Trailer:
Fala do
filme: “I wanna go home.” “This is out home.” “Trying to keep me here
just won’t work.” (“Eu quero ir para casa.” “Essa é nossa casa.” “Tentar me
manter aqui não vai funcionar.”)
Vale a
pena: Esse foi um filme que eu fui quase sem expectativas (exceto
minha mãe e irmã que falaram que era legal), e que acabei me encantando em
vários aspectos. Em primeiro lugar, pelo conflito do filme, que mostra a
cultura europeia como a real opressora que ela foi no neocolonialismo africano,
o que não é o mais comum para os padrões de super-produção hollywoodiana. Em segundo
lugar, porque ele tem alguns detalhes que geralmente são ignorados, mas que
fazem sentido: como as tribos africanas são diferentes entre si, com pinturas,
línguas, estrutura física, tudo, diferente, mesmo sendo da mesma região que a
Europa decidiu que seria um país. E em terceiro, pelo visual geral da obra, com
todas as cenas reais e “falsas” (de efeitos especiais) sendo de tirar o fôlego.
O filme vale a pena para quem quer assistir algo extremamente bem feito, mas
que tem um pingo de noção crítica sobre a história da humanidade, além de quem
adorava o Tarzan quando era criança e que quer ver uma releitura um pouco mais
adulta do personagem. Ah, e mesmo com sono, esse é um dos que dá para assistir,
que ele é bem agitado!
Não vale
a pena:.Ir esperando um filme completamente cabeça, com uma
profundidade psicológica gigantesca, personagens com grandes conflitos internos.
O filme tem esse conflito de colonizado vs. colonizador em diversos níveis, mas
ele não foca exatamente em conflitos internos e em qual é a moralidade de cada
personagem. Além disso, me incomoda um pouco que uma personagem tão legal como
a Jane tenha acabado exatamente igual a qualquer princesa da Disney, no fundo
tendo que ser resgatada pelo seu verdadeiro amor.
Gostei? Sim, eu
adorei! Recomendo que quem o veja assista aos créditos e repare na quantidade
de pessoas envolvidas apenas em fazer os seus efeitos especiais.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Bom, em primeiro lugar, que
coisa horrorosa que foi a decoração interna do barco, com aquele cisne
empalhado no canto. Além disso, achei legal a maneira que eles usaram o branco:
no geral, ele mostra a separação das pessoas que estavam explorando o Congo dos
moradores, como um sinal de “nobreza”. Já para Jane, quando ela chega na África
e se vê realmente feliz, ela passa a usar a cor, que para ela simboliza uma
verdadeira felicidade.
Tem no Netflix/Tá
passando no cinema? Todos os cinemas.
PS: Não sou a maior conhecedora da história da África, afinal, esse é um assunto estramente pouco discutido no Brasil. Se eu tiver falando alguma besteira, peço UM MILHÃO DE VEZES que alguém me avise.
Do que se
trata o filme: É uma continuação da história do Tarzan, com ele já adaptado à sua
vida na Europa com a Jane, e precisando voltar para o Congo para tentar
resolver alguns dos conflitos do país.
Gente essa cicatriz é uma maravilha da arte das maquiagens.

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