Trailer:
Fala do
filme: “Está procurando os meninos? Vi você olhando para eles... Eles
já foram embora. Você é novo aqui?” “Sou, mudei ontem.” “Eu sou Lisa, moro
aqui... Você é tímido!” “Não sou tímido.” “Não vai dizer como se chama?” “Eu me
chamo Michael.”
Vale a
pena: Como todo bom filme francês, que se passa mais na arte e nas
sutilezas dos diálogos, é necessário estar interessado no assunto principal do
filme para que ele valha a pena, ou seja, na identidade de gênero. Isso posto, ele
tem uma arte muito interessante e um roteiro que é bastante enxuto mas que
consegue retratar bem as diferenças entre o mundo das crianças e o mundo dos
adultos, trazendo uma sensibilidade a um assunto já conhecido por trata-lo em
uma idade bem jovem. Aliás, considerando
que o protagonista tem aproximadamente 10 anos, preciso dar uma salva de palmas
para a atriz que o interpreta, porque não é um papel fácil, principalmente para
uma criança, considerando o modo que ela passa o desconforto e sua expressividade. Ainda mais, há a fofura de sua irmã, que é interpretada de maneira
doce e dá um toque de calma a uma história que é bastante complexa
emocionalmente.
Não vale
a pena: Quem tem a cabeça fechada com certeza não vai gostar do filme,
mas eu acho que esse é o público que teria mais ganho em assistir ao filme. É
quem acha que as pessoas estão tentando empurrar uma ideologia de gênero.
Pessoas trans no geral também podem não gostar do filme, por ele reviver
algumas situações que elas podem ter passado na infância, e reviver algum
trauma. Acho também importante falar que apesar de um roteiro com bastante
significado emocional, ele não é muito focado na ação, mas no psicológico, ou
seja, para quem já está com sono não é uma boa ideia.
Gostei? Estava
na minha lista há muito tempo, e fiquei feliz em assistir.
Detalhe
que provavelmente só eu reparei: Em todas as cenas em que a mãe
aparece, as suas cores são sóbrias. Acho engraçado como foi utilizado o
contraste entre um mundo mais colorido das crianças com o mundo chato e sóbrio
dos adultos. Além disso, dualidades como rosa/azul, infantil/adulto e feminino/masculino
é bem interessante, tanto nas imagens quanto no comportamento dos personagens.
Tem no Netflix/Tá
passando no cinema? Está no Netflix.
Do que se
trata o filme: O filme se baseia na história de uma garota que, quando muda de
cidade, passa a se comportar como um garoto, fazendo com que as crianças da
região, que não a conheciam, a tratassem como Michael.
Sem piadinha com a foto, porque essa composição é muito bonita.

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