segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tomboy, dirigido por Céline Sciamma (Tomboy)

Trailer: 
Fala do filme: “Está procurando os meninos? Vi você olhando para eles... Eles já foram embora. Você é novo aqui?” “Sou, mudei ontem.” “Eu sou Lisa, moro aqui... Você é tímido!” “Não sou tímido.” “Não vai dizer como se chama?” “Eu me chamo Michael.”
Vale a pena: Como todo bom filme francês, que se passa mais na arte e nas sutilezas dos diálogos, é necessário estar interessado no assunto principal do filme para que ele valha a pena, ou seja, na identidade de gênero. Isso posto, ele tem uma arte muito interessante e um roteiro que é bastante enxuto mas que consegue retratar bem as diferenças entre o mundo das crianças e o mundo dos adultos, trazendo uma sensibilidade a um assunto já conhecido por trata-lo em uma idade bem jovem.  Aliás, considerando que o protagonista tem aproximadamente 10 anos, preciso dar uma salva de palmas para a atriz que o interpreta, porque não é um papel fácil, principalmente para uma criança, considerando o modo que ela passa o desconforto e sua expressividade. Ainda mais, há a fofura de sua irmã, que é interpretada de maneira doce e dá um toque de calma a uma história que é bastante complexa emocionalmente.
Não vale a pena: Quem tem a cabeça fechada com certeza não vai gostar do filme, mas eu acho que esse é o público que teria mais ganho em assistir ao filme. É quem acha que as pessoas estão tentando empurrar uma ideologia de gênero. Pessoas trans no geral também podem não gostar do filme, por ele reviver algumas situações que elas podem ter passado na infância, e reviver algum trauma. Acho também importante falar que apesar de um roteiro com bastante significado emocional, ele não é muito focado na ação, mas no psicológico, ou seja, para quem já está com sono não é uma boa ideia.
Gostei? Estava na minha lista há muito tempo, e fiquei feliz em assistir.
Detalhe que provavelmente só eu reparei: Em todas as cenas em que a mãe aparece, as suas cores são sóbrias. Acho engraçado como foi utilizado o contraste entre um mundo mais colorido das crianças com o mundo chato e sóbrio dos adultos. Além disso, dualidades como rosa/azul, infantil/adulto e feminino/masculino é bem interessante, tanto nas imagens quanto no comportamento dos personagens.
Tem no Netflix/Tá passando no cinema? Está no Netflix.


Do que se trata o filme: O filme se baseia na história de uma garota que, quando muda de cidade, passa a se comportar como um garoto, fazendo com que as crianças da região, que não a conheciam, a tratassem como Michael.

Sem piadinha com a foto, porque essa composição é muito bonita.

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