domingo, 21 de fevereiro de 2016

O Quarto de Jack, dirigido por Lenny Abrahamson (Room)

Trailer: 
Fala do filme: “I've been in the world 37 hours. I've seen pancakes, and a stair, and birds, and windows, and hundreds of cars. And clouds, and police, and doctors, and grandma and grandpa. But Ma says they don't live together in the hammock house anymore. Grandma lives there with her friend Leo now. And Grandpa lives far away. I've seen persons with different faces, and bigness, and smells, talking all together. The world's like all TV planets on at the same time, so I don't know which way to look and listen. There's doors and... more doors. And behind all the doors, there's another inside, and another outside. And things happen, happen, HAPPENING. It never stops. Plus, the world's always changing brightness, and hotness. And there's invisible germs floating everywhere. When I was small, I only knew small things. But now I'm five, I know EVERYTHING.” (“Eu estou no mundo há 37 horas. Eu vi panquecas, e escadas, e pássaros, e janelas, e centenas de carros. E nuvens, e polícia, e doutores, e a vovó e o vovô. Mas a Mãe disse que eles não vivem mais na casa com a rede juntos. A vovó mora com seu amigo Leo agora. E o vovô mora longe. Eu vi pessoas com caras diferentes, e grandezas, e cheiros, todas falando juntas. O mundo é como todas as tevês do mundo ao mesmo tempo, então eu não sei para onde olhar e ouvir. Há portas e ais portas. E atrás das portas, há outro interior, e outro exterior. E as coisas acontecem, acontecem, ACONTECENDO. E nunca para. E mais, o mundo está sempre mudando de luminosidade e quentura. E há vermes invisíveis voando em todos os lugares. Quando eu era pequeno, eu só sabia de coisas pequenas. Mas agora eu tenho cinco, e sei de TUDO.”)
Vale a pena: O filme vale a pena por trazer um roteiro muito bem pensado, com um drama muito pesado conseguindo se trazer como mais leve simplesmente pela sua sensibilidade e boa escolha de palavras. É um filme que vale a pena para quem quer sair do cinema ao mesmo tempo que tenso, também um pouco maravilhado. Os conflitos que o filme levanta são muito complexos, como quanto à criação de uma criança em cativeiro, como é a adaptação de uma família após anos de presa, como é o comportamento de uma criança diante de uma realidade nova, e o modo que essas reflexões são trazidas pelo filme, principalmente através da visão do Jack, dão uma visão muito nova, fresca, e bonita, seja o resultado final. Vale a pena pelas atuações, principalmente do Jacob Tremblay, que rouba completamente a cena, e pelo simples fato de ele não ser um blockbuster, mas um filme com um elenco enxuto e que consegue trazer o roteiro ao seu máximo.
Não vale a pena: A carga de drama do filme é bastante alta, e eu não recomendaria ele para ninguém que passou por situações de cativeiro pelo simples fato de que ele pode ser bastante traumático. Ele também não é, claramente, aquele filme despretensioso, para ver em uma tarde tranquila apenas para relaxar, então se a ideia é um entretenimento tranquilo, posso recomendar que esse não seja o escolhido.
Gostei? Sim, e inclusive é um dos meus favoritos para o Oscar.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Considerando toda a ideia da Joy de trazer o máximo de normalidade possível a aquele ambiente hostil, acho um detalhe legal perceber que durante todo o tempo de cativeiro ela continua usando um anel e um colar, algo que ela não precisaria fazer, mas que dá essa sensação de que as coisas estão menos piores do que a realidade. Ah, e também o fato de o Jacob dizer que está em um PAÍS chamado América (ai, Estados Unidos, por que essa mania?).
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Muitas e muitas sessões de cinema.


Do que se trata o filme: É uma história fictícia de uma mãe e seu filho que são mantidos em cativeiro por muitos anos, e que conseguem fugir. Trata tanto de toda a adaptação da mãe àquele ambiente hostil para a criança, como da readaptação que ambos têm que fazer ao mundo.

Jacob dá o show, mas a Brie também arrasa.

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