme pouco acessível para quem quer vê-lo em cinemas.
Gostei? Gostei.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade, isso foi algo que eu fui atrás para descobrir, mas que eu acho legal compartilhar. Há vários filmes caseiros que são apresentados no filme, e fui procurar e descobri que alguns deles são reais.

Do que se trata o filme: Philomena é uma jovem abandonada pelos pais em uma espécie de convento/escola. Só que ao fugir das regras enquanto jovem, ela engravida, e há um esquema de trabalho forçado que as freiras fazem as mães fazerem para pagar as despesas do parto e da criança. E a história começa quando Philomena, já idosa, decide tentar descobrir o que aconteceu com seu filho, que durante esse período de trabalho forçado foi entregue a um casal de americanos.


terça-feira, 4 de março de 2014

Um Final de Semana em Hyde Park de Roger Michell (Hyde Park on Hudson)

Trailer: 
Fala do filme: "And no more promises were made, so none could be broken".
Vale a pena: Amigos historiadores, eu sei que filmes não tem acurácia histórica, eu sei que existe intervenção humana em tudo aquilo que é publicado, mas eu acho que o ponto alto do filme é mostrar, mesmo que mais ou menos, o que acontecia no período histórico retratado. E a fotografia do filme é muito bonita, além de as atuações serem bastante legais.
Não vale a pena: É um filme bastante monótono, parece que é um filme britânico que se passa em solo americano (brincadeira, gente, eu gosto de muitos filmes britânicos). Mas de verdade, é um filme em que cada minuto parece que demora uma hora para passar. Eu pesquei muito durante o filme. E tenho que admitir que o filme me deixou um pouco irritada no final, e obviamente só quem viu o filme vai entender o motivo.
Gostei? Para uma tarde preguiçosa de feriado, sim. Mas não sei se sairia para vê-lo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O Rei George é uma dessas figuras que ao longo do tempo ficou pop, principalmente depois de O Discurso do Rei.

Do que se trata o filme: É a história do Roosevelt durante o fim de semana em que o Rei George e a Rainha Elizabeth II vão aos EUA para pedir apoio à Inglaterra na II Guerra Mundial. Entre problemas com sua mãe, mulher e amante (que é quem narra a história) e o medo de George de como será tratado nos EUA, o filme é absolutamente voltado à história.


12 Anos de Escravidão de Steve McQueen (12 Years a Slave)

Trailer: 
Fala do filme: "Mas eu não quero sobreviver. Eu quero viver."
Vale a pena: De novo, um filme bastante polêmico, daquele que gera inclusive artigos apaixonados ou irritados (e digo que pessoalmente o único que achei interessante foi o que compara, através do filme, a escravidão no Brasil com os EUA, e que achei completamente babacas todos os que li criticando. Acho necessário que um filme tenha críticas, mas todas que achei não tinham fundamentos.). Eu acho que o filme aborda, através do relato de Solomon, uma visão muito diferente sobre a escravidão: a daquele que se viu livre, e depois não mais, o que aparentemente acontecia muito quando as leis ainda não eram muito claras. Acho que a direção do filme é boa, a fotografia é interessante, e que as atuações são algumas sensacionais (Lupita), e outras um pouco mornas.
Não vale a pena: Esse é daqueles que têm que dar aviso antes para aqueles que não conseguem assistir cenas de tortura, ou que têm que se preparar emocionalmente para isso. A temática é claramente a escravidão, e não vai fugir desse assunto, então não funciona para os que não gostam do assunto. E, desculpem-me: para mim, falar que o filme é "mais do mesmo" é não ter argumento.
Gostei? Gostei muitíssimo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Eu admito que não reparei em nada demais, já que estava completamente absorta pelo filme. Mas para não deixar sem uma curiosidade, digo que pesquisando, descobri que o Fassbender pedia para a maquiadora passar álcool em seu bigode para garantir que as pessoas reagissem a ele como reagiriam a um homem que bebeu muito.

Do que se trata o filme: Como já está sendo bem divulgado, o filme trata da história de Solomon, um homem livre que é enganado e vendido como escravo, e o drama da nova perda de liberdade. Acho que falar mais do que isso, como sinopse, é desnecessário.


Clube de Compras Dallas de Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club)

Trailer: 
Fala do filme: Dessa vez, eu peço desculpas, mas vou fazer diferente. Ao invés de colocar uma fala do filme, irei colocar o discurso de agradecimento de Jared Leto ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que eu acho que traduz muito bem o espírito do filme.
“Incredible. Ellen, I love you. To my fellow nominees, I’m so proud to share this journey with you. I’m in awe and have so much respect for you all. To the Academy, thank you.
In 1971, Bossier City, Louisiana, there was a teenage girl who was pregnant with her second child. She was a high school dropout and a single mom, but somehow she managed to make a better life for herself and her children. She encouraged her kids to be creative, to work hard and to do something special.
That girl is my mother and she’s here tonight. And I just want to say, I love you, Mom. Thank you for teaching me to dream.
To my brother, Shannon, the best big brother in the world, you’re a true artist. Thank you so much for sharing this insane and amazing adventure that is 30 Seconds to Mars, and for being my best friend. I love you. Thank you.
To all the dreamers out there around the world watching this tonight in places like the Ukraine and Venezuela, I want to say we are here and as you struggle to… to make your dreams happen, to live the impossible… We’re thinking of you tonight.
And this is, is incredibly special as well because there’s so many people that helped me get here. And I just want to say thank you to Focus Features, to Mick Sullivan, to Jim Toth, to Jason Weinberg, to Emma Ludbrook, to Kelly Adams, to the entire Dallas Buyers Club team. Matthew, I love. Jean-Marc.
And this is for the 36 million people who have lost the battle to AIDS and to those of you out there who have ever felt injustice because of who you are or who you love. Tonight I stand here in front of the world with you and for you. Thank you so much and goodnight."
Vale a pena: Um excelente roteiro, com atuações sensacionais e direção muito boa. É uma abordagem que eu achei inovadora sobre os pacientes com AIDS no início da epidemia, e uma história que merece ser exposta e contada. É uma obra que trata tanto dos aspectos técnicos da síndrome quanto do auto-conhecimento que se encontra na iminência da morte. Ele trata sobre a coragem de tentar melhorar a vida dos outros. E achei os Oscares vencidos completamente justos: além do ridículo emagrecimento que Matthew e Jared tiveram, as atuações são impecáveis.
Não vale a pena: É um filme que pode desagradar por causar desconforto e uma sensação de impotência quanto às grandes autoridades sanitárias. Não é uma historinha boba, e nem somente uma história de superação pessoal, como estão divulgando em muitos lugares. E já aviso que não é um bom filme para levar aquela sua avó preconceituosa.
Gostei? Sim, senhor, senhor capitão.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Toda vez que eu amo uma trilha sonora, eu vou checar o nome do responsável e não dá outra: Danny Elfman. E esse é mais um filme pro seu extenso currículo. E notem também a quantidade de bandeiras nos Confederados que aparecem no início do filme.

Do que se trata o filme: É a história de um típico redneck que se descobre soropositivo por manter relações sexuais sem preservativos. Da negação à aceitação, além do problema com seus antigos amigos, o filme acaba se focando na guerra pessoal que ele cria com a indústria farmacêutica dos EUA ao descobrir que nem sempre as melhores opções são aquelas que são aprovadas para a população.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ela de Spike Jonze (Her)

Trailer: 
Fala do filme: "Você acha que eu estou louco?"
"Eu acho que todo mundo que se apaixona é louco. O amor é uma forma de insanidade socialmente aceitável."
Vale a pena: Esse é um filme que dividiu muito as opiniões entre as pessoas que viram o filme comigo. Então pensando pelo meu lado, por quem gostou do filme, ele é interessantíssimo pela discussão sobre relacionamentos e tecnologia que se pode ter em uma geração Google Glass. Ele trata dos mais variados assuntos dentro do campo, da inteligência artificial consciente até a solidão das multidões. Eu gostei muito das atuações, desde as secundárias até as principais, do Joaquim Phoenix e da Scarlett Johansson. E, por fim, eu gostei muito dos pequenos detalhes do filme, como os casais no fundo, pessoas andando na rua (e que combinam muito com a personalidade do protagonista do filme).
Não vale a pena: De acordo com a minha irmã, é um filme "que leva de nada a lugar nenhum". E ele realmente é um filme que trata muito mais de uma discussão do que de algo mais fixo, não é um filme do qual você vai sair com algo fixo na cabeça. Ele é bem fluído, e trata de um assunto que atualmente é de ficção científica, e tem bastante gente que não gosta de um assunto assim tratado com naturalidade, o que ela não gostou.
Gostei? Gostei bastante.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Esse é um filme no qual todos os homens usam calças extremamente altas. Achei um detalhe visualmente engraçado, já que estamos acostumados a ver em filmes apenas homens com calças elegantemente baixas.

Do que se trata o filme: Um homem sofre com o seu divórcio, e na situação de tristeza compra um software de inteligência artificial capaz de ter consciência, no sentido que ele tem uma visão própria de mundo e é capaz de evoluir o pensamento. E, obviamente, das consequências do relacionamento, discutindo as noções atuais da realidade de relacionamentos.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma Aventura Lego de Phil Lord e Chris Miller (The Lego Movie)

Trailer: 
Fala do filme: "Tudo é incrível." e "UUUUUUUH eu sou um fantasma UUUUUUUUH!" E hoje eu vou justificar minhas escolhas: a primeira será explicada devidamente na parte do detalhe, e a segunda é porque acho que ela mostra muito bem o clima fofinho e inocente do filme.
Vale a pena: Eu sou uma pessoa completamente apaixonada por animações, a ponto de ter saído de casa para ver O Lorax no cinema. Isso dito, digo ainda que acho que as animações realmente infantis estão no meio de uma baita crise criativa, com alguns filmes bons no meio de muitos ruins. E esse vale a pena, eu achei ele realmente legal e inspirado, e eu levaria uma criança para vê-lo tranquilamente, e ao mesmo tempo sei que a minha mãe acharia engraçado e bonitinho. Ele vale a pena porque a Lego soube ser engraçada sem precisar de estereótipos de gênero (meninas-princesas e meninos-carros), e fez uma crítica muito boa ao olhar de muitos adultos sobre o mundo infantil. E ainda tem vários personagens legais, como o Batman, Lanterna Verde, Gandalf e Dumbledore (imagino o que eles devem ter pagado para utilizar esses nomes).
Não vale a pena: Apesar das críticas pontuais feitas ao universo dos adultos, ele continua sendo um filme infantil, ou seja, não adianta ir achando que vai assistir a algo que vai completamente revolucionar a sua vida. E, é claro, não serve para quem acha insuportável a idéia de 1:30hr em uma sala cheia de crianças.
Gostei? Bom, é Lego e é animação. Eu não sei como poderia dar errado.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Dando uma olhada rápida nos créditos do filme, percebo que a música principal é feat The Lonely Island, que também acho bobo e engraçado.

Do que se trata o filme: Lego! É a história de um rapaz Lego que vive em uma cidade Lego e que não se sente especial em nada que faz. Mas aí ele se vê envolvido em uma profecia antiga que indica que ele é a única pessoa que pode salvar a cidade do Presidente Negócios, e passa então a lutar para descobrir o que há de especial dentro de si.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O segredo de seus olhos de Juan José Campanella (El secreto de sus ojos)

Trailer: 
Fala do filme: "O que você quer? Que eu passe o resto da vida como aposentado, que passe para lhe dar uma mão ou para oferecer um café? Eu quero escrever, o que tem de mal?"
Vale a pena: Tem o selo de Ricardo Darín como ator, o que já é o suficiente para atrair a minha atenção. Mas após a minha decepção com Trapaça, decidi que queria ver um filme que eu tivesse em casa e que houvesse pouca discussão: que fosse um filme considerado bom. E é. Não só pelas atuações e direções, mas porque conta uma história humana e emocionante. Ele vale a pena por causa do roteiro, que emociona de forma pouco usual, e é claro, porque teve atores e diretor à altura para interpretá-lo. E por fim, prova que filmes com orçamentos mais baixos podem ser bem melhores que os hollywoodianos.
Não vale a pena: Acho que o maior problema com esse filme é pegar alguém desavisado, achando que vai ser um policial cheio de ação, quando na verdade é um filme mais parado, mais lento. Logo, ele não vale para quem curte o típico filme de Hollywood, Os Mercenários da vida. Para aqueles que detestam espanhol (eu sei que tem gente que se irrita em ouvir determinadas línguas) também não vale (mesmo que eu ache ótimo ver filmes bons em línguas além de inglês).
Gostei? Gostei muito, e ele completamente acabou com a minha frustração com Trapaça.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Olá, burocracia! A quantidade de papelada burocrática que se vê no filme é de assustar mesmo uma brasileira já acostumada com burocracias.

Do que se trata o filme: Um ex-servidor argentino está aposentado e decide escrever sobre um crime que o chocou muito durante a sua carreira: o estupro e assassinato de uma jovem. Misturando momentos do presente e passado para contar a narrativa, o filme foca nas relações humanas entre os personagens nesse momento em que se revive o crime.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Trapaça de David O. Russel (American Hustle)

Trailer: 
Fala do filme: "Life's ridiculous. And you know I'd never say anything bad about your father in front of you, but your father is a sick son-of-a-bitch."
"Daddy's a sick son-of-a-bitch?"
"Don't repeat that... but yes!"
Vale a pena: É um filme bastante típico de Hollywood, que funciona para um entretenimento leve e sem compromissos. Não tem grandes complicações nem grandes emoções, gera algumas risadas e tem atuações muito boas. A adaptação histórica é bem legal, com aparição do lendário Studio 54, esmaltes coloridos, ternos de veludo, decotes profundos, cabelos ridículos e quadros de família pendurados nas paredes das casas.
Não vale a pena: Eu achei um roteiro bem fraquinho. Uma história como várias outras que já foram contadas inúmeras vezes, e sem grandes emoções, nem de tristeza nem de alegria. E honestamente, ele é classificado como uma comédia, mas em muitos poucos momentos eu vi alguém rindo. É um filme com o roteiro bem morno, mas que se torna um pouco mais interessante por conta da adaptação e atuações (e direção). E é mais um daqueles filmes longos e cansativos.
Gostei? Achei bem médio. Acho que minhas expectativas estavam muito altas, já que raramente comédias são nomeadas a grandes premiações. Achei que parece um Lobo de Wall Street ao contrário e bem mais chatinho.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Houve uma comoção em determinados pontos da sala quando se fala da cidade Albuquerque, New Mexico. O que prova que Breaking Bad realmente colocou a cidade no mapa.

Do que se trata o filme: É uma história sobre vários rolos. Quando um casal de trapaceiros é pego pelo FBI, eles precisam ajudar um agente para conseguirem se livrar das acusações. Só que o rolo acaba sendo muito maior que isso, e eles se envolvem em uma operação que envolve um fictício Sheik, para atrair outros trapaceiros. E é baseado em uma operação real do FBI.

E esse é o Bradley Cooper de bobs, o que é absolutamente bizarro.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A grande beleza de Paolo Sorrentino (La Grande Belleza)

Trailer: 
Fala do filme: "Você está enganada. A família é uma coisa bonita."
"Mas eu não fui feita para coisas bonitas". 
Vale a pena: Para os que detestam arte contemporânea, o filme é um prato cheio. Mas brincadeiras a parte, ele é um típico filme longo e muito mais palavras que ações, ou seja, um filme mais artístico, daqueles que muito poucas pessoas têm paciência de ver. Mas para aqueles dispostos, ele é um filme muito interessante, com belas atuações, fotografia sensacional e uma história que já foi contada muitas vezes (um escritor em bloqueio de inspiração, buscando-na) de um jeito bastante bonito e moderno. Vale a pena, no mínimo, para sair do circuito americano. 
Não vale a pena: Como disse ali em cima, esse filme acaba sendo restrito a um público acostumado a esse tipo de filme, o que eu acho ruim. E além disso, eu e minha companhia no cinema concordamos que em muitos momentos, o filme se demora demais, e percebe-se muitas pessoas na sala olhando o horário no celular.
Gostei? Gostei, mas como eu conheço pouco do cinema italiano eu sinto que perdi algumas das referências
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Angelina Jolie diva musa aparece em uma pontinha do filme. Acho que vi pessoas onde elas não existiam. Então tive que pensar em outra coisa, comecei a pesquisar sobre o filme e descobri que originalmente ele tinha 190 minutos. E isso me assustou.

Do que se trata o filme: A história de Jep, um escritor italiano que reside na alta sociedade de Roma, e que não consegue mais encontrar inspiração para escrever. A narrativa segue de seu aniversário de 54 anos, e mostra um pouco da frugalidade de sua vida e da busca por tal inspiração.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Menina Que Roubava Livros de Brian Percival (The Book Thief)

Trailer: 
Fala do filme: "I'm haunted by humans."
Vale a pena: É um adaptação de um livro bonito, que se transformou em um filme igualmente bonito. É uma abordagem pouco usual da 2ª Guerra Mundial, o que é bastante raro em filmes sobre o assunto. Ele mantém a beleza original do livro, o tom geral dele, com as suas ressalvas, é claro. É um filme que é ora feliz, ora triste, e que segue essa linha de filmes que tentam explicar a história de uma vida, de uma pessoa. No mínimo interessante, com boas atuações, boa adaptação histórica e uma fotografia sensacional.
Não vale a pena: Pode-se dizer que, no geral, é uma história triste, e uma história que exige calma para ser entendida em todos os detalhes, então não vale a pena para quem gosta apenas da parte de ação dos filmes. Alguns fãs do livro também podem não gostar tanto, mas temos que tentar lembrar que é uma adaptação, é claro. E vou dizer, essa mania de fazer filmes que se passam na Europa com todo mundo falando inglês é uma mania irritante de Hollywood (eu sei, eu sei, americanos não gostam de ver filmes com legendas).
Gostei? Sim.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Como o uniforme escolar vai mudando ao longo dos anos é uma maneira bem interessante de perceber como o pensamento nazista vai tomando conta da Alemanha. E a cena da biblioteca, pela primeira vez, é muito legal para todos os leitores por aí.

Do que se trata o filme: O filme conta a história de Liesel, a menina que roubava livros. O filme se inicia quando sua mãe a entrega para uma família, quando o nazismo se instaura na Alemanha, e se passa na nova vida de Liesel, com novos pai e mãe. A adaptação começa complicada, e ao mesmo tempo em que ela passa a de fato acontecer, vemos o nazismo realmente tomando conta da Alemanha, e as consequências disso no país. O primeiro conflito grande é quando a família passa a abrigar Max, filho judeu de um grande amigo de seu novo pai. E a partir disso temos uma visão do nazismo de quem estava dentro da Alemanha nazista, mas não envolvida com o partido.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Frankenstein - Entre Anjos e Demônios de Stuart Beattie (I, Frankenstein)

Trailer: 
Fala do filme: "Eu sou um príncipe demônio e você deve se ajoelhar perante a mim." (sim, lembra o Loki)
Vale a pena: Eu devo admitir que o melhor do filme é que ele é rápido. Ok, brincadeiras a parte, eu acho que deve valer a pena para quem gosta de filmes não intencionalmente trash, daqueles que tentam ser sérios mas não conseguem. Para os fãs dessas adaptações modernas de histórias antigas, também pode ser uma boa.
Não vale a pena: Ok, o filme começa bacana, com um Frankenstein mais sombrio, e vivendo na atualidade, e a premissa parece boa. Mas aí aparecem demônios (bem mal feitos, diga-se de passagem). Depois aparece uma ordem dos Gárgulas (sim, igual as gárgulas do Corcunda de Notre Dame). E aí sabemos que existe uma guerra secreta entre os dois, e não dá mais pra engolir um momento do filme, entre o roteiro hollywoodiano aos efeitos especiais mal feitos. Achei que não vale a pena para quase ninguém.
Gostei? Não. A parte que mais gostei foi quando acabou.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: O símbolo da Ordem dos Gárgulas parece muito com o símbolo da Epsilon, do GTA V. Mas quando parei pra ver direito, não é tão parecido assim.

Do que se trata o filme: Como já comecei a dizer acima, é a história de um Frankenstein moderno que se encontra no meio da guerra entre os Gárgulas e os Demônios, e tem que lidar com a sua questão de ser um ser único e como ele se encaixará nesse conflito.


Alabama Monroe de Felix van Groeningen (The Broken Circle Breakdown)


Trailer: 
Fala do filme: "I always knew. That it was too good to be true. That it couldn't last. That life is not like that, life is not generous. You mustn't love someone. You mustn't become attached to someone. Life begrudges you that. It takes everything away from you and it laughs in your face. It betrays you."
Vale a pena: O primeiro ponto importante é que a pessoa esteja preparada para ver um filme que tira uma lágrima mesmo da pessoa mais insensível, e que muito provavelmente ela vai chorar. É um filme com cenas pesadíssimas, e com diversas discussões importantes sobre religião, o sentido da vida e relacionamentos. Ele se passa de forma não contínua, com flashes do passado, presente e futuro, e tem uma sensibilidade geral que deixa todo o assunto mais interessante e mais bonito. As atuações também são, na minha opinião, impecáveis.
Não vale a pena: É um filme muito triste. Pessoas muito sensíveis podem ter um desconforto que pode ser exagerado. Também é um filme muito humano, bem parado, quem prefere os filmes de ação vai ficar entediado. É um filme que só deve ser visto por aqueles preparados para ficar com ele na cabeça por alguns dias, para digeri-lo melhor, é preciso estar disposto a entrar em uma pequena crise.
Gostei? Muito. Não chorava tanto desde Amor.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade não é difícil reparar nisso, mas acho incrível a forma que as músicas casam com o filme. Ele é inspirado por um musical homônimo (mas pelo que eu consegui entender, não tão triste), e achei a forma na qual as músicas são colocadas no filme orgânica, natural, o que tende a não acontecer muito em musicais. E o momento em que elas aparecem também é sempre bem encaixado.

Do que se trata o filme: Eu gostei de definir o filme como a história de um casal, contada de forma não linear. Desde quando eles se apaixonam até o fim do romance, com um fator de crise no meio (que na verdade é no começo do filme), quando sua filha apresenta um problema de saúde. Ficamos sabendo de todas as dificuldades, dúvidas e loucuras do casal, aos poucos.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese (The Wolf of Wall Street)

Trailer:
Fala do filme: "Let me tell you something. There's no nobility in poverty. I've been a poor man and I've been a rich man. And I choose rich every fucking time." (Palmas para o filme com mais "fuck"s da história do cinema).
Vale a pena: Quem já assistiu filmes com a combinação di Caprio e Scorsese sabe que tende a dar muito certo. Apesar da temática de bolsa de valores, não é complicado entender o texto caso você não saiba nada sobre mercado de ações, ele dá umas explicações simplificadas que permitem o entendimento do filme. A história é longa e pesada, mas conta com excelentes atuações, fotografia interessante e momentos de gargalhadas e outros de partir o coração. E fico feliz de ver a minha primeira sala completamente lotada do ano (e adiantamento da estréia, porque para mim se tem sessão ás 16:50hr não é pré-estréia, e a estréia era só dia 24/01).
Não vale a pena: Não adianta nem tentar ver o filme se você não aguenta quase 3 horas sentado em uma sala de cinema, e vi muitos desistentes durante a sessão. É um filme com grande retratação de drogas e bastante sexualizado para um grande indicado ao Oscar, então acho que também pode ser chocante para os que preferem passar longe desses temas.
Gostei? Leonardo di Caprio sempre é amor. Gostei, sim, do filme, mas não é o meu preferido da dobradinha Scorsese di Caprio.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Erro de tradução: eleven seconds é traduzido como quinze segundos.

Do que se trata o filme: Trata da maior parte da vida de um rapaz que se torna corretor na bolsa de valores dos EUA e acaba se tornando dono de um gigante banco de investimento com algumas questões legais um pouco furadas. Trata de diversas questões, desde o surgimento do impulso da ambição até as questões pessoais de sua vida (como os casamentos, filhos e etc). Mostra a construção e desconstrução da riqueza e do caráter, e como a riqueza pode comprar ou não a moralidade.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ninf()maníaca - Volume 1 de Lars von Trier (Nymph()maniac - Volume 1)

Trailer: 
Fala do filme: "Perhabs the only difference between me and other people is that I've always demanded more from the sunset, more spectacular colors when the sun hits the horizon. Perhabs that's my only sin."
Vale a pena: Acredito que fãs do diretor ou do elenco não ficarão nada decepcionados. Acho que esse é o principal público do filme (que estava com sessão lotada em plena segunda feira), mas também vale para quem quer ver um filme completamente ousado (tanto em forma como em conteúdo). E vale pelas atuações, e pelo trabalho lindo de fotografia. Tem momentos de se rir e de se emocionar.
Não vale a pena: É um dos filmes mais explícitos que já vi na vida, então não adianta, não serve para pessoas com pudores (mesmo, eu nunca desaconselho filmes, acho que as pessoas têm que tentar, mas esse envergonha de verdade os mais cheios de pudor, e a classificação etária tem que ser levada a sério. Não é tão complicado como em outros filmes do diretor, mas mesmo assim choca). Assim, acho que realmente essa é a principal limitação de público do filme, além da falta de interesse pelo diretor ou pelo assunto.
Gostei? Sim. Mas honestamente, não gostei da divisão em dois volumes, dado que limita muito o andamento do filme. Mesmo que dividido em capítulos, com um novo capítulo devendo ser o começo do segundo volume, eu preferia que fosse um filme muito longo do que dois separados. E acho completamente desrespeitoso lançar a versão com cortes no cinema, acho que compromete o sentido autoral do cinema como arte.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Na verdade tive a sorte ou azar de me deparar com essa notícia: http://www.berlinale.de/en/presse/pressemitteilungen/alle/Alle-Detail_20821.html . Amigos em Berlim, invejo-os completamente. E peço que prestem atenção na Uma Thurman, que eu adorei no papel.

Do que se trata o filme: Da história de uma ninfomaníaca que é encontrada na rua após um acidente por um homem e começa a explicar a sua história. Dividida em capítulos e bastante didática nos paralelos realizados com pesca, literatura e outros, vai se formando a personalidade daquela mulher, que busca explicar porque se considera uma pecadora.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Inch'Allah de Anäis Barbeau-Lavalette (Inch'Allah)

Trailer: 
Fala do filme: Não vou reproduzir a fala aqui, porque o filme perderia todo o sentido. Mas a última fala, de mãe e filho, é de dar nó na garganta.
Vale a pena: Eu considerei um filme excelente, mas para valer a pena a pessoa tem que estar completamente pesada para sair com a sensação de impotência e desgosto do cinema. É uma história forte por sua verossimilidade (bem ao contrário de Um drink no inferno, o outro filme postado hoje), e realizado de um modo mais palpável a quem não está acostumado ao cinema alternativo. Vale muito a pena pela ausência de filmes sobre a Palestina que chegam ao Brasil (este mesmo é de 2012 e só chegou aqui agora) e pela importância e atualidade da questão. 
Não vale a pena: Bom, acho que já ficou bastante claro que é um filme bastante forte, e que os mais sensíveis podem se sentir realmente desconfortáveis. Algo que me incomodou um pouco é a falta de acessibilidade para ver o filme, que está passando em uma ou duas salas. E também pode ser um pouco maçante para quem não tem nenhuma envolvimento com a causa palestina.
Gostei? Demais.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Minha família tem descendência árabe, e percebi que reconheço algumas palavras. Na música cantada no meio do filme, reconheci "cachorro" (calbi) e pássaro (asfur).

Do que se trata o filme: É a história de uma médica canadense que faz trabalho voluntário na Palestina e mora em Israel. Trata de vários conflitos de sua vida, como a amizade com uma mulher que ela atende e com uma soldado israelense que mora em seu prédio. Mostra bem o conflito dos dois mundos, assim como as semelhanças entre os dois lados, e tenta de certa forma explicar o porquê da panela de pressão atual na região.


Um drink no inferno de Robert Rodriguez (From dusk till dawn)

Trailer: 
Fala do filme: Pandemonium: Venha ser meu escravo.
Seth Gecko: Não, obrigado, eu já fui casado.
Vale a pena: Não adianta nem tentar ver se não for fã de filmes trash. É clássico do cinema trash, e pode acabar enganando nos primeiros 40 minutos quem realmente espera a história verossímil de irmãos ladrões. Vale a pena, então, para quem quer ver o George Clooney menos coxinha, em um papel completamente sem noção. Também é bem bacana para ver um Tarantino mais novo e atuando mais de 10 minutos em cena.
Não vale a pena: Para quem começa achando que era um filme de ação. Essa pessoa vai ter uma surpresa bastante engraçada, e pode facilmente desistir do filme. Não pode levar a sinopse muito a sério.
Gostei? Sim. Admito que vi esperando algo diferente, por nunca ter lido nada sobre o filme, mas valeu a pena.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Créditos para Tarantino, o roteirista.

Do que se trata o filme: Essa vai ser a sinopse mais curta de todas, porque eu não quero explicar o que acontece, senão o filme perde completamente a graça. Ele trata da história de dois irmãos ladrões que após um roubo seguem para o México para começar uma nova vida. Não farei comentários sobre como eles chegam lá nem de que nova vida é essa.