Amores Brutos
Trailer:
Fala do
filme: "Naquela época, eu pensei que havia coisas mais
importantes do que estar com você e sua mãe. Eu queria tentar mudar o mundo, e
aí compartilhar com você. Eu falhei, como você pode perceber.”
Vale a
pena: É impressionante como um filme extremamente bem feito pode
parecer atemporal, que é o que acontece com esse (exceto pelos celulares
antigões). O filme vale a pena para todas as pessoas que gostam de uma boa
trama, cheia de carga emocional e meandros, com atuações realmente de tirar o
fôlego, e que está bem fora daquilo que estamos acostumados a ver no cinema
norteamericano. Vale a pena para quem está querendo se adaptar a cinemas menos
comerciais, também, porque apesar de ser ~diferentão~ ele ainda segue uma
narrativa bem lógica, que não confunde o espectador. Além disso, considerado a
hype que o diretor está atualmente, faz sentido conhecer melhor a sua obra e
sua evolução.
Não vale
a pena: Bom, se a ideia de um filme com três narrativas diferentes
que se tangenciam não for a sua cara, com certeza nem esse filme nem essa
trilogia agradarão. O filme também não é o melhor para quem gostou dos últimos
filmes do diretor, e só quer assistir se for algo no mesmo sentido, porque ele
é bem diferente.
Gostei? Sim,
e muito.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: O filme é dos anos 2000,
mas a Suzana bem que usa anéis, pulseiras e colares do tipo tatuagem, que eram
muito famosos nos anos 1990 e que recentemente voltaram à moda.
Tem no
Netflix/Tá passando no cinema? Netflix.
Do que se
trata o filme: São três histórias sobre decisões de vida relacionadas ao
amor que se cruzam em um acidente de carro. A primeira, sobre um rapaz
apaixonado pela cunhada, a segunda sobre um homem que larga a esposa por uma
modelo, e a terceira sobre um homem que realiza assassinatos por encomendas.
21 gramas
Trailer:
Fala do
filme: "You can help me die better. That's what you're
saying. You can help me die BETTER. Well, I'm not gonna do that, okay? I'd
rather die outside.” (“Você pode me ajudar a morrer de forma melhor. É isso que
você está falando. Você pode ne ajudar a morrer MELHOR. Bom, eu não farei isso,
certo? Eu prefiro morrer lá fora.”)
Vale a
pena: Para quem gostou do Amores Brutos, a chance de gostar
desse também é alta. Vale a pena para quem gosta dessa ideia de roteiro com
vidas que se encontram, mas que topa um pouco mais de reflexão sobre o filme
porque esse não é contado de maneira temporal (tem flashbacks para o futuro e o
passado). Também vale a pena para as pessoas que têm algum tipo de preconceito
com o espanhol, porque nesse filme são usados apenas diálogos em inglês (olha
Hollywood chegando aí). Por fim, é um filme que vale a pena pela profundidade
de seus personagens, que são tão interessantes por conta das performances de
atores muito bons (não vou destacar só um, porque são todos).
Não vale
a pena: Esse não é um bom filme para quem tem o estômago fraco ou está
sensível, porque tem algumas cenas muito fortes, e outras muito tristes. É um
filme pouco indicado para quem quer um filme leve e tranquilo, porque além
disso, é necessário prestar bastante atenção e pensar sobre o filme, para que
ele faça total sentido na sua cabeça.
Gostei? Gostei.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Se você é um ex´-alcóolatra
loucão curado pela palavra de Jesus, o que você faz com suas orelhas furadas?
Coloca brincos em formato de cruz, é claro!
Tem no
Netflix/Tá passando no cinema? Infelizmente em nenhum dos dois.
Do que se
trata o filme: Novamente se trata da história de três famílias. A
primeira, mais simples, começa com o dia-a-dia de um casal e suas duas filhas,
sem grandes empecilhos. A segunda, de um casal no qual o marido tem uma doença
no coração e está na fila de espera para um transplante. A terceira é sobre
outra família, com um pai alcóolatra curado por Jesus, sua esposa, e seus dois
filhos.
Babel
Trailer:
Fala do
filme: "You understand? We gotta call nine-one-one.” “Don’t
leave me, please! (“Você entende? Precisamos ligar para a emergência.” “Não me
abandone, por favor.”)
Vale a
pena: Puts, o filme é um final perfeito para essa trilogia. Acho
que ele vale a pena para quem gostou dos outros dois, e o que é interessante é
que pelo fato de os filmes terem essa estrutura de haver tangência entre as
histórias a partir de algum acidente, pode-se pensar que eles seriam muito
parecidos, o que não acontece: achei todos bons, mas bem diferentes. Nesse
caso, também é necessário estar disposto a pensar, pois é um filme longo,
denso, e com aquela mesma estrutura. O filme vale a pena pela arte maravilhosa
em tela, e também pelas atuações muito boas, que não deixam a desejar em
momento algum. Acho sempre legal ressaltar também que como o filme se passa em
diversos locais, é respeitado que cada lugar tenha a sua língua. Ou seja,
mexicanos falam espanhol, árabes falam árabe e japoneses falam japonês.
Não vale
a pena: Bom, como já dito, nenhum desses vale a pena para quem
quer um filme intelectualmente tranquilo e sem cenas fortes. Ah, e uma coisa
para quem está com preguiça: a trilogia como um todo não vale a pena para quem
está com preguiça, porque cada filme tem mais de duas horas.
Gostei? Sim,
gostei da trilogia como um todo.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Olha esses filmes lançando
tendência. Se no primeiro são as gargantilhas, nesse tem os cabelos coloridos
das japonesas. O que também é interessante de olhar na trilogia é como os
filmes vão se tornando cada vez mais orientais, seja pela língua, seja pela
técnica, ou pela fotografia (até os recados no fim do filme passam para o
inglês).
Tem no
Netflix/Tá passando no cinema? Sim, a última parte da trilogia
está no Netflix.
Do que se
trata o filme: Agora são quatro histórias ao redor do globo que se
interconectam: em um vilarejo árabe, uma família compra um rifle; uma menina
japonesa surda-muda que tem dificuldades em se relacionar com meninos, que a
tratam mal pela deficiência; um pai e uma mãe que estão de férias para
reconstruir seu casamento; e seus filhos com a empregada, nos EUA.
E o Oscar vai para...

Nenhum comentário:
Postar um comentário