Trailer:
Fala do
filme: “Você é feliz, mãe?” “Olha, quando seu pai é bom, ele é ótimo.” “E
quando é que foi que ele começou a bater em você?” “Isso é hora de fazer esse
tipo de pergunta, filha?”
Vale a
pena: Para começar, acho importante dizer que essa é uma das
produções brasileiras mais bonitas e bem feitas que eu já assisti. O filme é
bem dirigido, com boas atuações, locações muito legais e que já dizem muito por
si só, trilha sonora muito bem colocada. É legal ver a história de um lutador
de MMA que praticamente vai de zero a herói passando pela sua frente em um
tempo curto que tem um filme, e acho que ele deixa bem claro qual foi o caminho
que ele percorreu e as dificuldades que ele teve para chegar ao topo da
carreira. Os efeitos especiais são muito bem feitos, e as cenas em câmera lenta
funcionam lindamente como efeito visual (a que quebram os objetos de decoração,
em particular, até me arrepiou). Assim, como eu sou uma pessoa que não sabe
nada sobre luta além do que eu assisti nos Rockys da vida, acho que o filme
vale a pena para qualquer pessoa que tenha um interesse por histórias humanas,
que o resto da produção faz com que ele se torne interessante para os que não
são fãs. Admito que na primeira vez que vi o trailer no cinema, sem nem saber
sobre o que era, já gostei apenas pela sua estética, e achei muito legal que
eles tenham incluído detalhes bem regionais brasileiros na obra, como as
palafitas em Manaus e a vista da favela no Rio. Também curti o fato de a
historinha que o pai do Aldo conta no começo do filme ser usada como exemplo
diversas vezes, porque dá uma boa união ao roteiro que se passa em diferentes
fases da vida dele.
Não vale
a pena: Pensando no que pode ser criticado no filme, eu consigo ver duas
coisas principais que me incomodaram. A primeira é o fato de que, por se tratar
de uma exaltação ao herói Aldo, acaba havendo um perdão à sua personalidade
complicada e explosiva, assim como ao seu pai, que me parece bastante
inverossímil pensando na vida real. Além disso, o que me incomodou um pouco é
que a mudança que ocorre na personagem da Cleo Pires acaba ocorrendo de uma
maneira muito súbita, não há pequenas cenas que mostrem que sua personalidade
esteja mudando, então na cena em que eles brigam na cozinha, a pessoa que
assiste fica meio sem entender como ela passou a ser aquela pessoa. Então,
apesar de eu recomendar o filme para quem não conhece de MMA (e imagino que os
grandes fãs vão amar), quem quer assistir a um filme muito focado na psicologia
dos personagens vai ficar meio sem entender esse.
Gostei? Olha, eu
gostei muito mais do que esperava gostar.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Foram dois. O primeiro é que
quase todas as moças do filme pintam as unhas de cores pouco usuais, o que é
bem a cara desse nosso país (sou/amo unhas azuis). E o segundo, é que uma hora
o Aldo está com notas de cem, e são notas novas, o que acho que não existia
naquela época.
Tem no Netflix/Tá
passando no cinema? Está passando em diversos cinemas.
Do que se
trata o filme: Trata-se de uma cinebiografia romantizada do atleta de MMA José
Aldo, que parte da sua vida complexa com o pai alcóolatra até alcançar o topo
de sua carreira.
De boas aqui tirando um cochilo

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