domingo, 14 de fevereiro de 2016

A garota dinamarquesa, dirigido por Tom Hooper (The Danish Girl)

Trailer:
Fala do filme: “I need to see Einar.” “Let me help, please?” “I need my husband, can you get him?” “I can’t.” “I need to talk to my husband, and I need to hold my husband. Can you at least try?” “I’m sorry.” (“Eu preciso ver o Einar.” “Posso ajudar, por favor?” “Eu preciso do meu marido, posso ficar com ele?” “Eu não posso.” “Eu preciso falar com o meu marido, e eu preciso estar com ele. Você pode ao menos tentar?” “Desculpe.”).
Vale a pena: Vivemos em uma era de muita dificuldade sobre falar sobre pessoas trans, então acho que no mínimo o filme merece ser visto por trazer essa discussão a um público maior e conseguir sensibilizar mais pessoas, trazer mais visibilidade a elas. Acho que o filme vale a pena exatamente por ter uma sensibilidade que consegue mostrar o conflito interno da Lili, a dificuldade enfrentada em uma época ainda mais complicada que hoje, o desconforto e sofrimento que a descoberta de ser trans lhe causou e às pessoas ao seu redor, e ao mesmo tempo como o amor e a amizade são extremamente importantes. Com algumas cenas maravilhosas da Dinamarca que me fizeram ter vontade de ir para lá, misturado com boas atuações, o filme se torna bonito, triste, e um pequeno tapa na cara com luva de pelica. É um bom filme para causar reflexões, ainda mais pensando que esse foi um caso tão antigo, e ainda temos muitas pessoas trans morrendo todos os dias no mundo por conta de sua identidade de gênero.
Não vale a pena: Para quem acha que ideologias de gênero e militância são baboseira, acho que o filme não vai acrescentar muito, mas não custa ver, vai que te ajuda a entender uma coisa ou outra. Além disso, acho que o filme não vale a pena para quem espera um desenvolvimento rápido, algo muito dinâmico, um filme tranquilo para passar uma tarde (ainda que uma das minhas poucas críticas é que, talvez por causa do pouco tempo que tem um filme, o desenvolvimento da Lili acabe sendo um pouco rápido demais). Quem não quer pensar, pelo menos um pouco, não deve vê-lo.
Gostei? Sim!
Detalhe que provavelmente só eu reparei: De novo, o que reparei veio de um pouco de pesquisa antes de ver o filme. Assim como no caso do filme do Jobs, nesse filme apesar de haver uma inspiração no que aconteceu de verdade, algumas coisas não são exatamente como retratadas: a Gerda era bissexual, provavelmente a Lili não foi a primeira mulher a realizar a cirurgia de mudança de sexo, as pinturas foram alteradas para parecer mais com os atores, apesar de tentar dar visibilidade às pessoas trans, o papel principal não foi oferecido oficialmente a nenhuma mulher trans, e há poucos papeis secundários que são representados por pessoas trans.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Cinemas.

Do que se trata o filme: Gerda e Einar vivem um casamento feliz, apesar de algumas decepções relacionadas à natalidade e a falta de sucesso de Gerda como pintora. Mas toda essa situação se altera quando Einar se descobre uma mulher transexual.

Não queria deixar a Vikander de lado da foto, que ela também está incrível no filme,

Nenhum comentário:

Postar um comentário