quarta-feira, 27 de julho de 2016

Janis: Little Girl Blue, dirigido por Amy Berg (Janis: Little Girl Blue)

Trailer: 
Fala do filme: “Maybe that’s what ambition is. The seek for love. A lot of love.” (“Talvez ambição seja isso. Uma busca pelo amor. Muito amor.”)
Vale a pena: Os últimos tempos têm sido muito favoráveis para os filmes documentais sobre música, seja no cenário internacional (Amy, Nina Simone) quanto no Brasil (Chico, Raul Seixas, Tropicália), e eu acho isso muito bom. A música e o cinema sempre se complementam, e a maioria dos cantores têm uma boa história para ser contada, então por que não juntar essas duas coisas? E esse filme realmente não foge à regra: a história de Janis, contada nas telas, é realmente fantástica, desde a sua relação com a música e a plateia até o seu final trágico, e inclusive tem muitas semelhanças com a de Amy Winehouse. O filme vale a pena para quem tem interesse nessas histórias trágicas e que quer entender melhor o que aconteceu com ela. Além disso, como ela já morreu há muito tempo, há toda a questão de que não há muitas fontes diretas sobre a sua vida, e achei a solução que encontraram para isso bacana, com o uso de cartas que ela escreveu para família, algumas poucas entrevistas que passaram com ela na televisão, e muitas pessoas que a conheceram ainda viva dando depoimentos. Achei incrível ver o carinho que algumas dessas pessoas ainda têm por ela, fiquei realmente emocionada com os depoimentos. E bom, ela era uma mulher que, apesar de seus problemas, teve um grande desprendimento social e pôde fazer o que ela quis, e é muito inspirador pensar que isso já estava acontecendo com mulheres nos anos 1960.
Não vale a pena: O filme começa de maneira arrepiante, com um depoimento de Janis sobre porque ela gostava de cantar e sobre o porquê dela amar o rock and roll. Mas senti que depois disso, o filme fica meio frio, seguindo uma fórmula de apresentar as coisas ano a ano extremamente linear, usando os mesmos recursos para representar as mesmas coisas, então todo o meio do filme ficou meio entediante (não por conta da história, mas da apresentação dela), e depois ele tem um fim novamente impactante. Ou seja, não é um filme para quem vai ver com sono, nem para quem espera algo muito agitado.
Gostei? Honestamente, não muito. Eu fui esperando um desses documentários maravilhosos como os que citei acima, não achei que ele estava nesse mesmo patamar.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Recentemente, estava conversando com uma amiga lésbica e ela me explicou que aparentemente é um estereótipo lésbico saber sobre horóscopo. Considerando a quantidade de vezes que ela fala sobre isso no filme, eu acharia que ela era lésbica, se não fosse o fato de ela também se relacionar com homens.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Reserva e Espaço Itaú.


Do que se trata o filme: É uma cinebiografia da Janis Joplin, tentando analisar um pouco do que aconteceu em sua vida, até sua morte.


Uma mulher incrível, um filme médio

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