domingo, 19 de junho de 2016

Mais forte que o mundo - A história de José Aldo, dirigido por Afonso Poyart (Mais forte que o mundo - A história de José Aldo)

Trailer: 
Fala do filme: “Você é feliz, mãe?” “Olha, quando seu pai é bom, ele é ótimo.” “E quando é que foi que ele começou a bater em você?” “Isso é hora de fazer esse tipo de pergunta, filha?”
Vale a pena: Para começar, acho importante dizer que essa é uma das produções brasileiras mais bonitas e bem feitas que eu já assisti. O filme é bem dirigido, com boas atuações, locações muito legais e que já dizem muito por si só, trilha sonora muito bem colocada. É legal ver a história de um lutador de MMA que praticamente vai de zero a herói passando pela sua frente em um tempo curto que tem um filme, e acho que ele deixa bem claro qual foi o caminho que ele percorreu e as dificuldades que ele teve para chegar ao topo da carreira. Os efeitos especiais são muito bem feitos, e as cenas em câmera lenta funcionam lindamente como efeito visual (a que quebram os objetos de decoração, em particular, até me arrepiou). Assim, como eu sou uma pessoa que não sabe nada sobre luta além do que eu assisti nos Rockys da vida, acho que o filme vale a pena para qualquer pessoa que tenha um interesse por histórias humanas, que o resto da produção faz com que ele se torne interessante para os que não são fãs. Admito que na primeira vez que vi o trailer no cinema, sem nem saber sobre o que era, já gostei apenas pela sua estética, e achei muito legal que eles tenham incluído detalhes bem regionais brasileiros na obra, como as palafitas em Manaus e a vista da favela no Rio. Também curti o fato de a historinha que o pai do Aldo conta no começo do filme ser usada como exemplo diversas vezes, porque dá uma boa união ao roteiro que se passa em diferentes fases da vida dele.
Não vale a pena: Pensando no que pode ser criticado no filme, eu consigo ver duas coisas principais que me incomodaram. A primeira é o fato de que, por se tratar de uma exaltação ao herói Aldo, acaba havendo um perdão à sua personalidade complicada e explosiva, assim como ao seu pai, que me parece bastante inverossímil pensando na vida real. Além disso, o que me incomodou um pouco é que a mudança que ocorre na personagem da Cleo Pires acaba ocorrendo de uma maneira muito súbita, não há pequenas cenas que mostrem que sua personalidade esteja mudando, então na cena em que eles brigam na cozinha, a pessoa que assiste fica meio sem entender como ela passou a ser aquela pessoa. Então, apesar de eu recomendar o filme para quem não conhece de MMA (e imagino que os grandes fãs vão amar), quem quer assistir a um filme muito focado na psicologia dos personagens vai ficar meio sem entender esse.
Gostei? Olha, eu gostei muito mais do que esperava gostar.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Foram dois. O primeiro é que quase todas as moças do filme pintam as unhas de cores pouco usuais, o que é bem a cara desse nosso país (sou/amo unhas azuis). E o segundo, é que uma hora o Aldo está com notas de cem, e são notas novas, o que acho que não existia naquela  época.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Está passando em diversos cinemas.


Do que se trata o filme: Trata-se de uma cinebiografia romantizada do atleta de MMA José Aldo, que parte da sua vida complexa com o pai alcóolatra até alcançar o topo de sua carreira.

De boas aqui tirando um cochilo

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