domingo, 31 de julho de 2016

A lenda de Tarzan, dirigido por David Yates (The legend of Tarzan)

Trailer: 
Fala do filme: “I wanna go home.” “This is out home.” “Trying to keep me here just won’t work.” (“Eu quero ir para casa.” “Essa é nossa casa.” “Tentar me manter aqui não vai funcionar.”)
Vale a pena: Esse foi um filme que eu fui quase sem expectativas (exceto minha mãe e irmã que falaram que era legal), e que acabei me encantando em vários aspectos. Em primeiro lugar, pelo conflito do filme, que mostra a cultura europeia como a real opressora que ela foi no neocolonialismo africano, o que não é o mais comum para os padrões de super-produção hollywoodiana. Em segundo lugar, porque ele tem alguns detalhes que geralmente são ignorados, mas que fazem sentido: como as tribos africanas são diferentes entre si, com pinturas, línguas, estrutura física, tudo, diferente, mesmo sendo da mesma região que a Europa decidiu que seria um país. E em terceiro, pelo visual geral da obra, com todas as cenas reais e “falsas” (de efeitos especiais) sendo de tirar o fôlego. O filme vale a pena para quem quer assistir algo extremamente bem feito, mas que tem um pingo de noção crítica sobre a história da humanidade, além de quem adorava o Tarzan quando era criança e que quer ver uma releitura um pouco mais adulta do personagem. Ah, e mesmo com sono, esse é um dos que dá para assistir, que ele é bem agitado!
Não vale a pena:.Ir esperando um filme completamente cabeça, com uma profundidade psicológica gigantesca, personagens com grandes conflitos internos. O filme tem esse conflito de colonizado vs. colonizador em diversos níveis, mas ele não foca exatamente em conflitos internos e em qual é a moralidade de cada personagem. Além disso, me incomoda um pouco que uma personagem tão legal como a Jane tenha acabado exatamente igual a qualquer princesa da Disney, no fundo tendo que ser resgatada pelo seu verdadeiro amor.
Gostei? Sim, eu adorei! Recomendo que quem o veja assista aos créditos e repare na quantidade de pessoas envolvidas apenas em fazer os seus efeitos especiais.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Bom, em primeiro lugar, que coisa horrorosa que foi a decoração interna do barco, com aquele cisne empalhado no canto. Além disso, achei legal a maneira que eles usaram o branco: no geral, ele mostra a separação das pessoas que estavam explorando o Congo dos moradores, como um sinal de “nobreza”. Já para Jane, quando ela chega na África e se vê realmente feliz, ela passa a usar a cor, que para ela simboliza uma verdadeira felicidade.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Todos os cinemas.
PS: Não sou a maior conhecedora da história da África, afinal, esse é um assunto estramente pouco discutido no Brasil. Se eu tiver falando alguma besteira, peço UM MILHÃO DE VEZES que alguém me avise. 


Do que se trata o filme: É uma continuação da história do Tarzan, com ele já adaptado à sua vida na Europa com a Jane, e precisando voltar para o Congo para tentar resolver alguns dos conflitos do país.

Gente essa cicatriz é uma maravilha da arte das maquiagens.

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