Trailer:
Fala do
filme: “I need to see Einar.” “Let me help, please?” “I need my
husband, can you get him?” “I can’t.” “I need to talk to my husband, and I need
to hold my husband. Can you at least try?” “I’m sorry.” (“Eu preciso ver o
Einar.” “Posso ajudar, por favor?” “Eu preciso do meu marido, posso ficar com
ele?” “Eu não posso.” “Eu preciso falar com o meu marido, e eu preciso estar
com ele. Você pode ao menos tentar?” “Desculpe.”).
Vale a
pena: Vivemos em uma era de muita dificuldade sobre falar sobre
pessoas trans, então acho que no mínimo o filme merece ser visto por trazer
essa discussão a um público maior e conseguir sensibilizar mais pessoas, trazer
mais visibilidade a elas. Acho que o filme vale a pena exatamente por ter uma
sensibilidade que consegue mostrar o conflito interno da Lili, a dificuldade
enfrentada em uma época ainda mais complicada que hoje, o desconforto e
sofrimento que a descoberta de ser trans lhe causou e às pessoas ao seu redor,
e ao mesmo tempo como o amor e a amizade são extremamente importantes. Com algumas
cenas maravilhosas da Dinamarca que me fizeram ter vontade de ir para lá,
misturado com boas atuações, o filme se torna bonito, triste, e um pequeno tapa
na cara com luva de pelica. É um bom filme para causar reflexões, ainda mais
pensando que esse foi um caso tão antigo, e ainda temos muitas pessoas trans
morrendo todos os dias no mundo por conta de sua identidade de gênero.
Não vale
a pena: Para quem acha que ideologias de gênero e militância são
baboseira, acho que o filme não vai acrescentar muito, mas não custa ver, vai
que te ajuda a entender uma coisa ou outra. Além disso, acho que o filme não
vale a pena para quem espera um desenvolvimento rápido, algo muito dinâmico, um
filme tranquilo para passar uma tarde (ainda que uma das minhas poucas críticas
é que, talvez por causa do pouco tempo que tem um filme, o desenvolvimento da
Lili acabe sendo um pouco rápido demais). Quem não quer pensar, pelo menos um
pouco, não deve vê-lo.
Gostei? Sim!
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: De novo, o que reparei veio de
um pouco de pesquisa antes de ver o filme. Assim como no caso do filme do Jobs,
nesse filme apesar de haver uma inspiração no que aconteceu de verdade, algumas
coisas não são exatamente como retratadas: a Gerda era bissexual, provavelmente
a Lili não foi a primeira mulher a realizar a cirurgia de mudança de sexo, as
pinturas foram alteradas para parecer mais com os atores, apesar de tentar dar
visibilidade às pessoas trans, o papel principal não foi oferecido oficialmente
a nenhuma mulher trans, e há poucos papeis secundários que são representados
por pessoas trans.
Tem no
Netflix/Tá passando no cinema? Cinemas.
Não queria deixar a Vikander de lado da foto, que ela também está incrível no filme,

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