Trailer:
Fala do
filme: “Maybe that’s what ambition is. The seek for love. A lot of
love.” (“Talvez ambição seja isso. Uma busca pelo amor. Muito amor.”)
Vale a
pena: Os últimos tempos têm sido muito favoráveis para os filmes
documentais sobre música, seja no cenário internacional (Amy, Nina Simone)
quanto no Brasil (Chico, Raul Seixas, Tropicália), e eu acho isso muito bom. A
música e o cinema sempre se complementam, e a maioria dos cantores têm uma boa
história para ser contada, então por que não juntar essas duas coisas? E esse
filme realmente não foge à regra: a história de Janis, contada nas telas, é
realmente fantástica, desde a sua relação com a música e a plateia até o seu
final trágico, e inclusive tem muitas semelhanças com a de Amy Winehouse. O
filme vale a pena para quem tem interesse nessas histórias trágicas e que quer
entender melhor o que aconteceu com ela. Além disso, como ela já morreu há
muito tempo, há toda a questão de que não há muitas fontes diretas sobre a sua
vida, e achei a solução que encontraram para isso bacana, com o uso de cartas
que ela escreveu para família, algumas poucas entrevistas que passaram com ela
na televisão, e muitas pessoas que a conheceram ainda viva dando depoimentos.
Achei incrível ver o carinho que algumas dessas pessoas ainda têm por ela,
fiquei realmente emocionada com os depoimentos. E bom, ela era uma mulher que,
apesar de seus problemas, teve um grande desprendimento social e pôde fazer o
que ela quis, e é muito inspirador pensar que isso já estava acontecendo com
mulheres nos anos 1960.
Não vale
a pena: O filme começa de maneira arrepiante, com um depoimento de Janis
sobre porque ela gostava de cantar e sobre o porquê dela amar o rock and roll.
Mas senti que depois disso, o filme fica meio frio, seguindo uma fórmula de
apresentar as coisas ano a ano extremamente linear, usando os mesmos recursos
para representar as mesmas coisas, então todo o meio do filme ficou meio
entediante (não por conta da história, mas da apresentação dela), e depois ele
tem um fim novamente impactante. Ou seja, não é um filme para quem vai ver com
sono, nem para quem espera algo muito agitado.
Gostei? Honestamente,
não muito. Eu fui esperando um desses documentários maravilhosos como os que
citei acima, não achei que ele estava nesse mesmo patamar.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Recentemente, estava conversando
com uma amiga lésbica e ela me explicou que aparentemente é um estereótipo
lésbico saber sobre horóscopo. Considerando a quantidade de vezes que ela fala
sobre isso no filme, eu acharia que ela era lésbica, se não fosse o fato de ela
também se relacionar com homens.
Tem no Netflix/Tá
passando no cinema? Reserva e Espaço Itaú.
Do que se
trata o filme: É uma cinebiografia da Janis Joplin, tentando analisar um pouco
do que aconteceu em sua vida, até sua morte.
Uma mulher incrível, um filme médio

Nenhum comentário:
Postar um comentário