Fala do filme: "They danced down the streets like dingledodies, and I shambled after as I've been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones that never ywan or say a commomplace thing, but burn, burn, burn..."
Vale a pena: Acho que a exigência mínima para gostar do filme é não conhecer direito o livro e muito menos o contexto histórico no qual ele foi escrito e o alvoroço que ele gerou. Então, o filme deve valer a pena para quem quer só ver um filme um pouco pesado sobre uma juventude transviada alienada, ou quem quer só algumas cenas de sexo e uso de drogas jogadas misturadas com algumas atuações competentes. Ah, sim, e com certeza, muitos takes bonitos das estradas americanas, a fotografia é realmente muito bonita.
Não vale a pena: Para qualquer pessoa que tenha um conhecimento mínimo sobre o livro, e entende sobre a geração beatnick o suficiente para entender que não foi algo assim que a inspirou. Não vale a pena para pessoas que se chocam com cenas fortes de sexo e abuso de drogas, além de pessoas como eu que não conseguem suportar a Kristen Stwart (apesar que ela está melhor nesse filme.) Não vale a pena para as pessoas que criaram expectativas pelo trailer, que é aquele típico filme no qual o trailer é muito melhor que o filme (o que explica a quantidade de gente que foi saindo da sala ao longo do filme).
Gostei? Não. Eu gosto do livro, e fiquei realmente decepcionada com o filme que levou de nada a lugar algum, só colocou algumas cenas do filme em progressão sem se dar ao trabalho de explicar nada sobre o que estava acontecendo.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Progressão das unhas roídas pintadas de vermelho da Stwart ao longo do filme. Elas começam ótimas, e vão piorando.
Do que se trata o filme: (O FILME, NÃO O LIVRO)
O filme trata da história dos dois amigos Sal Paradise, um nova-iorquino, e Dean Moriaty, um jovem cidadão de qualquer lugar, e de sua amizade, principalmente enquanto eles viajam atravessando a América. Nessas viagens, eles acabam agregando mais diversos personagens (interessantes), como Marylou, jovem esposa de Dean, Carlo Marx, amigo também escritor de Sal, e Ed Dunkel. A maioria das cenas é gravada na estrada, com algumas pausas maiores em Denver e Nova Iorque.

Aninha, não li o livro, mas já li Kerouac e algo sobre ele e bom, discordo bastante. Conhecer o contexto histórico dos beats e toda a sua influência, pelo contrário, faz você apreciar mais ainda o filme. Apesar de não tocar só bebop, todas as referências ao gênero em mutação são boas e pertinentes e os americanos dos anos 50 me parecem bem retratados, aquela cena que o policial aborda eles, segundos após o rádio falar sobre comunismo é genial! E bom, não sei se você leu o manuscrito original que foi lançado uns anos atrás, mas ele misturou referências à ele e ao livro editado.
ResponderExcluirÉ inclusive, uma contradição falar que só vai gostar quem leu e afirmar que ele não teve continuidade ou explicação, eu não conhecia a história e entendi tudo muito bem.
Quanto à Kristen Stewart eu achei ótimo, mas sei que é polêmica, o filme pra mim foi muito sensitivo na real. Sem falar que de modo algum dá pra avaliar os beats como os alienados, é justamente o contrário. Sugiro que você reveja o filme de coração mais aberto, mais como um tributo à grande obra beatnik.